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#Prejuízo

Chega demands the resignation of Luís Neves from the government by the start of parliamentary work, while the PS acknowledges failures in management but prioritizes combating fires, and TAP reports a loss of around 100 million euros in the first half due to high fuel costs. (translated)

As notícias das 10h

TAP recorded a loss of about €100 million in the first half of 2026, due to rising fuel costs, despite having transported more than eight million passengers and seeing revenues grow by more than 4%. (translated)

As notícias das 8h

Gente, é rescisão no Paulinho. Ele precisa ser homem e a diretoria ser honesta de assumir que errou. Prejuízo maior é ele continuar lá. #Futebol #Rescisão #Paulinho

🚨URGENTE - Lula diz que não vai privatizar os Correios, mesmo dando prejuízo "Vocês já eram nascidos em 1985 e desde 85 os Correios brasileiro vive em crise e alguém quer privatizar. É uma empresa muito importante pro Brasil, pois ela está em todos os municípios" https://t.co/WCzscnLLBv #Lula #Correios #Privatização

🚨 JUSTIÇA ABRE CAMINHO PARA A VENDA DA SAF DO VASCO A 4ª Vara Empresarial determinou a publicação de edital para abrir a disputa pela UPI Equity, que concentra o controle acionário da SAF. A medida busca identificar outros interessados além da Almirante Participações, que ofereceu R$ 500 milhões. ⚠️ A venda ainda NÃO foi autorizada, assim como o financiamento DIP de R$ 150 milhões. O juiz determinou que Administração Judicial, watchdog e gatekeeper apresentem manifestação conjunta até 2/9. O incidente de alienação deverá ser concluído, impreterivelmente, até 4/9. Entre os questionamentos estão: • os cerca de R$ 270 milhões já emprestados pela Almirante às recuperandas, que poderiam gerar vantagem na disputa; • a ausência de uma avaliação independente das ações da SAF; • a arbitragem entre Vasco e 777 sobre a titularidade das ações; • o risco de dificuldades para a CBF aprovar a transferência de controle; • a destinação dos recursos da venda e o pagamento dos credores da recuperação judicial; • os novos empréstimos já contraídos e a projeção de prejuízo de cerca de R$ 300 milhões até o fim do ano. O magistrado ainda fez um alerta sobre a necessidade de avaliar o impacto de novos empréstimos: “a fim de que o remédio não mate o paciente.” Caso a operação seja autorizada e a proposta da Almirante prevaleça, a 777 deixará de controlar a SAF do Vasco. O prazo para conclusão do processo foi fixado para 4 de setembro, antes do fim da janela de transferências. 📰 @diogodantas 📷 Matheus Lima #Vasco #SAF #Justiça

🚨 JUSTIÇA ACELERA ANÁLISE DO DIP E DA VENDA DO CONTROLE DA VASCO SAF 💢⚖️ A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro proferiu nesta quarta-feira (26) uma nova decisão dentro da Recuperação Judicial do Vasco, estabelecendo prazos curtos para duas questões fundamentais: o financiamento DIP e a alienação da UPI Equity, que envolve o controle acionário da Vasco SAF. O juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres determinou que Administrador Judicial, watchdog e gatekeeper apresentem, conjuntamente, até 02/09/2026, uma manifestação sobre as questões levantadas pelo Juízo relacionadas às duas operações. E o magistrado foi além: o parecer deverá ser “crítico e propositivo”, apontando riscos, possíveis soluções, alternativas e medidas de mitigação, buscando uma relação adequada de custo-benefício e, nas palavras da própria decisão, sempre visando: ➡️ celeridade; ➡️ transparência; ➡️ efetiva recuperação do Grupo Vasco. Para que essa análise seja realizada, Vasco e Vasco SAF deverão fornecer aos auxiliares do Juízo acesso integral aos documentos financeiros, contábeis, contratuais e demais informações solicitadas. Após o encerramento desse prazo, os autos seguirão para manifestação do Ministério Público. ⏳ E há um prazo importante: o juiz determinou que essa etapa e o incidente envolvendo a alienação da UPI Equity sejam concluídos IMPRETERIVELMENTE até 04/09/2026, destacando a necessidade de evitar prejuízo em razão do fechamento da janela de contratações. Mas talvez a maior novidade esteja no processo de venda da SAF. 📢 O Juízo determinou, desde já, a publicação de edital e a divulgação em meios de comunicação e redes sociais informando que se aproxima a venda da UPI Equity, com controle acionário sobre a SAF do Vasco. O objetivo é permitir que eventuais interessados possam se apresentar formalmente nos autos, inclusive sob sigilo, caso desejem. Isso cria um mecanismo público para ampliar a transparência e permitir a participação de outros potenciais investidores no processo. ⚠️ IMPORTANTE: A decisão NÃO significa que o novo financiamento DIP já tenha sido autorizado definitivamente. Também NÃO representa autorização definitiva para a venda da UPI Equity. O que existe agora é um procedimento acelerado determinado pelo Judiciário para reunir as análises necessárias e permitir que o Juízo tome essas decisões. Ao mesmo tempo, a decisão mostra que o processo de alienação continua avançando, tanto que a Justiça já determinou divulgação pública para atrair eventuais interessados. 📌 CRONOGRAMA: ➡️ 26/08 - nova decisão judicial ➡️ até 02/09 - parecer conjunto de AJ, watchdog e gatekeeper ➡️ depois - manifestação do Ministério Público ➡️ até 04/09 - conclusão dessa etapa determinada pelo Juízo ➡️ paralelamente - edital e divulgação pública da futura venda do controle da SAF Outro ponto relevante: ao determinar publicidade e permitir a entrada de outros interessados, o próprio Judiciário cria um instrumento para aumentar a concorrência e a transparência da operação, tema que vinha sendo objeto de questionamentos no processo. Portanto, não houve autorização automática do DIP nem da venda, mas também não houve paralisação do processo. A Justiça quer mais fiscalização, transparência e segurança jurídica, mas deixou claro que também quer CELERIDADE para encontrar uma solução para a recuperação do Vasco. 💢⚖️ 📲 Siga o Podcast Cruzmaltino para mais informações. #Justiça #Vasco #Transparência

A report by Europol highlights that museum robberies in Europe have become more violent and targeted more valuable items, reflecting a new criminal dynamic where opportunistic criminals take advantage of the expanding black market for art, as evidenced by the theft at the Louvre, which caused losses of 88 million euros. (translated)

Assaltos a museus são mais violentos e mais caros

Lula é pai do Lulinha e do Tigrinho. Qual dos dois deu mais prejuízo pro Brasil? Fui um dos parlamentares que votou CONTRA o projeto do governo Lula que regulamentou as bets e abriu as portas para jogos online como o "Tigrinho". Enquanto o governo arrecada com impostos, a economia das famílias mais pobres do Brasil está sendo completamente arruinada. Para ampliar o combate à corrupção e fortalecer as famílias brasileiras, vote 300! #Brasil #Lula #Corrupção

Tive que rever contratos do Tarcísio na área de infraestrutura, no Governo Federal. Tivemos um grande prejuízo em uma renovação de contrato que ele fez com a Vale. Só na primeira renovação com a empresa, ela pagou R$ 4 bilhões a mais do que quando ele era ministro, graças também ao trabalho do Renan Filho, que foi seu sucessor. Eu vou passar a limpo os contratos do Tarcísio no Governo do Estado. Vou rever o free flow, a privatização da CPTM, que quase resultou em mortes, e a privatização da Sabesp, que resultou em mortes, piorou os serviços e aumentou as tarifas. Hoje, a Sabesp é líder de reclamações no Procon. Tudo isso precisa ser revisto. #SabatinaJovemPan #Haddad13 #Infraestrutura #Contratos #Privatização

Prejuízo de estatal = distribuição de $ para companheiros. Neste caso, 5.4 BILHÕES apenas no primeiro semestre. https://t.co/StJuqbePn4 #Corrupção #Economia #Transparência

Kaja Kallas, head of European diplomacy, announced the intention to increase by one-third the number of sanctioned Russian entities due to the war in Ukraine, proposing the most ambitious sanctions list since February 2022, which has already cost Russia more than 1 billion euros in losses since the beginning of the conflict. (translated)

Kallas quer aumentar número de entidades russas sancionadas

Casas Bahia, loja que vende pra pobre. Prejuízo de 10 BILHÕES no segundo trimestre. Além dos juros - destrói completamente toda empresa de varejo - temos o reflexo direto da realidade do povo brasileiro: ENDIVIDADOS E SEM DINHEIRO PRA P NENHUMA! #CasasBahia #EconomiaBrasileira #Endividamento

Nota oficial do Rosario Central: “O Rosario Central volta a repudiar enfaticamente qualquer ato de racismo, discriminação e provocação no contexto de uma partida de futebol. Na noite de ontem, quinta-feira, dia 13, na partida contra o Corinthians disputada em nosso Estádio Gigante de Arroyito, pelas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores, torcedores da equipe visitante protagonizaram atos que, em nossa avaliação, foram racistas, discriminatórios e provocativos contra os jogadores do Central e contra nossa torcida. Esses fatos ocorreram durante a partida e também após o seu término. Nesse sentido, cabe mencionar a já repetida exibição de cédulas da moeda nacional, o que configura uma clara ofensa e deboche contra o nosso país. A isso se somou a exibição de uma camisa da seleção espanhola, em outro ato de provocação contra o nosso público. Esses fatos são inadmissíveis e de uma gravidade que não devemos naturalizar. Nosso clube possui provas que colocará à disposição da CONMEBOL para que a entidade intervenha diante desses atos reiterados, que consideramos claramente provocativos e discriminatórios e que, lamentavelmente, se repetem sempre que enfrentamos algumas equipes brasileiras. Da mesma forma, solicitaremos à CONMEBOL que investigue e exija do árbitro da partida as provas que sustentem, de forma irrefutável, os supostos insultos e atos racistas que o goleiro do Corinthians denunciou de maneira unilateral durante o jogo. Sobre isso, cabe mencionar o contexto em que o jogador fez sua denúncia: ela ocorreu justamente quando sua equipe havia ficado com dez jogadores após uma expulsão e no momento em que o Central atacava, impulsionado por sua torcida. A discriminação é um tema sério demais para ser utilizada como um artifício a serviço da conveniência esportiva, e estamos dispostos a denunciar aqueles que pretendam se valer dela com essa finalidade. Em relação ao fato denunciado, ainda não encontramos nenhuma imagem de atos dessa natureza no setor do campo onde estava o goleiro quando fez a denúncia. Sem prejuízo do que foi exposto, o Rosario Central está realizando uma investigação interna sobre qualquer ato de violência ou discriminação que possa ter ocorrido por ocasião da referida partida. Caso, no âmbito dessa revisão, apareça algum torcedor do Rosario Central envolvido em uma conduta passível de punição, o clube será implacável na aplicação das medidas cabíveis. O Rosario Central destina todos os tipos de recursos para combater e desencorajar qualquer forma de discriminação dentro de nossa instituição, e fazemos isso não por obrigação, mas por convicção. Seguiremos nesse caminho, redobrando esforços para continuar construindo um clube que defenda esses valores. Por fim, não podemos deixar de destacar nossa preocupação com um padrão que se repete e que consideramos necessário tornar público: a impunidade de certos clubes na busca por obter uma vantagem esportiva por meio da ameaça permanente de denunciar e intimidar o adversário da vez.” #RacismoNão #Discriminação #FutebolJusto

Kylie Gui revela ter caído em um GOLPE de uma agência de viagens, onde estava com uma viagem programada para assistir um show da Ariana Grande em Londres: “Gente, eu tomei um golpe de uma agência de viagens. Era para eu estar chegando hoje em Londres, de surpresa, para assistir ao show da Ariana Grande amanhã, dia 15. Eu estou extremamente sem psicológico para nada. Essa agência eu já conhecia e, inclusive, já tinha viajado com eles para Paris, então eu realmente confiava. Mas acredito que tenham hackeado o WhatsApp e o Instagram deles. Depois que fiz o pagamento, eles me mandaram um "trava" e eu acabei perdendo completamente o acesso ao meu WhatsApp. Estou indo agora ao shopping para tentar resolver a questão do chip. Enfim, o pior de tudo isso é que, além do prejuízo, brincaram com um sonho que eu tinha planejado a muito tempo.” #Golpe #Viagem #ArianaGrande

The Judiciary Police arrested three men, suspected of money laundering and tax fraud through the 'CEO Fraud' scheme, which allegedly caused the State a loss of over 250 thousand euros by using commercial company accounts to disguise and move illicit funds. (translated)

PJ detém suspeitos de fraude fiscal com esquema 'CEO Fraud'

A verdade é que o Banco do Brasil está dando prejuízo! Uma hora a vontade vai aparecer. Até lá o estrago vai ter sido bem maior. Com Lula no governo vai ter que recapitalizar no futuro #BancoDoBrasil #Lula #Economia

The Gira shared bicycle network in Lisbon faced serious problems due to more than 700 acts of vandalism, resulting in the destruction of 1,400 docks and the theft of 1,000 bicycles, accumulating losses of approximately 400 thousand euros since the end of 2025. (translated)

Rede Gira 1.000 bicicletas arrancadas e docas destruídas

Lula entregou estatais a partidos e apaniguados. O resultado é rombo, aparelhamento e prejuízo. @FlavioBolsonaro vai fazer o oposto: gestão profissional, critério técnico e máquina pública servindo ao Brasil, não ao PT. Assista à fala completa em nosso canal do YouTube: https://t.co/GfJK4vLigq #Brasil #Política #GestãoPública

"O Negócio do Século de Vieira: Como se Livrou de 160 Milhões em Dívidas" O antigo presidente do Benfica ficou livre da dívida. O banco ficou com as acções — e a fugir delas."" Uma história antes da história A avó de uma amiga minha ficou viúva há uns anos e, com ela, herdou uma dor de cabeça: o marido tinha deixado dívidas de que ninguém na família sabia bem a dimensão. Antes de assinar seja o que for, a minha amiga levou-a ao advogado. E o advogado explicou-lhe uma coisa que a lei portuguesa prevê há mais de século e meio: uma herança pode ser aceite de duas maneiras. Pode aceitar-se "pura e simplesmente" — nesse caso, fica-se com tudo, o bom e o mau, e se as dívidas forem maiores do que os bens, paga-se a diferença do próprio bolso. Ou pode aceitar-se "a benefício de inventário" — fica-se com o que a herança tiver de bom, mas nunca se responde por mais do que aquilo que ela vale. Se a dívida for maior do que a casa e as poupanças do falecido, essa diferença simplesmente desaparece; não sai do bolso do herdeiro. A avó da minha amiga escolheu esta segunda opção, e dormiu descansada. Guardo esta história porque é, sem exagero nenhum, a chave para perceber o que aconteceu este mês com o Novobanco e as empresas de Luís Filipe Vieira. Só que, em vez de uma família a lidar com um advogado, temos um banco a lidar com uma norma internacional de contabilidade chamada IFRS 10. E o resultado, tecnicamente, é o mesmo: ficar com o que interessa, sem ficar com o resto. Vamos por partes, e por ordem cronológica, porque esta história começa muito antes da notícia desta semana. 2017 e antes — como nasceu a dívida Luís Filipe Vieira, na altura presidente do Sport Lisboa e Benfica, tinha um grupo de empresas imobiliárias — entre elas a Promovalor e a Inland. Estas empresas foram, ao longo de anos, financiadas pelo Banco Espírito Santo (BES) com centenas de milhões de euros. Em 2017, a dívida total deste grupo económico rondava os 400 milhões de euros. Essa dívida tinha duas partes bem diferentes, e é essencial perceber a diferença desde já: Primeira parte — 160 milhões de euros em VMOC. VMOC quer dizer "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Conversíveis". Explicando sem jargão: é um instrumento financeiro em que se empresta dinheiro com uma condição escrita no contrato — se a dívida não for paga até determinado prazo, ela transforma-se automaticamente em acções da empresa devedora. Ou seja, deixa de ser dinheiro que a empresa deve, e passa a ser propriedade (capital) da empresa que o credor passa a deter. Destes 160 milhões, 90 milhões pertenciam à Promovalor e 70 milhões à Inland. Segunda parte — cerca de 240 milhões de euros em crédito bancário e hipotecário directo. Este era financiamento normal, sem a cláusula de conversão em acções — dinheiro emprestado para construção e promoção imobiliária, com hipotecas sobre os terrenos e edifícios como garantia. Em 2017, para tentar resolver a situação sem décadas de tribunais, o BES/Novobanco e Vieira chegaram a um acordo relativamente à segunda parcela (os 240 milhões de crédito directo): o património imobiliário real do grupo — terrenos e edifícios em Tavira, Loures, Vila Franca de Xira, um hotel Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, entre outros — foi retirado das empresas Promovalor e Inland e colocado dentro de um fundo de investimento, gerido por uma entidade independente chamada C2 Capital Partners. Este fundo passou a vender os imóveis, ao ritmo do mercado, e a entregar o dinheiro das vendas ao banco, para ir abatendo a dívida. Em troca de terem cedido este património, o Novobanco ficou a deter cerca de 96% das "unidades de participação" (uma espécie de acções) deste fundo, e Vieira/Promovalor manteve os restantes 4%. O resultado prático desta operação de 2017 foi crucial: a partir daqui os imóveis reais e valiosos deixaram de pertencer à Promovalor e à Inland. Passaram a pertencer ao fundo. As duas empresas ficaram, na prática, sem património de peso — apenas com a dívida que ainda não tinha sido "resolvida" desta forma, ou seja, os 160 milhões de VMOC. 2017–2021 — o Acordo de Capital Contingente e o dinheiro público Quando o Novobanco foi criado a partir dos destroços do BES e vendido ao fundo americano Lone Star, foi assinado um mecanismo chamado Acordo de Capital Contingente (CCA). Este acordo obrigava o Estado português, através do Fundo de Resolução, a injectar capital no Novobanco sempre que este registasse perdas em créditos "podres" herdados do BES que fizessem descer os seus rácios de capital abaixo de um determinado limite. As perdas relacionadas com o grupo Vieira entraram exactamente neste mecanismo. À medida que os créditos e os VMOC deste grupo perdiam valor, o Novobanco ia registando "imparidades" — o termo técnico para dizer "estou a admitir que não vou receber este dinheiro, e vou apontar essa perda nas minhas contas". Essas imparidades geravam prejuízos, e esses prejuízos accionavam pedidos de capital ao Fundo de Resolução, que por sua vez ia buscar esse dinheiro a empréstimos do Estado — ou seja, em última instância, ao contribuinte. Neste período, o Novobanco chegou a provisionar a 100% os 160 milhões de euros dos VMOC — quer dizer, deu esse valor como perdido por completo, nas contas do banco, muito antes de a questão jurídica estar decidida. Uma fatia esmagadora desta perda de 160 milhões acabou por ser coberta, indirectamente, pelas injecções de capital público que o Acordo de Capital Contingente obrigava a fazer. É por isto que é justo dizer que os contribuintes portugueses já pagaram, de facto, uma parte substancial desta história — não porque tenham assinado um cheque com o nome de Vieira escrito, mas porque o mecanismo de resolução bancária funcionou precisamente como uma rede de protecção para as perdas do Novobanco, e estas perdas incluíam esta dívida. Este Acordo de Capital Contingente já terminou. Tinha um prazo e um tecto máximo de injecções, ambos esgotados. É um ponto importante a reter para o fim desta história. O litígio jurídico — o Novobanco tenta travar a conversão Apesar de os VMOC preverem, por contrato, a conversão automática em acções caso a dívida não fosse paga, o Novobanco não aceitou esta conversão de bom grado. Durante anos, o banco contestou-a em tribunal, tentando fazer cancelar essa conversão nos aumentos de capital da Promovalor e da Inland. Porquê resistir a ficar dono de duas empresas, em vez de simplesmente aceitar? Porque, como veremos, "ficar dono" de empresas cheias de dívidas por pagar é um problema, não um prémio. Fevereiro de 2026 — o Supremo Tribunal dá razão a Vieira Em Fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu esta disputa a favor de Luís Filipe Vieira. A decisão final obrigou o Novobanco a reconhecer aquilo que o contrato dos VMOC sempre tinha previsto: a conversão da dívida em acções. Na prática, o banco tornou-se, de um dia para o outro, o accionista maioritário das duas sociedades — com 66% do capital da Promovalor e 63,3% do capital da Inland. Para Vieira, este foi o desfecho que procurava: os 160 milhões de euros de dívida pessoal e do grupo, contraídos ainda no tempo do BES, ficaram legalmente extintos. Em troca, entregou ao banco a propriedade maioritária de duas empresas — que, como já vimos, tinham sido esvaziadas do seu património real em 2017. Do lado das contas do Novobanco, esta conversão não trouxe surpresas de maior a este nível específico: como a dívida de 160 milhões já estava provisionada a 100% havia anos, a decisão do Supremo não teve impacto adicional relativamente a este valor. O dinheiro, por assim dizer, já tinha sido dado como perdido antes mesmo de o tribunal decidir. O tamanho real do problema — de onde vêm os 278 milhões Aqui está o ponto que costuma confundir mais gente: se os 160 milhões de VMOC foram "limpos" através da conversão em acções, porque é que a notícia fala de um buraco de 278 milhões de euros nestas empresas? A resposta está na diferença entre a dívida total do grupo e a parcela que foi coberta pelos VMOC. Recorde-se: a dívida total em 2017 era de cerca de 400 milhões. Destes, apenas 160 milhões estavam ligados aos VMOC. Os restantes cerca de 240 milhões eram crédito bancário directo — a dívida que, em 2017, ficou associada ao fundo de imóveis, mas que continuou, tecnicamente, registada como passivo das próprias empresas Promovalor e Inland, à espera de ser paga pelas vendas dos imóveis. Ao longo de quase uma década de incumprimento, esta segunda parcela foi acumulando juros de mora e encargos — cerca de 38 milhões de euros adicionais. A conta soma-se assim: • Dívida global do grupo em 2017: aproximadamente 400 milhões de euros • Menos os 160 milhões de VMOC, extintos pela conversão em acções: fica um remanescente de cerca de 240 milhões • Mais os juros de mora e encargos acumulados ao longo dos anos: mais cerca de 38 milhões • Total do passivo actual das duas sociedades: 278 milhões de euros Este é, portanto, o "buraco" que hoje consta das contas da Promovalor e da Inland, e que nada tem a ver com os VMOC já resolvidos — é o que sobrou da outra fatia da dívida, a que nunca foi convertida em capital. E que garantias existem para pagar estes 278 milhões? Apenas o que resta do património no fundo gerido pela C2 Capital Partners. Quando os imóveis lá foram colocados em 2017, foram avaliados, na altura, num valor bruto de cerca de 244 milhões de euros — uma avaliação que se veio a revelar largamente inflacionada. À medida que os terrenos e edifícios foram sendo colocados à venda no mercado real (por exemplo, o Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, vendido há cerca de um mês ao grupo hoteleiro português Vila Galé), os valores obtidos ficaram muito abaixo dessas avaliações antigas. Hoje, estima-se que o que resta por vender no fundo — que inclui ainda terrenos como os Páteos da Luz em Tavira, a Quinta dos Salgados em Santa Iria da Azóia, o Parque Oriente em Loures e a Quinta do Cochão em Vila Franca de Xira — valha entre 80 e 100 milhões de euros. Ou seja: mesmo que o banco consiga vender tudo o que resta no fundo pelo melhor preço possível, recuperará apenas entre 80 e 100 milhões para abater um passivo de 278 milhões. Mais de 170 milhões de euros deste "buraco" nunca serão pagos a ninguém — simplesmente deixarão de existir, por impossibilidade de cobrança, quando as empresas vazias forem, mais cedo ou mais tarde, extintas. Porque é que o banco não soma este buraco às suas próprias contas Chegamos aqui ao ponto mais técnico, mas também ao mais importante — e é aqui que a história da avó da minha amiga volta a fazer sentido. O Novobanco tem 66% e 63,3% do capital destas duas empresas. Bastaria isso, em contabilidade tradicional, para ser obrigado a somar às suas contas todos os activos e passivos delas — incluindo o "buraco" de 278 milhões. Mas a contabilidade moderna, através da norma internacional IFRS 10, deixou de olhar apenas para quem tem a maioria das acções. Passou a olhar para quem tem controlo efectivo — ou seja, quem manda de facto na empresa. A IFRS 10 exige três condições, todas em simultâneo, para que uma empresa seja obrigada a "consolidar" outra nas suas contas: 1. Ter poder — o direito e a capacidade real de dirigir as decisões operacionais e financeiras relevantes da empresa. 2. Ter exposição a resultados variáveis — ter direito aos lucros, ou estar exposto aos prejuízos, dessa empresa. 3. Ter capacidade de usar esse poder para influenciar esses resultados. O Novobanco fez uma escolha deliberada: apesar de ter a maioria do capital, recusou-se a nomear administradores próprios para os órgãos sociais da Promovalor e da Inland. Sem gente sua na gestão, o banco não assina cheques, não aprova orçamentos, não decide contratações nem vendas do dia a dia dessas empresas. A gestão formal continua, hoje, nas mãos do próprio Luís Filipe Vieira. Ao provar aos auditores externos e ao Banco Central Europeu que é, de facto, um accionista passivo e bloqueado — dono do papel, mas sem mão na engrenagem —, o Novobanco cumpre os critérios técnicos para não ser obrigado a consolidar estas duas sociedades. É exactamente a lógica do "benefício de inventário": aceitar a propriedade formal, sem aceitar a responsabilidade integral pelas dívidas associadas a essa propriedade. Como é que isto aparece, então, nas contas do banco? Se as empresas não entram "linha a linha" nas contas do Novobanco, como é que o banco as regista? A resposta divide-se em duas partes bem distintas, e vale a pena perceber esta divisão com clareza, porque é aqui que está o "coração" financeiro de toda a operação: As empresas (Promovalor e Inland) — ficam de fora do balanço. O banco regista as suas acções nestas duas empresas como um activo financeiro avaliado ao "justo valor" — e esse justo valor, dado o estado das empresas, é de 0 euros. O passivo de 278 milhões que está dentro delas não entra nas contas do banco. O fundo de investimento (gerido pela C2 Capital Partners) — entra no balanço. Como o Novobanco detém cerca de 96% das unidades de participação deste fundo — que é uma entidade separada, gerida de forma independente, sem as dívidas das empresas de Vieira — regista o valor desta participação ao seu justo valor de mercado: os já mencionados 80 a 100 milhões de euros em imóveis por vender. Explicando de outra forma: o banco leva para dentro de casa o que ainda vale dinheiro (a fatia dos imóveis no fundo), e deixa cá fora o que só tem dívidas (as próprias empresas). É esta divisão, tecnicamente permitida pelas regras internacionais, que suscita a pergunta moral com que qualquer leigo fica ao ler esta notícia. Porque não reergue as empresas, e porque não as fecha já Uma pergunta óbvia surge aqui: se o Novobanco tem mais de 60% do capital destas empresas, porque não usa esse poder para as reerguer, ou, em alternativa, para simplesmente as liquidar de vez, já que valem zero? Reerguer não é opção. Fazê-lo exigiria ao banco injectar dezenas ou centenas de milhões de euros novos nestas sociedades para pagar credores e tentar pôr um negócio a funcionar — só que não há negócio nenhum para pôr a funcionar. A Promovalor e a Inland não produzem nada, não têm fábricas nem prestam serviços; eram apenas holdings imobiliárias, e o património imobiliário real já foi retirado delas em 2017. Não há nada para salvar. Além disso, o Banco Central Europeu proíbe, em termos gerais, que bancos comerciais funcionem como promotores imobiliários ou injectem capital novo em empresas insolventes de clientes, precisamente porque isso destruiria os seus próprios rácios de capital. Liquidar também não é simples. Para pedir a liquidação ou insolvência de uma empresa da qual se é accionista maioritário, é normalmente necessário assumir primeiro o seu controlo formal: convocar uma assembleia geral, destituir a gerência actual (neste caso, a de Vieira), nomear administradores próprios, e só depois avançar com o processo de insolvência. O problema é que, no preciso momento em que o Novobanco nomeasse os seus próprios administradores e assumisse a gestão, activaria exactamente o critério de "controlo" da norma IFRS 10 que até aqui evitou cuidadosamente. Nesse instante, o buraco de 278 milhões entraria directamente para o balanço do banco, contaminando os seus rácios financeiros — antes mesmo de um tribunal decretar a liquidação, processo que pode demorar anos na justiça portuguesa. Além disso, quem assume a gestão de uma empresa em situação de insolvência iminente pode ficar exposto a responsabilidades legais e fiscais sobre dívidas passadas, incluindo eventuais dívidas à Autoridade Tributária ou à Segurança Social — mais um motivo para o banco preferir manter-se à distância. Por fim, uma liquidação das empresas em si não traria dinheiro nenhum ao banco, porque elas já não têm bens — o dinheiro que ainda há para recuperar está todo dentro do fundo de imóveis, e esse processo de venda já está em curso, independentemente do destino formal das duas sociedades. O resultado é uma espécie de "coma induzido": o banco não reergue as empresas, porque seria deitar dinheiro bom em cima de dinheiro perdido; não as líquida directamente, para não arrastar o passivo para o seu próprio balanço; e tenta, isso sim, vender a sua posição acionista — mesmo que seja por um euro simbólico — a terceiros ou ao próprio Vieira, "empurrando" o problema jurídico para quem o quiser aceitar. Foi exactamente isso que o banco tentou fazer em Março de 2026, através do exercício de uma opção de venda das suas acções na Promovalor e na Inland — tentativa que falhou "por incumprimento da contraparte", suspeitando-se, sem que a notícia o confirme expressamente, que essa contraparte seja o próprio Vieira. No relatório e contas, o Novobanco garante que vai continuar a procurar formas de se desfazer desta posição. Porque é que alguém quereria comprar acções que valem zero? Aqui vale a pena parar num pormenor que costuma intrigar quem segue este caso pela primeira vez. Se o Novobanco avalia as suas acções da Promovalor e da Inland em zero euros, porque é que, em Março de 2026, havia aparentemente alguém do outro lado disposto a comprá-las — numa operação que só não avançou por, segundo a notícia, "incumprimento da contraparte"? Antes de continuar, uma ressalva importante: a notícia não identifica quem era essa contraparte. A suspeita, levantada por órgãos de comunicação social e não confirmada pelo banco, é que possa ter sido o próprio Luís Filipe Vieira. É uma hipótese plausível — ele é, afinal, quem continua a gerir estas empresas, e seria o comprador mais óbvio de uma posição que, no fundo, já controla na prática — mas continua a ser apenas isso: uma hipótese. O raciocínio que se segue explora este cenário por ser o mais instrutivo, não porque esteja estabelecido como facto. Dito isto, a pergunta mantém-se válida mesmo em abstracto: porque é que alguém compraria "nada"? A resposta está em perceber que "zero" é o valor de liquidação — o que sobraria para um accionista se a empresa fosse fechada hoje e todas as dívidas pagas primeiro. Não é o valor de uso. Imagine-se uma casa arruinada, com uma hipoteca maior do que aquilo que ela vale — o banco, sabendo que nunca vai recuperar todo o dinheiro através dela, muitas vezes nem se dá ao trabalho de a executar, porque dá mais despesa do que proveito. A casa "vale zero" no papel, mas continua a ser um tecto, uma morada, uma estrutura que alguém pode ocupar e usar, sem nunca ser obrigado a pagar a hipoteca por inteiro. É exactamente esta lógica que se aplica à Promovalor e à Inland. Quem quer que controle estas empresas — hoje Vieira, enquanto gestor de facto — decide os contratos que assinam, o uso que fazem da estrutura jurídica, o destino do que ainda resta. E nunca é obrigado, só por deter ou controlar as acções, a pagar do seu próprio bolso a dívida de 278 milhões que lá dentro dorme, porque essa dívida é da empresa, uma pessoa colectiva distinta, e não da pessoa que a gere ou possui. É este o activo real que se procura quando se procura comprar "nada": não património, mas controlo, protegido pela responsabilidade limitada. Portugal já viu este mecanismo em acção antes, embora noutro contexto. Em 2008, o Estado português nacionalizou o falido Banco Português de Negócios (BPN) por um valor simbólico de um euro. Não porque o banco valesse, literalmente, um euro, mas porque o seu valor de liquidação era negativo — tal como o das empresas de Vieira hoje —, e o preço simbólico serviu apenas para formalizar a transferência do controlo. A diferença crucial é que o Estado, ao nacionalizar, aceitou também as dívidas do BPN, por ter um interesse público a defender. Um comprador privado das acções da Promovalor ou da Inland não teria essa obrigação: herdaria o controlo, sem herdar a exigência de pagar as dívidas com património pessoal. O economista Adam Smith já tinha avisado, há mais de dois séculos, sobre este tipo de separação entre quem controla e quem responde: observou que quem gere dinheiro alheio raramente lhe dedica o mesmo cuidado vigilante que dedicaria ao seu próprio. A ideia aplica-se aqui de forma quase inversa, mas com a mesma raiz — se ninguém está exposto ao custo total das más decisões do passado (nem o Novobanco, que não quer gerir, nem quem quer que venha a controlar as empresas, que não paga pessoalmente a dívida), o incentivo para alguém resolver de vez o problema de fundo — os 278 milhões por cobrar — torna-se praticamente nulo. A "casa arruinada" fica na rua, meio abandonada, precisamente porque a ninguém compensa assumir o custo de a demolir. Quem pagou, e quem vai pagar, no final de contas Chegados aqui, faz sentido separar duas perguntas que costumam confundir-se: uma é técnica ("isto é legal?"), a outra é moral ("isto é justo?"). Do ponto de vista técnico e regulatório, a resposta é relativamente simples: sim, o Novobanco está a aplicar correctamente as regras internacionais de contabilidade, e o Banco Central Europeu prefere mesmo que assim seja — obrigar o banco a consolidar um passivo de 278 milhões de euros que não escolheu, e sobre o qual não tem controlo de gestão, fragilizaria desnecessariamente a sua posição de capital. A questão moral é mais incómoda, e tem duas camadas. A primeira camada é sobre quem já pagou. Os 160 milhões de euros de dívida ligados aos VMOC foram, na prática, absorvidos pelo sistema de resolução bancária português ao longo dos anos em que o Acordo de Capital Contingente esteve activo — o que quer dizer, em bom português, que uma fatia esmagadora deste valor acabou coberta por injecções de capital público no Novobanco, financiadas por empréstimos do Estado. Some-se a isto uma fatia adicional de perdas relacionadas com a insuficiência das garantias do crédito de 240 milhões — estima-se que o impacto total, directo e indirecto, do grupo económico de Vieira sobre as contas cobertas pelo mecanismo de resolução tenha rondado os 200 a 300 milhões de euros. Dizer que "os portugueses pagaram para limpar parte da dívida de Vieira" é, por isto, uma descrição materialmente correcta. A segunda camada é sobre a assimetria entre o cidadão comum e o grande devedor. Se uma família comum deixar de pagar a prestação da casa, o banco fica com a casa, a família perde o imóvel, e continua a dever a diferença — com o risco de penhora de salário e de bens futuros. No caso de um grande devedor do sistema, existem instrumentos como os VMOC, fundos de reestruturação e mecanismos de capital contingente que permitem "limpar" formalmente o passivo pessoal, isolar o património ainda valioso para o credor, e distribuir o prejuízo residual pelo sistema financeiro e, em última instância, pelo contribuinte. É um duplo padrão real, mesmo que nenhuma das partes envolvidas esteja, tecnicamente, a infringir a lei. E agora? O risco para o contribuinte, hoje, é zero Há, no entanto, uma boa notícia nesta história, que raramente é dita com a mesma clareza com que se conta o resto: relativamente aos 278 milhões de euros que ainda restam nestas duas empresas, o risco para o contribuinte português é, hoje, nulo. Há três razões concretas para isto. Primeira: o Acordo de Capital Contingente que ligava as perdas do Novobanco ao Fundo de Resolução já terminou, com o seu prazo e tecto máximo esgotados. O Novobanco é hoje um banco privado, rentável, maioritariamente detido pelo grupo financeiro francês BPCE. Qualquer perda futura relacionada com este processo terá de ser absorvida pelos accionistas privados do banco, não pelo Estado. Segunda: esta dívida específica de 278 milhões já está, segundo a própria notícia, provisionada a 100% pelo banco — ou seja, o Novobanco já deu este valor como perdido nas suas próprias contas, com impacto já assumido no passado. A recusa em consolidar as duas empresas em 2026 serve, precisamente, para impedir que esta dívida antiga "ressuscite" e volte a afectar o balanço actual da instituição — mas o impacto financeiro, no que toca ao banco, já foi contabilizado. Terceira: os 278 milhões continuam registados como passivo dentro da Promovalor e da Inland, e, como o Novobanco nunca deu qualquer garantia pessoal por estas dívidas nem assumiu a gestão das empresas, esse passivo está "fechado" dentro delas. Se as empresas entrarem, no futuro, em liquidação ou insolvência final, o processo simplesmente encerra sem que os credores consigam cobrar — porque não há património para o fazer. A dívida extingue-se por impossibilidade de cobrança, sem que o Estado ou o contribuinte sejam chamados a pagar mais um cêntimo. Para terminar Voltemos, para fechar, à avó da minha amiga. Quando ela aceitou aquela herança "a benefício de inventário", ninguém achou que estivesse a fazer batota — estava apenas a usar uma protecção legal que existe, precisamente, para que um cidadão comum não seja arrastado para dívidas que nunca escolheu contrair. O Novobanco fez, tecnicamente, a mesma escolha. A diferença é que o "falecido", neste caso, é um grupo de empresas cujo colapso teve origem em créditos concedidos com pouco critério ainda no tempo do BES, cujas perdas já foram, em larga medida, cobertas por dinheiro público ao longo de quase uma década, e cujo devedor original viu a sua responsabilidade pessoal extinta por um instrumento contratual que ele próprio assinou décadas antes de este desfecho estar decidido. A lei está a ser cumprida, ponto por ponto. Fica apenas a pergunta que a lei, por definição, não responde: se o pequeno herdeiro e o grande banco têm ambos o direito de dizer "não aceito mais do que aquilo que a herança vale", porque é que, olhando para trás, é sempre o mesmo lado da sociedade que acaba a pagar a diferença primeiro? #Novobanco, #Luís Filipe Vieira, #Promovalor, #Inland, #VMOC, #IFRS10, #Fundo de Resolução, #BES, #Lone Star, #banca portuguesa, #contabilidade, #imparidades, #dívida, #explicador

REDUFLAÇÃO: SABOR GASOLINA Excelente vídeo da Dep. @apropriajulia (PL-SC) explicando não somente a questão dos combustíveis, mas dos alimentos e relacionando todo este prejuízo à irresponsabilidade e má gestão de Lula. Por mais iniciativas assim👏 https://t.co/sEIV3Jj1lq #ReduçãoDeImpostos #Combustíveis #Economia