Me pediram para escolher o “personagem” da Copa, e acabei de optar por Lionel... Scaloni. Não me atenho ao campo, claro, mesmo que seu trabalho tenha sido bom. As entrevistas do técnico argentino exalaram serenidade e equilíbrio sem abrir mão do conteúdo, e seus pequenos gestos arrancaram elogios ou, no mínimo, instigaram quem o via – como no caso da impassível reação aos gols da semifinal. Scaloni foi o líder humilde, respeitoso e elegante de uma seleção acusada de ser o oposto. Comandou quando tinha que comandar, e baixou o tom quando tinha que baixar – como antes de enfrentar os ingleses. Ele foi a ausência da vaidade num meio cheio de ególatras. Foi o sujeito sempre generoso e educado com comandados, jornalistas e antigos companheiros. O cara que soube ganhar e que soube perder. Lionel Scaloni entrou neste Mundial campeão e saiu dele vice. Mas como figura pública, como personagem, tenho a impressão de que saiu bem maior do que entrou. #Copa2022 #LionelScaloni #Futebol



