Por que Gilmar Mendes está defendendo Moraes com tanto afinco? É porque ele é o sustentáculo, o tronco da ala podre do STF. Ele se poupou de manchar sua imagem muito abertamente com o Inquérito das Fake News, mas já confessou publicamente que participou das deliberações de Toffoli e Moraes para abrir esse instrumento de exceção. Em novembro de 2024, num evento em Cuiabá com Alexandre de Moraes presente, Gilmar remontou a história aos primeiros anos de Moraes no STF. Disse que ele, Moraes e Dias Toffoli “conversamos muito” sobre a situação política e acrescentou: “aventamos a possibilidade de que naquela quadra seria necessária uma investigação, um inquérito”. Em seguida, explicou que Toffoli assumiu o “ônus” de instaurá-lo e escolheu Moraes como relator. https://t.co/qnDp3yZNUO O politizador reclama de politização Quanto à acusação de Gilmar contra André Mendonça, de que o pedido de investigação contra Moraes seria um “Pixuleco, um instrumento eleitoral”, de politização o decano entende. Ele praticamente cobrou uma contrapartida ao STF por terem tirado Lula da cadeia: em 14 de outubro de 2023, durante o I Fórum Esfera Internacional, em Paris, num painel com Rodrigo Pacheco e Bruno Dantas, Gilmar disse: “Se hoje nós temos a eleição do presidente Lula, isso se deveu a uma decisão do Supremo Tribunal Federal. É preciso reconhecer isso.” “Excessos” jamais especificados Só uma vez Gilmar Mendes abriu exceção na sua atuação de escudo e sustentáculo dos abusos de Alexandre de Moraes. Em agosto de 2025, segundo Lauro Jardim, o decano reconheceu reservadamente “certos excessos” em decisões do colega. Naquela época, Moraes era alvo de sanções americanas sob a Lei Magnistky Global. Gilmar pode ter sentido a pressão em cancelamento de vistos para visitar os EUA. O decano do STF jamais explicou que excessos teriam sido esses. Fica a pergunta: entre os supostos excessos que agora Gilmar acusa André Mendonça de ter cometido, quais deles jamais foram cometidos por Alexandre de Moraes? #STF #GilmarMendes #AlexandredeMoraes