Una filosofía, una manera de jugar, una cultura, unas ideas… LA MASIA. LA MASIA ES CAMPEONA DEL MUNDO. EL BARÇA ES CAMPEÓN DEL MUNDO. 💙❤️⭐️⭐️ https://t.co/QJv5T0eWI4 #LaMasia #FCBarcelona #Champions
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Una filosofía, una manera de jugar, una cultura, unas ideas… LA MASIA. LA MASIA ES CAMPEONA DEL MUNDO. EL BARÇA ES CAMPEÓN DEL MUNDO. 💙❤️⭐️⭐️ https://t.co/isJHJYY3xQ #LaMasia #FCBarcelona #CulturaFutbol
Lunedì 20 luglio, l'articolo esplora un esperimento mentale di Robert Nozick, che invita a riflettere se sceglieremmo una vita illusoria e piacevole, anticipando così le questioni etiche sollevate dai recenti sviluppi tecnologici. #esistenza #filosofia #tecnologia

Juteltiin Elisa Aaltolan kanssa eläimiin liittyvistä eettisistä ja filosofisista kysymyksistä ja ymmärsin aiemmin someen laittamieni kuvien ongelmallisuuden. Aina on vara parantaa. https://t.co/b4Ex3knmJY #eläimet #etiikka #filosofia
La final del Mundial entre España y Argentina simboliza no solo la lucha por el título, sino la convergencia de dos filosofías futbolísticas que han evolucionado, destacando el legado de Messi y la oportunidad de una nueva generación española de establecer su propia historia. #FútbolModerno #FinalSoñada #LionelMessi

Para os pseudo-liberais que querem “reduzir a desigualdade”: “Os seres humanos nascem com capacidades diferentes. Se eles são livres, eles não são iguais. E se eles são iguais, eles não são livres.” ―Aleksandr Solzhenitsyn #liberdade #desigualdade #filosofia
Luis de la Fuente, entrenador de la selección española, aplica una filosofía estoica que prioriza el bien colectivo sobre el individual, destacando que lo que es malo para el panal es malo para la abeja, lo que refleja la importancia de la unidad y gestión del grupo en su camino hacia el éxito en el Mundial 2026. #FilosofíaEstoica #SelecciónEspañola #Mundial2026

La selección española, liderada por Luis de la Fuente, ha alcanzado la final del Mundial de 2026 tras superar un inicio irregular, guiada por una filosofía estoica que prioriza el colectivo sobre la individualidad y una sólida táctica defensiva que ha fortalecido su juego. #Estoicismo #Mundial2026 #SelecciónEspañola

Em 2017, Lionel Scaloni concluiu o curso de treinador com a Federação Espanhola sob a orientação de Luis de la Fuente. Os dois se tornaram amigos próximos durante o curso, compartilhando a mesma filosofia de que a gestão de pessoas e a construção de um grupo forte são tão importantes quanto as táticas. No domingo, eles se enfrentarão na final da Copa do Mundo. Futebol. #Futebol #CopaDoMundo #Treinadores
"Hazlo como si ya no te jugaras nada, como si fueras a morir mañana". Una filosofía de juego y de vida. https://t.co/xDpFusGPhy #Vida #Filosofía #Juego
Sono sufficientemente amico dell’Ucraina per non rischiare di essere frainteso quando scrivo di essere tra i tanti che non concordano con la rimozione di @FedorovMykhailo dal Ministero della difesa. Ho profondo rispetto per le dinamiche politiche interne di un paese sovrano, ma ritengo che questa mossa, compiuta nell’ambito di un rimpasto probabilmente necessario, rischi di causare più problemi di quanti ne risolva e di risultare incomprensibile al popolo, che, infatti, si sta già mobilitando. Si sa che all’origine dell’avvicendamento c’è lo scontro tra lo stesso Fedorov ed il Comandante in capo Oleksandr Syrsky e che gran parte delle questioni ruotano attorno alle commesse della Difesa, a loro volta collegate a due diverse concezioni della guerra. Facendo tesoro della sua esperienza da Ministro per l’Innovazione tecnologica, Fedorov ha premuto per un approccio asimmetrico e digitale. La sua filosofia parte dalla constatazione che con il costo di un singolo proiettile d'artiglieria tradizionale si possono acquistare 10 droni FPV ad alta precisione. Ha quindi spinto massicciamente per deviare fondi verso la produzione domestica di droni, guerra elettronica (EW) e software di tracciamento dati. Ha anche creato un "marketplace" digitale (DOT-Chain) dove le brigate al fronte possono ordinare direttamente i droni di cui hanno bisogno in base all'efficacia reale registrata sul campo (attraverso piattaforme di tracciamento dati come DELTA). Questo elimina la burocrazia centrale e premia i produttori ucraini più innovativi, un sistema che ha stimolato lo sviluppo tecnologico, fatto nascere centinaia di start-up e assicurato all’Ucraina un primato assoluto nel settore. Syrsky e lo Stato Maggiore ritengono che, per quanto utili, i droni non possano sostituire la potenza di fuoco pesante e la tenuta della linea di fronte che solo l'artiglieria convenzionale e i sistemi missilistici pesanti possono garantire. Va da sé che Fedorov, centralizzando presso il Ministero gli acquisti, ha sottratto ricchi appalti ad imprese storicamente vicine all’apparato militare, ma ha anche puntato tutto sulla trasparenza dei conti e sulla tracciabilità dei flussi, sbloccando fondi per 60 miliardi di grivne e diventando per questo estremamente popolare sia in patria che tra gli alleati. Fedorov era la migliore garanzia sia per i governi nazionali sia per l’UE del corretto impiego dei fondi per la difesa. Come ho scritto in un recente post, pubblicando questa stessa foto, Fedorov ha riscritto le regole della guerra. E aggiungo che è diventato anche per questo uno dei volti internazionali di un’Ucraina che vuole guardare avanti, al futuro, all’innovazione, alla trasparenza e al merito. Ha semmai commesso l’errore di sottovalutare il peso ineludibile che in un paese in guerra hanno le forze armate. Qualcosa si sta muovendo. Già ieri sera sparuti gruppi di manifestanti sono scesi in strada per contestare la scelta di Zelensky, come in una democrazia sana è giusto che accada e personalmente mi auguro di rivedere le piazze piene di gente con cartelli in mano che ricordino sempre a chi governa che il potere appartiene al popolo e che nell’interesse del popolo ogni decisione deve essere presa. Chiudo questo post con WE WILL WIN. Non perché sia necessariamente in tema, ma perché è quello che, come si vede da questo breve video, Fedorov ha scritto sulla mia bandiera. #SlavaUkraïni #Ucraina #Politica #Innovazione
A Nota Sem Rosto Como um exame deixou de ter aluno, e passou a ter apenas respostas Imagine um pai a tentar explicar ao filho, na véspera do exame, uma regra nova: se a resposta certa for escrita na página errada do caderno, vale zero. Não é um exagero pedagógico. É, literalmente, a instrução oficial deste ano. E a razão para essa exigência quase absurda de precisão revela, melhor do que qualquer discurso oficial, o que mudou de facto na forma como Portugal avalia os seus jovens: já não é um professor a ler um exame. É uma máquina a decidir para onde vai cada resposta — e, se a resposta estiver no sítio errado, simplesmente deixa de existir para efeitos de nota. Vale a pena perceber a mecânica com um exemplo simples. Imagine um exame com vinte perguntas, feito por trezentos alunos — seis mil respostas, ao todo. Com sessenta professores disponíveis para corrigir, o modelo antigo distribuiria os alunos: cada professor receberia o exame completo de cinco alunos, do princípio ao fim. O modelo novo faz o oposto: distribui as perguntas. Cada professor fica responsável por uma pergunta específica — a número sete, digamos — e corrige essa mesma pergunta em cem alunos diferentes. No total, corrige as mesmas cem respostas que corrigiria antes; mas nunca vê o exame completo de ninguém. É essa fragmentação, e não a digitalização em si, que está no centro da polémica deste Verão. Nem todas as perguntas passam por este processo, importa dizê-lo. As de escolha múltipla — preencher o círculo certo — são lidas e corrigidas inteiramente pela máquina, sem qualquer professor envolvido, tal como um teste de bolinhas tradicional. Só as perguntas de desenvolvimento, onde o aluno escreve por extenso, é que são digitalizadas e distribuídas aos classificadores humanos. E é justamente aí, nessa distribuição, que apareceram os erros mais graves deste ano: folhas de continuação cortadas a meio, itens de um aluno a aparecerem trocados com os de outro, professores a receberem, sem explicação, perguntas de disciplinas que nunca leccionaram. Há uma boa imagem portuguesa para o que se perde neste modelo: um painel de azulejos. Cada azulejo, sozinho, é só uma mancha de cor sem sentido — um losango azul, um traço branco. É preciso ver o conjunto, a parede inteira, para perceber que ali está um barco, uma cena de caça, uma figura religiosa. O exame de um aluno é isso: um conjunto de respostas que só ganham sentido lidas em conjunto, como percurso de uma pessoa — onde acertou por saber, onde errou por distracção, onde revelou uma lacuna de base. O modelo actual entrega a cada professor um azulejo de cada vez, tirado de painéis diferentes, sem nunca lhe mostrar a parede. Corrige-se o azulejo. Já não se lê o quadro. Especialistas em avaliação educativa há muito que alertam para este tipo de perda: a avaliação fragmentada por item pode ganhar em uniformidade de critério, mas sacrifica quase sempre a capacidade de dar um feedback que ajude o aluno a perceber, verdadeiramente, onde e porque falhou — porque já ninguém, no final da linha, tem uma visão de conjunto para lho explicar. Um director de escola resumiu bem a diferença entre o problema antigo e a solução nova, ao ser confrontado com a polémica: no sistema anterior "há sempre erros pontuais", mas "são sempre resolvidos". Não havia, até este ano, adiamentos nacionais de notas nem pedidos de intervenção da Justiça por parte de sindicatos. E o mais incómodo de toda esta história é que o aviso já tinha sido dado, com um ano de antecedência. Em 2025, o mesmo modelo foi testado num projecto-piloto, só com o exame de Filosofia — pouco mais de 23 mil provas, um décimo do volume deste ano. Os professores desse piloto relataram, já então, exames que desapareciam do sistema, folhas em branco ou completamente pretas, respostas cortadas a meio, itens trocados entre alunos. O Ministério classificou esse piloto como "muito positivo" e decidiu alargá-lo, no ano seguinte, a todas as disciplinas do secundário — um salto de vinte para trezentas mil provas, sem que nada do que já se sabia estar por resolver tivesse sido, de facto, resolvido. A resposta às falhas seguiu, semana após semana, o mesmo guião: negar primeiro, admitir depois. O ministro garantiu ao Parlamento que a maioria dos relatos de erro eram falsos — e teve de recuar dias depois, quando confirmou publicamente que cerca de 30% das provas tinham, de facto, erros de digitalização. Garantiu que nenhum aluno seria prejudicado, ao mesmo tempo que o prazo de entrega das notas era adiado. Garantiu segurança total do sistema, horas depois de a plataforma ter estado suspensa por uma falha grave, com uma consultora externa chamada às pressas para ajudar a resolvê-la. E, numa intervenção que resume talvez melhor do que qualquer crítica externa o espírito de todo o processo, disse aos deputados que era preciso "experimentar, testar e falhar" — uma filosofia perfeitamente razoável para um protótipo em fase de testes, bem mais discutível quando o que está em jogo é o acesso de 166 mil jovens ao ensino superior. Não escrevo isto para condenar a digitalização em si — há, nela, ganhos reais de consistência que seria injusto ignorar. Escrevo-o porque um sistema já reprovado num piloto do ano anterior foi, ainda assim, alargado à pressa a todo o país, e porque a fragmentação da correcção, por muito bem-intencionada que seja a sua lógica, retira a quem avalia a única coisa que devia estar sempre presente numa escola: a visão de uma pessoa inteira, não de uma sucessão de respostas soltas. Um exame, no fundo, devia ser uma conversa adiada entre um aluno e alguém que o lê por inteiro. O que temos agora é um mosaico corrigido às cegas, azulejo a azulejo, por gente que nunca chega a recuar o suficiente para ver a parede. #educação, #exames nacionais, #avaliação educativa, #correcção digital, #Portugal, #escola, #professores, #IAVE, #EduQA
Le aziende di intelligenza artificiale sempre più frequentemente cercano filosofi e esperti in scienze umane per affrontare le questioni etiche legate all'uso dell'AI, mentre l'Università di Torino promuove collaborazioni con il settore attraverso l'istituzione di un master e di un nuovo spazio per l'innovazione. #IntelligenzaArtificiale #Filosofia #Innovazione

Leggo che le dichiarazioni di Marotta sarebbero sempre uguali negli anni. Non è vero. 1) ha sempre parlato di sostenibilità, ma sino al maggio 2024 ha sempre potuto agire liberamente all'interno di un unico parametro. 2) Ha ufficializzato la fine dei parametri 0, cosa che in 2/3 avevamo già detto ma nessuno ci credeva e che erano e sono le skill migliori e di Marotta e di Ausilio. Niente ingaggi alti, (evidentemente vanno bene solo gli stipendi del management proprietario) niente costi commissioni alti che vengono giudicati una spesa (quando invece sono l'equivalente di un cartellino). 3) Ufficializzati a risposta del giornalista della Stampa i paletti di acquisto 25/2,5/10. E facendo questo ha ridicolizzato i ricavi raggiunti e lo stesso suo lavoro dei 5/6 anni precedenti. 4) Ha ufficializzato che gli spogliatoi di Interello sono più importanti di un giocatore serio e questo perché, ragionando ad mentulam labrador la proprietà ritiene che il miglioramento di immobili secondari valorizzi il brand più dei risultati sportivi, quando è dimostrato che persino uno stadio cuba poco sull'EV, cubano i ricavi da stadio (che sono cmq alimentati dall'hype dato dai risultati, che alimentano i ricavi da sponsor, vedi 100 annui da nike per il psg...74 in più dell'inter). 5) Con il discorso, sicuramente corretto se non esasperato sulle giovanili e sui giovani in generale, ha praticamente sotterrato la sua filosofia ribadita ancora dopo il double del mix vincente tra giovani e esperti. Ci sarebbe ancora qualcosa ma credo questi basti. No, non è stata una conferenza come le altre, questa ha chiarito che se vendi thuram a 50 prenderai uno che costa 25, prenderà 2,5 netti e costerà in totale 10 annui e questo sta a significare che a meno di colpi di culo la competitività con questa proprietà scenderà man mano che l'età dello zoccolo duro aumenterà. P.S. aggiungo che la risposta di Lucci ha chiarito che Oaktree ci ha messo 45 giorni, QUARANTACINQUE, per decidersi ad arrivare ad una cifra soddisfacente per la controparte. QUARANTACINQUE GIORNI. #Calcio #Inter #Calciomercato
En nuestra visita al @BancoMundialLAC sostuvimos una extraordinaria reunión con su presidente, Ajay Banga, quien nos expresó su decidido respaldo a Colombia y confirmó que se viene estructurando un paquete integral de cooperación e inversión que será presentado próximamente en Barranquilla junto al presidente @ABDELAESPRIELLA. Compartimos una visión común: el desarrollo económico solo tiene sentido cuando crea oportunidades reales para las personas. Presidente Banga, me dejó una reflexión que resume esa filosofía: “Government should be the oil, but it can’t be the car.” El Estado debe impulsar el desarrollo, pero son los ciudadanos, los emprendedores y el sector productivo quienes deben mover la economía. Celebró que el gobierno electo esté construyendo su agenda desde las regiones y reiteró la importancia de invertir en la juventud, ampliando el acceso a la educación y la salud, fortaleciendo el emprendimiento y generando oportunidades para que el lugar donde nace una persona nunca determine el tamaño de sus sueños. También coincidimos en las prioridades que marcarán esta nueva etapa para Colombia: fortalecer el sistema de salud, respaldar a nuestros productores rurales, impulsar el turismo, consolidar la manufactura y formar el talento humano que demanda una economía moderna y competitiva. La confianza internacional en Colombia está regresando. Hoy el mundo ve una nación con rumbo, con instituciones y con la determinación de crecer. Ese respaldo se traducirá en más inversión, más empleo y más oportunidades para todos los colombianos. @scordeiroguerra #DesarrolloEconómico #Inversión #Oportunidades
En nuestra visita al @BancoMundialLAC sostuvimos una extraordinaria reunión con su presidente, Ajay Banga, quien nos expresó su decidido respaldo a Colombia y confirmó que se viene estructurando un paquete integral de cooperación e inversión que será presentado próximamente en Barranquilla junto al presidente @ABDELAESPRIELLA. Compartimos una visión común: el desarrollo económico solo tiene sentido cuando crea oportunidades reales para las personas. Presidente Banga, me dejó una reflexión que resume esa filosofía: “Government should be the oil, but it can’t be the car.” El Estado debe impulsar el desarrollo, pero son los ciudadanos, los emprendedores y el sector productivo quienes deben mover la economía. Celebró que el gobierno electo esté construyendo su agenda desde las regiones y reiteró la importancia de invertir en la juventud, ampliando el acceso a la educación y la salud, fortaleciendo el emprendimiento y generando oportunidades para que el lugar donde nace una persona nunca determine el tamaño de sus sueños. También coincidimos en las prioridades que marcarán esta nueva etapa para Colombia: fortalecer el sistema de salud, respaldar a nuestros productores rurales, impulsar el turismo, consolidar la manufactura y formar el talento humano que demanda una economía moderna y competitiva. La confianza internacional en Colombia está regresando. Hoy el mundo ve una nación con rumbo, con instituciones y con la determinación de crecer. Ese respaldo se traducirá en más inversión, más empleo y más oportunidades para todos los colombianos. #DesarrolloEconómico #Inversión #Oportunidades
Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta
Il articolo di Daniele Francesconi esplora come l'attuale caos globale segni non solo un momento di instabilità, ma anche la fine di un'epoca caratterizzata dalla dissoluzione di ordini tradizionali, con l'obiettivo di riflettere su nuove forme di organizzazione che potrebbero emergere da questo disordine. #caos #filosofia #crisi_globali

Bergomi: "Finché l’intelaiatura dell'Inter resta questa, è difficile uscire dalla logica del 3-5-2. Servono due difensori, uno dei quali veloce. Poi, va sostituito Dumfries e devo dire che l’opzione Khalaili non mi dispiace affatto. L’ho commentato e ha le giuste qualità per la filosofia nerazzurra" #Inter #Calcio #SerieA