Estamos em um momento crítico da história. Isso JAMAIS aconteceu no Brasil. Moraes está usando um inquérito ilegal criado e relatado por ele mesmo para em benefício próprio acusar falsamente de crimes o ministro André Mendonça, o que é absolutamente ilegal. Moraes não tem poder algum para acusar ninguém de crimes, muito menos um colega do Supremo. Apenas a PGR pode denunciar ministros do STF por crimes. Desde que o relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro veio a público, a principal alegação de Moraes e seus aliados é a de que Mendonça teria mandado investigar Moraes sem autorização do plenário, o que a PGR também alegou no pedido de nulidade do relatório. Moraes acusa Mendonça de improbidade administrativa e de abuso de autoridade, de quebra de imparcialidade e de favorecimento a grupos políticos. Diz que Mendonça teria direcionado provas contra ele e contra outros magistrados, e que teria usurpado a condução das investigações da polícia. São, palavra por palavra, as mesmas acusações que caberiam com folga sobre a trajetória do próprio Moraes ao longo dos últimos anos. O acusador de hoje descreve o adversário usando o espelho. O que assistimos hoje é a lógica da guerra substituindo por completo a lógica da Justiça dentro da mais alta corte do país. Não se discute mais o que é verdade. Discute-se quem consegue apontar a arma primeiro. Moraes não respondeu às conversas com Vorcaro explicando-as, ele partiu para cima de quem as trouxe à tona. A cada movimento de apuração, ele responde com um movimento de retaliação maior, na aposta de que tem mais poder acumulado do que todos, inclusive o executivo, o legislativo e até seus colegas do STF. Enquanto Moraes triplica a aposta, 81 senadores seguem sentados, decidindo, com o próprio silêncio, se este país ainda tem um legislativo ou se já é governado inteiramente por Alexandre de Moraes. A quinta-feira de hoje foi mais um teste. Falta saber quem, afinal, terá coragem de responder. #Justiça #STF #Brasil