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#Olavo

Uma das coisas que mais incomodava o veio Olavo era a falsa aparência de normalidade no Brasil. Instituições “sólidas”, democracia em funcionamento reforçado por mídia vendida e oligopólios, mas NO FUNDO uma podridão sem tamanho - sempre vista e explicada por ele. Tenho certeza que ele estaria MUITO feliz neste momento vendo a cortina incendiada e todo o povo enxergando que tudo é uma grande FARSA mantida por décadas neste país. O povo não tem nenhum poder e inclusive é mantido na ignorância, vício e peleja tribal enquanto a casta continua chupetando. #Brasil #Política #Sociedade

Eu não tenho pena. Eles acharam que iriam me prender, prender o Carlos e até o Prof. Olavo de Carvalho. Agora reclamam do monstro que ajudaram a criar. Não foi por falta de aviso. https://t.co/HrdsgsLTQM #Justiça #Liberdade #VozAtiva

A página @MedicoLiberdade me sugeriu ver um vídeo do Yuri Bezmenov falando sobre a estratégia da KGB, pois me caberia o lugar de “idiota útil”. Eu não sei quem administra essa página, mas sei de onde esses chavões se originam. Eu conheço o olavismo há 23 anos e desde essa época vejo as mesmas referências repetidas à exaustão. É a “estratégia das tesouras”, o “idiota útil”, a “ponerologia”, a “venezuelização do Brasil”. Para além da estupidez de insistir que o MBL fazia “o jogo do sistema” quando OBVIAMENTE Jair Bolsonaro buscou afagar o STF e o parlamento a fim de salvar a pele de seu filho, eu não consigo deixar de pensar no fato de que vocês são pouco criativos, pouco críticos e tem baixa capacidade reflexiva. Vocês repetem teses furadas e slogans de vinte anos atrás e não conseguem sair daí. Entra ano e sai ano e é essa mesma cantilena. Olavo foi um grande homem. Entretanto, apesar da estatura, cometeu muitos erros. Um deles foi difundir descrições históricas distorcidas, que fizeram as pessoas acreditarem em absurdos como a iminência do Brasil virar a Venezuela ou a existência de uma estratégia ampla de todo o establishment nacional em favor do comunismo (sic). Isso é apenas errado. Eu poderia ir diretamente nas fontes, nos próprios textos de Olavo e mostrar onde e por que ele errou. Mas não chega a tanto meu empenho. Considero uma discussão ociosa. Nas poucas aulas que gravei sobre marxismo cultural mostrei como Olavo fez inferências descuidadas sobre Adorno e companhia. Ele era assim, cometia muitos erros e os empurrava com a barriga em razão de sua autoridade, sustentada por grande inteligência e erudição. Vocês precisam ler mais e pensar melhor. Sinto vergonha por vocês ao ser arrastado para essas discussões idiotas a partir de chavões que não superam há vinte anos. Meu ofício não é esse. E eu francamente não tenho nada a aprender com a direita brasileira. Aqui eu no máximo tenho alguns (bem poucos) interlocutores com os quais troco ideia. E só. #Política #Reflexão #História

O Prof. Olavo nunca caiu nessa querer analisar apenas as ideias. Ele sempre quis saber quem as proferia, dentro de qual estrutura de poder e com qual finalidade. Sem isso, ouvir uma “idea” será o que fará de você uma presa de quem está falando. #filosofia #poder #ideias

Chief 4d

KKKKKKKKKKKK é muito tchola. PQP Comprou mesmo toda narrativa de golpe da esquerda. detalhe: A preocupação é que o Bolsonaro iria prender os amigos dele, igual ele ameaça fazer com críticos "prendeu matou", pediu prisão para o Olavo, Sérgio Reis etc... e ainda apoiou toda ditadura sanitária que tava batendo em gente nas ruas e praias. #Política #Bolsonaro #Liberdade

Passei o ano de 2014 inteiro desmentindo esse picareta desse Augusto Cury por ter inventado uma tal de “síndrome do pensamento acelerado” que nunca existiu e para a qual o tratamento era o livro de coach dele. Levou uns três anos para a gente se livrar dessa praga. O homem é o Olavo de Carvalho da Psiquiatria. #Psicologia #SaúdeMental #Crítica

#TBT de um encontro especial! Em 2019, tive a alegria de conhecer Olavo de Carvalho nos EUA. Um homem de muito conhecimento, que deixou um grande legado. https://t.co/rxv0vklFxb #memories #meeting #legacy

Nosso santinho colecionável #5 com o eterno professor Olavo. 🥹 “Conservadorismo significa fidelidade, constância, firmeza. Não é coisa para homens de geleia.” https://t.co/rx16QFPZLC #Conservadorismo #Olavo #Colecionável

EDUARDISTAS, OS ANTI-CARONEIROS Não é coincidência que eu apoie os nomes que desde o primeiro dia declararam apoio a Flávio, lá em DEZ/2025, quando nosso líder Jair Bolsonaro fez a carta oficializando a sua pré-candidatura. Eu gosto de pessoas decentes, que trabalham baseadas em princípios, pois estas pessoas não mudam ao sabor do vento político e eu acho que elas representam melhor o povo que justamente reclama de políticos que mudam após eleitos. Há um movimento natural de pessoas fartas de gente que é eleita com o apoio de Bolsonaro e depois escondem Bolsonaro. São pessoas sem caráter, ou que no mínimo não sabem contra quem estamos lutando, ingênuas, que nos farão perder mais 4 anos ou, quando não, viram Joices, Frotas e Soraias Trambiques. Por eu estar dentro da político as vezes enxergo fatos e nuances que as pessoas comuns não enxergam. Assim, sinto-me no dever de jogar luz a estes ocorridos e permitir que cada um tome a sua decisão de apoiar e votar, ou não, em Fulano ou Beltrano bolsonarista - e também labuto para que os verdadeiros fiéis não sejam bloqueados nos bastidores, pois sim, há este movimento propositalmente obscuro para passar longe dos olhos de vocês. A imprensa, na tentativa de desqualificar este movimento natural, que não é pre-ordenado tal qual os que querem se desgarrar do Bozo sem perder os votos do Bozo, covarde e justamente no seu momento mais sensível, foi atribuída a pecha de EDUARDISMO a este movimento espontâneo. Como somos seguidores do Prof. Olavo sabemos lutar a batalha cultural. Transformamos o rótulo em meme, em movimento, tal qual no jiu jitsu se aproveita a força do oponente como alavanca para o contra-golpe. Isso é algo que a essa altura do campeonato todos já deveriam saber, ocorreu com a música “meu amigo Flávio” lá do humorista, com a “mug shot” do Trump sendo fichado na polícia da Georgia e inúmeras vezes com meu pai. Se trabalhar para impulsionar aqueles que nunca esqueceram de onde vieram, que não querem deletar Bolsonaro agora que está injustamente preso é chamado de Eduardismo, pois bem, aceito a pecha com orgulho. E seguirei botando em palanques eleitorais, buscando por ferramentas para serem eleitos, dando notoriedade nas redes a este grupo, que está aberto e tem muito mais gente do que somente os excelentes Gil Diniz e Paulo Mansur em SP, Filipe Pedri no RS, Caporezzo em MG ou Paulo Figueiredo em MG. Sigam-me nas redes, pois aos poucos vou divulgando os candidatos que eu, filho do JB e que visto a camisa do Bolsonaro, enxergo como realmente fiéis e merecedores do seu voto. Nós somos a reação natural, os anticorpos, o antídoto contra os caroneiros. Não há mais tempo a perder. #Eduardismo #Bolsonaro #Política

A @AndreiaSadi reclamando que ou o Flávio é cristão conservador ou é o gostosão. A Sadi acha que o conservador brasileiro é o puritano americano republicano. Esqueceu que os dois maiores conservadores brasileiros são Nelson Rodrigues e Olavo de Carvalho e nenhum dos dois era nem um pouco santo. #Conservadorismo #Cultura #PolíticaBrasileira

Olavo explicou a diferença entre ocupação de espaço nas instituições e vitória eleitoral. Ele disse: eleição de presidente é a cereja do bolo. Primeiro é preciso ter um bolo para colocar a cereja. Por isso a esquerda perde eleições, mas continua no poder. O bolo é dela. #Política #Eleições #Liderança

Tudo de novo, novo! E de onde tudo começou. Quero convidar você para o lançamento da candidatura do presidente Lula. Será emocionante vê-lo iniciar mais uma caminhada justamente em São Bernardo do Campo, onde sua trajetória política começou e ajudou a transformar a história do nosso país. Venha viver esse momento com a gente. 🗓️ Domingo, 16 de agosto ⏰ 9h 📍 Estádio Municipal 1° de Maio, na históricaVila Euclides, São Bernardo do Campo Rua Olavo Bilac, 240, Jardim Olavo Bilac. #Lula2023 #Candidatura #SãoBernardoDoCampo

Se o Olavo estivesse vivo, suspeito que estaria tendo muito desgosto nesta discussão presidencial sobre quantos diplomas o @FlavioBolsonaro tem ou não. Principalmente, se formos ter essa discussão contra um oponente que não só carece de qualquer formação, mas se orgulha da própria ignorância. Diploma em si, não é marcador de muita coisa. Os meus ficam bonitos na parade do meu escritório, mas o maior gênio intelectual das últimas décadas desprezava completamente estes e a academia como um todo, enquanto leu mais livros do que qualquer outro brasileiro. Olavo amava o conhecimento, odiava a academia. Com toda razão, aliás. Convenhamos, se você fizer uma pós graduação em ciência política na UFRJ e as bestas quadradas que ensinam por lá, provavelmente sairá mais burro do que entrou. Parabéns ao Flávio por NÃO TER esta formação. #Política #Educação #Conhecimento

🚨 José Olavo Bisol pede licença da FGF e emite comunicado detonando presidente Luciano Hocsman: Em junho, ao me licenciar da Vice-Presidência, falei em uma gestão que não dialoga e decide sem transparência. O que está prestes a acontecer já era algo que me incomodava internamente, inclusive fiz diversos registros formais. O plano estava pronto, alterar o estatuto, se perpetuar no poder e amarrar o eleitorado. A FGF convocou assembleia para 25/08 com uma proposta de reforma do estatuto. No meio de 137 artigos, uma mudança salta aos olhos: elimina o limite de mandatos do presidente. Hoje só se permite uma reeleição. Na proposta, o texto passa a dizer expressamente que já ter ocupado o cargo NÃO é impedimento para continuar. Sem prazo. Sem limite. E não para aí. A mesma reforma tira dos clubes o direito de recorrer à Justiça em disputas com a Federação, tudo passa a ir para arbitragem privada no Rio de Janeiro. E a “Comissão Eleitoral Independente” que vai cuidar da próxima eleição é nomeada pelo próprio presidente. Vale dizer que arbitragem tem custo elevado e inviabiliza qualquer tipo de debate pela avassaladora maioria dos filiados, que notadamente vivem em condições financeiras precárias. Sem limite de mandato. Sem Justiça. Sem eleição fiscalizada por alguém de fora. Isso não é reforma, é fechamento de uma instituição que deveria demonstrar o contrário, e eu nunca tive acesso à construção dessa minuta. Tomei conhecimento pela imprensa. A votação é por 2/3 dos presentes, não de todos os filiados. Isso quer dizer que quem não for lá, deixa a decisão para quem já está satisfeito com a atual gestão e não se preocupa com o futuro do futebol gaúcho. Se os clubes não se posicionarem contra, penso que este ato pode estar decretando o fim do futebol gaúcho, que aqui, pra nós, já vem definhando há anos. José Olavo Bisol, VP FGF - licenciado. #Futebol #Transparência #ReformaEstatutária

Chief 4w

Percebam que eu nem falo de Flávio Bolsonaro direito no meu perfil, não defendo as cagadas, mas também não vou ficar atacando o cara 24h em época de eleição, pq eu entendo A REALIDADE de que ele é o ÚNICO com capital político para tirar o Lula de lá. (Nem acredito que vá, mas é o que tem alguma chance) Se eu quero o LULA FORA, não faz sentido eu ficar minando o Flávio, minha estratégia é minar os que estão ajudando o Lula. Eu sou da turma dos que não acredita em salvação do Brasil, mas, acredito que tem os menos piores, que podem diminuir impostos, burocracias etc... e principalmente sigo o ensinamento do Olavo de Carvalho: "Vc não precisa gostar do Bolsonaro, pra escolher um lado, basta ver quem odeia ele." Dito isso, tá muito engraçado nas minhas postagens a militância do MBL, não conseguem defender o Renan de NADA do que aponto: ou me xingam e imputam crime, ou falam "e o bozo?" " e o Flávio?" 😂😂😂 Nisso eu tenho que dar créditos, MBL conseguiu um amontoado de cadelas trabalhando de graça (comandados pelos que mamam em gabinetes). O trabalho de lavagem cerebral e adestramento é muito bom, tenho que reconhecer. #Política #Eleições #Brasil

Ana Campagnolo, Michelle Firmo e Nikolas Ferreira são os novos traidores políticos do bolsonarismo? Eu diria que sim, mas, com algumas ressalvas. Quando falamos em “novos traidores” chamamos imediatamente à memória os antigos, como Joice, Frota e Dória. Ana, Michelle e Nikolas, contudo, não são iguais aos anti-heróis do passado. Logo, é preciso uma revisão histórica para encontra o lugar correto dos novos “judas”, por assim dizer. Senão, vejamos: O espetáculo da eleição de 2018 não foi mera vitória eleitoral; foi a tentação de uma ordem nova, um símbolo de restauração que, no instante mesmo de sua aparição, já continha o germe de sua dissolução. Em torno de Jair Bolsonaro coalesceu uma aliança particularíssima: conservadores, liberais da economia ávidos de mercado sem o peso do Estado, e outsiders políticos que confundiam o desprezo pela forma com a própria substância da política. Era, em termos voegelinianos, como diria o Professor Olavo, um esforço de reordenação da existência histórica brasileira, uma tentativa de recuperar a representação da verdade contra o gnosticismo igualitário que dominara as décadas anteriores. Mas a ordem política, como Voegelin nos ensina, não se sustenta na mera negação do inimigo; exige a diferenciação da consciência e a fidelidade à realidade concreta. Logo no primeiro ano, essa base começou a rachar e as fraturas, logo percebidas como “traições”, revelaram-se antes o colapso interno de um símbolo ainda não plenamente realizado. As rupturas não nasceram de simples ambição mesquinha. Surgiram das disputas pelo controle partidário, dos cálculos eleitorais que já miravam 2022 e, mais profundamente, da incapacidade de gerir as crises nacionais sem cair no apocalipse ideológico, donde surgiu, pela boca de alguns neotucanos como Moro e Dallagnol, o refrão “sem o Bozo, mas com os votos do Bozo”. Os três casos emblemáticos, contudo, foram tão surpreendentes que, num primeiro momento, pareciam crônicas de fofocas de Brasília. Os casos Joice e Frota, sobretudo, revelaram-se aos poucos como sintomas de uma ordem que se desintegrava no momento em que o bolsonarismo tentava afirmar-se então veio o primeiro grande trauma; o primeiro grande soco no estômago do bolsonarismo: a traição de Frota. É preciso lembrar que Alexandre Frota fora um dos mais vociferantes arautos do bolsonarismo, eleito deputado federal pelo PSL de São Paulo com votação que parecia consagrá-lo como voz da nova era. Sua ruptura foi a primeira a ganhar proporções trágicas e, como sempre acontece quando a consciência política ainda é primária, transformou-se em teatro de acusações. Ainda no primeiro semestre de 2019, Frota começou a criticar publicamente a articulação do governo. Incomodava-o a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos Estados Unidos; cobrava explicações sobre o caso Queiroz-Flávio e a a gota d’água não tardou: Frota abstém-se no segundo turno da Reforma da Previdência, pauta que o governo elevava à condição de salvação nacional e declara, em entrevistas, sua decepção com o presidente. Em agosto, o PSL o expulsa. Frota então transfere o tom agressivo que antes reservava à esquerda para atacar a família Bolsonaro nas redes e nos corredores da Câmara. A base que o aplaudia passou a execrá-lo em massa. O antigo aliado torna-se, de um dia para o outro, o traidor. Em seguida, surge o “caso Joice Hasselmann”. Joice, a deputada federal mais votada do Brasil em 2018, tornara-se líder do governo no Congresso. Seu rompimento foi o mais explosivo do ponto de vista da comunicação digital e o mais revelador da natureza gnóstica que ameaçava a própria coalizão. Sim, e disse gnóstica. No final de 2019, o PSL implodiu na disputa direta pelo controle do partido e de seus fundos bilionários entre a ala de Luciano Bivar e a ala fiel a Bolsonaro. O presidente tenta destituir o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, para colocar o filho Eduardo. Joice, líder do governo, assina a lista de apoio a Bivar e Waldir. A gota d’água: Bolsonaro a destitui da liderança em outubro. A percepção pública foi instantânea: Joice era a segunda traidora. Em retaliação, Joice vai à CPMI das Fake News e denuncia o “Gabinete do Ódio”. O que se vê aqui não é apenas guerra de egos. É a redução da política à luta pelo controle do aparelho simbólico e financeiro do partido, a substituição da ordem pela vontade de potência: eis aqui o elemento gnóstico. Voegelin diria que, quando a representação da verdade cede lugar à representação da força, a ordem se desintegra em facções que se acusam mutuamente de traição, enquanto a realidade histórica continua a exigir respostas, mas, ao invés de respostas, o que surge é o “caso Doria” que também associara intensamente sua imagem à de Bolsonaro no segundo turno de 2018, o “BolsoDoria”, para garantir a eleição ao governo de São Paulo. Ao contrário das rupturas anteriores, a de Doria foi gradual, motivada pelo calendário eleitoral e administrativo, e por isso mesmo mais profunda. Desde que assumiu em 2019, Doria começou a marcar independência, posicionando-se como candidato natural de centro-direita para 2022. Bolsonaro alfinetava. A gota d’água definitiva chegou com a pandemia: Doria defende isolamento, fechamento do comércio e encabeça a Coronavac com o Butantan. Bolsonaro denuncia os lockdowns e a vacina. A fratura foi transmitida ao vivo. Doria usava coletivas diárias para cobrar o presidente. Aqui a ordem política confronta a realidade da existência histórica, isto é, a pandemia, e falha. Em vez de uma resposta comum à crise da mortalidade humana, o que se vê é a politização da saúde por parte dos inimigos de Bolsonaro, a transformação do cuidado com a vida em arma de guerra simbólica. Voegelin nos lembra que a ordem verdadeira surge da experiência da realidade, não da imposição de um mito de salvação tal como apresentavam a “picadinha”. Quando a pandemia exige responsabilidade, a coalizão se desfaz em traição à pauta conservadora. O futuro do Brasil acabou sucumbindo a outra forma de lockdown: a quebra de lealdade a uma pessoa e a um símbolo de mudança. Agora que Flávio Bolsonaro e apresenta como o resgate de daquela proposta de mudança, a história política brasileira, esse eterno teatro de excessos e decepções, promete se repetir, mas agora como farsa. O que se presenciou entre o final de 2025 e o limiar de 2026 não foi mera turbulência, mas uma reconfiguração profunda das forças na direita. Uma convulsão que revela o momento em que uma ordem política, ainda precária, é forçada a escolher entre a representação da verdade histórica e o fechamento dinástico. Classificar essa nova onda, Nikolas Ferreira, Ana Campagnolo e Michelle Firmo, na mesma categoria dos “traidores” de 2019 seria, contudo, um equívoco. Exige-se, antes, reconhecer a mudança fundamental de cenário. A crise atual não é ruptura com a ideologia conservadora, como foi no passado, nem com a figura central de Jair Bolsonaro. É, em sentido estrito, uma guerra de egos; uma guerra de sucessão e de herança política cujo alvo declarado são os filhos do ex-presidente. Onde outrora se combatia o símbolo da ordem, agora se disputa o direito de representá-la. O racha ganhou contornos públicos após as inevitáveis movimentações eleitorais. Eduardo Bolsonaro criticou publicamente Nikolas e Michelle por não se engajarem na pré-campanha de Flávio à presidência. Acusou-os de “amnésia” quanto a quem os teria elevado. Reclamou que Michelle não postava a favor de Flávio, mas “compartilhava o Nikolas a toda hora” e isso, de fato, aconteceu e acontece. No reduto de Santa Catarina, Ana Campagnolo questionou a possível imposição de Carlos Bolsonaro ao Senado, um Estado onde ela própria detém capital político próprio e defende o espaço das lideranças locais e isso, de fato, aconteceu e acontece. Quando Eduardo cobrou obediência à “hierarquia familiar” e sugeriu que os descontentes saíssem, Michelle interveio diretamente em defesa de Ana. Nikolas, por sua vez, rebateu com a frieza de quem já não teme a excomunhão digital: Eduardo “não está bem” ele disse. Nikolas, tão inflado de ego, deixou claro que ele, o poderoso Nikolas, não perderia tempo com divergências internas porque “tem um Brasil para salvar”. Eis, portanto, o novo espetáculo da traição, que é, repito, bem diferente do espetáculo do passado. A nova geração de traidores não trai a ideologia, mas reivindica o poder exclusivo sobre ela; o poder exclusivo que visa superar o próprio Bolsonaro. Trata-se, portanto, de uma traição política ainda mais perigosa que a de Joice, Frota e Doria. Se colocarmos as duas levas de dissidentes lado a lado, as diferenças explicam por que o impacto agora é infinitamente mais complexo para a família Bolsonaro do que foi em 2019. Os “traidores” de outrora atacavam frontalmente a figura de Jair e o seu governo. A nova onda, ao contrário, trava conflito com a gestão política dos filhos de Bolsonaro e resiste àquilo que eles mesmos consideram “um monopólio familiar”. Joice, Frota e Doria surfavam na eleição de 2018 e dependiam da chancela do patriarca. Ana, Nikolas e Michelle possuem bases imensas, orgânicas e ideológicas, que funcionam independentemente da aprovação dos herdeiros. O “cancelamento” de 2019 destruía rapidamente as imagens de Joice, Doria e Frota na internet e custava-lhes a reeleição; agora, os novos traidores políticos são praticamente incanceláveis sem rachar o movimento ao meio, pois são ídolos da base atual. E, o mais decisivo: enquanto Frota, Joice e Doria se afastavam da pauta conservadora tentando migrar para o centro tradicional, Nikolas, Ana e Michelle disputam, com ferocidade, quem é o verdadeiro representante dessa mesma pauta. A diferença estrutural é radical. Joice, Frota e Doria tentaram se reposicionar rompendo com o eleitorado mais radical. A nova onda faz o exato oposto. Não abandonam o bolsonarismo, mas disputam o controle sobre ele. Sinalizam à base que o projeto de direita é maior do que as conveniências eleitorais exclusivas dos filhos biológicos. A aliança inusitada de Michelle, a esposa, com Nikolas e Ana contra as exigências de subordinação de Eduardo demonstra que o movimento atravessa um teste crucial: decidir se continuará sendo uma dinastia de sangue regida pela vontade de Jair Bolsonaro ou se se tornará uma força onde o carisma pentecostal, o engajamento digital e a pureza ideológica importam mais que o sobrenome. O resultado dessa escolha determinará se o movimento conservador permanecerá um símbolo de restauração ou se se dissolverá, mais uma vez, no eterno ciclo brasileiro de esperanças traídas. Quem viver, verá. #Bolsonarismo #PolíticaBrasileira #TraiçãoPolitica

Se você acredita, como eu, que o regime de censura e perseguição política é o maior problema do Brasil hoje, não faz o menor sentido apoiar o Dirceuzinho do MBL. Porque eles não apenas apoiaram esse regime. Eles participaram da construção dele. Em 2019, o MBL, através do seu guru à época, Luciano Ayan, produziu dossiês mapeando a direita. Listas, nomes, prints. Esse material foi parar nas mãos de parlamentares que atuavam contra Bolsonaro e virou apresentação na CPI das Fake News. O próprio Ayan admitiu, em entrevista, que suas pesquisas serviam de base para a comissão. E a CPI das Fake News é o ovo da serpente. É de lá que sai a narrativa da milícia digital, que depois vira inquérito no Supremo, censura em massa, bloqueio de conta e prisão. Eles ajudaram a construir a arma. Depois, incentivaram o seu uso. Outubro de 2021. Moraes acabava de decretar a prisão preventiva de Allan dos Santos, contra a manifestação da própria Procuradoria-Geral da República. Até a PGR achou que aquela prisão não devia sair. O líder do MBL achou pouco. Gravou um vídeo dizendo que não bastava o Allan. Era preciso prender Olavo de Carvalho junto. Chamou o professor de velho criminoso. Disse que canalhas envelhecem. Incluiu na lista Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. E encerrou desejando que aquela fosse a primeira de muitas. Olavo morreria três meses depois, já acossado pelos inquéritos. E nada disso era novidade. Em 21 de setembro de 2015, Olavo já tinha escrito que tudo o que o MBL fazia era sugar as energias do movimento popular para reforçar a classe política podre e o sistema. E que a única resposta possível era tolerância zero. Setembro de 2015. Antes do impeachment de Dilma. Antes de Bolsonaro. Antes do inquérito das fake news. Olavo os descreveu em 2015. Seis anos depois, eles queriam ele na cadeia. Em 30 de junho de 2021, o MBL assinou o superpedido de impeachment de Bolsonaro ao lado do PT, do PSOL, do PCdoB, da CUT e do MST. Não é interpretação minha. Está no documento, com o nome deles. Alguém realmente acredita que eles teriam conseguido criar um partido sem a autorização do establishment? Eles não têm ideologia. O único norte é o poder pelo poder. E se alcançarem o intento, o nível de repressão contra qualquer opositor será muito maior do o que temos hoje. #Censura #LiberdadeDeExpressão #PolíticaBrasil

Pediram-me que dissesse alguma coisa a respeito da exigência política de Tereza Cristina em relação a Flávio Bolsonaro. Sim, prometo que escreverei. Mas, antes, permitam-me inserir um preâmbulo ao futuro comentário: "obrigado, professor Olavo, por nos ter ensinado a mandar os outros para aquele lugar que a educação bem-pensante prefere não nomear; e perdoe-nos por termos, um instante sequer, esquecido de praticar o sábio conselho em relação à citada senadora. #Política #TerezaCristina #FlávioBolsonaro

É de uma burrice atávica, quase patológica, imaginar que Flávio Bolsonaro, para conquistar a Presidência, precise mimetizar-se em Zema, Tarcísio, Caiado, Ratinho, Moro, Tiririca, Cacareco ou até no Palhaço Patatá. Ao contrário. Para vencer, ele precisa ser o radicalmente outro, pois todos esses senhores personificam o que há de mais nauseante e decepcionante na política brasileira: o continuísmo cinzento, o eterno retorno do mesmo, a mesmice elevada a método de governo. Flávio faria bem em recordar por que o velho Jair se tornou mito e se elegeu com um pé nas costas. Porque não se parecia com ninguém. Quando irrompeu no cenário nacional, Bolsonaro confrontava Aécio, Dilma, Marina Silva, Preta Gil e Haddad, e em nada se assemelhava a qualquer um deles. O discurso de Dilma poderia sair, sem o menor esforço, da boca de Aécio; o de Aécio ecoava o de Marina; e este, por sua vez, era indistinguível do de Haddad. A única voz autêntica era a de Jair. Foi essa autenticidade crua, desprovida de verniz, que fez o povo sentir-se representado: do motoboy ao servente de pedreiro, do repentista ao produtor de soja. Todos perceberam, de imediato, que Jair não pertencia ao clube fechado da mesmice. Flávio precisa lembrar-se disso. Precisa ser o diferencial, o solitário que interrompe a corrente. Porque o resto é aquela cantilena de Chico Buarque em Flor da Idade, cujo final diz que “Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava…”. Eu, de minha parte, e só por pura pirraça, canto: Zema que amava Doria que amava Lula que amava Haddad que amava Caiado que amava Nikolas que amava Zema que amava… Lembre-se disso, amigo Flávio, é a diferença que faz a diferença. Não queremos mais do mesmo. Aliás, foi o próprio Olavo quem deu a dica de como ganhar a eleição: o primeiro que aparecer como um autêntico conservador, leva, porque o povo brasileiro é conservador na essência e só precisa de um representante. Foi mais ou menos isso que falou o saudoso Professor Olavo. E não deu outra. É só repetir a fórmula. #PolíticaBrasileira #Autenticidade #Eleições2024

Rafael Gloves Jul 28

A religião da direita brasileira é o ego. Da esquerda a inveja. O segundo sabe se “unir por uma recompensa maior”, sabem lavar roupa suja em casa. Se odeiam mas enxergam os frutos da aliança - arrancar o que outros produzem. A direita não. Por ser ego, se apegam no destaque individual, não olham o cenário completo e por isso nunca tiveram poder real. Se contentam com pequenos momentos de brilho. O veio Olavo estava certo quando disse: Não existe direita, existe Jair Bolsonaro. Já disse aqui: Flávio eleito, quase todos estes deputados que hoje se dizem “de direita” tentarão carreira solo, quiçá vão pra oposição. Quanto a isto não tenho esperança alguma. Ainda sobre isto às vezes penso: melhor um Governo fraturado que levará a culpa pelos erros do PT ou o PT novamente pra ficar com a mão no manche do jato que perdeu a turbina? #Política #Brasil #DireitaEsquerda