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#Museus

Governo português, através da ministra da Cultura, anunciou a necessidade de rever o regime de gratuitidade nos museus devido a exigências da Comissão Europeia, que considera discriminatórias as regras que restringem a entrada gratuita a cidadãos portugueses e residentes em Portugal, em contrariedade ao artigo 56.º do Tratado sobre o Funcionamento da UE. #ComissãoEuropeia #Museus #Cultura

Governo revê a gratuitidade nos museus por exigência da CE

Vzhledem k finančním tlakům a evropským normám vláda zvažuje zrušení bezplatného vstupu do muzeí jednou týdně, což vyvolává diskuze o jeho nevyhnutelnosti. #Museus #Cultura #Governo

O fim da borla semanal nos museus é inevitável?

Quando a Arte Me Apanha de Surpresa: Dos “Amigos Improváveis” a Duchamp e Manzoni No fim-de-semana passado, para diminuir o ócio, decidi ver um filme: "Amigos Improváveis". Já tinha ouvido falar dele, mas nunca me tinha sentado, verdadeiramente, a apreciá-lo. Bastaram poucos minutos para perceber que não era apenas uma comédia dramática; era o encontro improvável entre dois mundos que, à partida, nunca se tocariam. De um lado, Philippe, um aristocrata tetraplégico, culto, refinado, rodeado de arte, música clássica e silêncio. Do outro, Driss, um jovem de origem humilde, impulsivo, directo, cheio de vida e sem filtros. A relação entre os dois cresce precisamente dessa colisão de universos — e eu, do meu sofá, dei por mim a sorrir com a franqueza de Driss e a serenidade de Philippe. Há uma cena, no entanto, que ficou cravada na memória. Philippe mostra a Driss uma pintura abstracta caríssima. Driss olha para o quadro, inclina a cabeça e diz aquilo que eu próprio já pensei diante de certas obras: "Isto? Isto podia ter sido feito por mim." Ri-me, claro. Porque ali, naquele momento, Driss estava a verbalizar a perplexidade que tantos de nós sentimos quando confrontados com arte abstracta. Para ele, eram apenas manchas. Para Philippe, era emoção, gesto, intenção. Mais tarde, Driss pinta o seu próprio quadro — uma brincadeira, quase um desafio — e Philippe acaba por vendê-lo a um coleccionador por uma pequena fortuna. E eu percebi ali algo essencial: o valor da arte não está apenas no objecto, mas na história que o envolve, na narrativa que lhe atribuímos, no olhar que lhe dedicamos. De repente, dei por mim a pensar em artistas que levaram esta ideia ao extremo. Um campo de forças, não uma sentença individual Ao reflectir sobre tudo isto, lembrei-me de algo fundamental: o valor da arte não é decidido por uma única pessoa ou entidade. Nasce da interacção entre vários agentes — críticos, curadores, museus, coleccionadores, galerias, leiloeiras, mercado e público. Em termos sociológicos, o valor artístico é construído dentro de um "campo", um espaço onde diferentes forças competem, legitimam e disputam o que merece ser chamado de arte. Ou seja: quando Driss olha para um quadro e diz que podia tê-lo feito, e Philippe responde com serenidade que há ali algo mais, ambos estão a participar — sem o saber — nesse jogo complexo de legitimação. A arte vive dessa tensão entre o olhar individual e o consenso colectivo. Duchamp: o homem que me ensinou a desconfiar das certezas Lembrei-me então de Marcel Duchamp, o artista que virou o mundo artístico do avesso. Em 1917, Duchamp pega num urinol — um objecto banal, industrial, sem qualquer pretensão estética —, vira-o ao contrário, assina-o R. Mutt e apresenta-o como obra de arte. Assim nasce "A Fonte". Quando ouvi falar desta peça pela primeira vez, confesso que também pensei: "Isto é provocação pura." Mas quanto mais reflicto, mais percebo que Duchamp não queria que eu admirasse a forma; queria que eu questionasse o conceito. Queria que eu percebesse que a arte não é apenas aquilo que se pinta ou esculpe — é também aquilo que se declara como arte. Com Duchamp, aprendi que a arte conceptual é um convite à dúvida, ao desconforto e, sobretudo, ao pensamento. Manzoni: quando a provocação se transforma em obra E se Duchamp já me tinha abanado, Piero Manzoni empurrou-me definitivamente para fora da zona de conforto. Em 1961, Manzoni cria "Merda de Artista" — 90 latas seladas, alegadamente contendo excremento seu, vendidas ao preço do ouro. Quando descobri esta obra pela primeira vez, fiquei entre o riso e a incredulidade. Mas depois percebi o génio: Manzoni estava a expor a obsessão do mercado pela "aura" do artista, pela ideia de que tudo o que ele toca se transforma automaticamente em arte. E eu, mais uma vez, fui obrigado a perguntar-me: o que é que realmente valorizo numa obra? A técnica? A intenção? O nome? O choque? A subjectividade como bússola Entre a pintura abstracta de "Amigos Improváveis", o urinol de Duchamp e as latas de Manzoni, percebi algo fundamental: a arte não é um território de certezas, mas um espaço de diálogo. A subjectividade não é um erro — é a minha própria assinatura invisível sobre a obra. E quanto mais me permito entrar neste jogo, mais descubro que a provocação, o desconforto e até o riso são portas de entrada para novas formas de pensar. Fica a pergunta para vós: já vos aconteceu olhar para uma obra de arte e pensar exactamente o mesmo que o Driss? E, se sim, o que fizeram com esse pensamento — riram-se dele, ou deixaram-no crescer até vos mudar a forma de ver?

França registou na terça-feira o dia mais quente desde 1947, com uma média nacional de 29,8°C e recordes absolutos de temperatura em várias cidades, prevendo-se máximas entre 40°C e 42°C até ao fim de semana, o que levou ao encerramento de monumentos e museus, incluindo a Torre Eiffel, e à emissão de alertas vermelhos em 58 departamentos devido à intensidade da onda de calor. #França #OndaDeCalor #Meteorologia

França regista o dia mais quente desde 1947
FC Porto Jun 2

A escola do futuro no Museu FC Porto⭐ O novo Programa Educativo do Museu Futebol Clube do Porto foi formalmente apresentado a professores, instituições do setor do ensino e autarquias. Disponível já a partir do ano letivo 2026/2027, para todos os ciclos desde o pré-escolar ao secundário e alinhado com diretrizes do Ministério de Educação, este projeto resulta de uma parceria entre o FC Porto e a Universidade Católica Portuguesa. 👉 + info: https://t.co/DmVfiWnnAJ #Educação #Museus #Inovação

SAPO May 19

O ministro angolano da Cultura, Filipe Zau, anunciou que Angola está em diálogo com Portugal e outros países para recuperar objetos culturais roubados ou levados do país, muitos deles durante a guerra, destacando a importância da restituição para a educação nacional e a preservação da memória coletiva. #CulturaAngolana #Restituição #Museus

Angola em contacto com Portugal para recuperar peças de museu
SAPO May 18

Centenas de atividades gratuitas, incluindo concertos, recriações históricas e oficinas interativas, celebram o Dia Internacional dos Museus em Portugal sob o lema Museus a unir um mundo dividido, destacando o papel dos museus na promoção do diálogo e inclusão social, com eventos que ocorrerão até o próximo domingo em várias localidades do país. #DiaInternacionalDosMuseus #Museus #InclusãoCultural

Centenas de atividades celebram Dia Internacional dos Museus
SAPO May 16

O antropólogo João Pacheco de Oliveira destacou, em Lisboa, que a transformação de museus coloniais em museus indígenas é um processo político que envolve a restituição de artefatos e a busca por cidadania e direitos dos povos originários, durante o colóquio “Histórias da Antropologia e Restituições”, que contou com a participação de representantes indígenas e pesquisadores de diversos países. #Descolonização #Restituição #AntropologiaIndígena

Transformação de museus coloniais em indígenas é um processo político – investigador