Anitta continua incomodada com os exageros dos participantes do Estrelas da Casa. https://t.co/OdEALg2QZ0 #Anitta #EstrelasDaCasa #RealityShow
Anitta continua incomodada com os exageros dos participantes do Estrelas da Casa. https://t.co/OdEALg2QZ0 #Anitta #EstrelasDaCasa #RealityShow
Sempre que acontece um flagrante do crime de homofobia, a gente além de ter que digerir aquela situação que imediatamente dispara alguns gatilhos de uma vida inteira, tem tbm que lidar com criaturas absurdamente pavoros4s e ordinári4s que aparecem pra tentar invalidar, atenuar ou diminuir a violência sofrida. A impressão é que tem sempre uma forcinha bem xexelenta querendo impor que isso é algo menor e que pode ser deixado pra depois, qualquer indignação corre o risco até de ser vista como exagero, o que a meu ver é uma forma de machucar ainda mais quem sofre com isso, provavelmente é até intencional. Eu espero que isso mude e que a gente passe a denunciar todas as situações e não deixe passar absolutamente nada! Se esses criminosos não começarem a responder pelo que fazem, jamais terão receio de fazê-lo. Que o ator João Victor Gonçalves, que inclusive é um profissional brilhante, receba muito carinho e acolhimento, especialmente das pessoas que ele ama. Ninguém merece passar por isso! #Homofobia #DireitosHumanos #Respeito
Alexandre de Moraes é Lula. Lula é Alexandre de Moraes, Gilmar, Dino, Andrei, Paulo Gonet e assemelhados e puxadinhos. "Nos bastidores barulhentos de Brasília, há quem compare a relação indicando que o ministro do STF é o líder da bancada do governo na corte. A anedota política não é um exagero, embora constitucionalmente trágico. No escândalo atual que expõe o ex-todo poderoso “Xandão” como o advogado de fato do banqueiro Daniel Vorcaro, preso acusado de corrupção, Lula, o PT e o ministro estão todos juntos e misturados. O terceiro mandato de Lula só existe e resiste pelo ativismo político desmesurado do Supremo Tribunal Federal, cuja parte mais barulhenta escolheu fazer política em vez de obedecer a Constituição." https://t.co/ttgpLeO4fo #Lula #STF #Corrupção
O Vasco precisa ser tratado como um clube do tamanho da sua história. E isso começa pela própria torcida. Não faz sentido colocar faixa para quem ainda sequer assumiu o comando do clube. Já querem estabelecer uma relação de gratidão antes mesmo de resultados concretos aparecerem. Dirigente, proprietário, assim como político, ocupam funções nas quais receber idolatria mais atrapalha do que ajuda. Isso não quer dizer que precisem ser tratados mal, mas o exagero positivo também é prejudicial. O nosso papel deve ser avaliar, cobrar e reconhecer quando houver motivos para reconhecer. Não deveríamos normalizar comportamentos de "clube de bairro". Quando qualquer pequena ação é tratada como um grande feito, quando profissionais são colocados nas alturas e a torcida começa a agir dessa forma, nós mesmos diminuímos o tamanho do Vasco. E isso também prejudica qualquer profissional que venha a trabalhar no clube, por mais competente que possa vir a ser. Se a régua é baixa, o profissional não precisa entregar muito para ser tratado como alguém extraordinário. O ambiente passa a premiar o básico e a criar uma cultura em que a cobrança deixa de existir. O Vasco precisa recuperar a mentalidade de clube gigante. Se queremos um Vasco sério, precisamos começar a tratá-lo como um clube sério. #Vasco #Futebol #Torcida
⚠️ Kaio Jorge admite que "passou do ponto" e pede desculpas a Ruan Tressoldi. O atacante do Cruzeiro enviou uma mensagem ao zagueiro do Atlético-MG pedindo desculpas pelo lance no clássico de ontem. Kaio Jorge reconheceu a pessoas próximas que exagerou e, por isso, fez questão de procurar o rival. Ruan ficou muito incomodado por entender que poderia ter sofrido uma lesão grave e, até o momento, não respondeu à mensagem. Pessoas próximas aos dois tentam intermediar uma reconciliação. Kaio Jorge está na mira da Procuradoria do STJD e pode ser punido com até 9 JOGOS DE SUSPENSÃO. 🗞️ @ESPNBrasil | @felipee_sil 📸 Reprodução/Sportv #Futebol #Desculpas #Clássico
Tenho visto até gente que apoia Renan Santos dizendo que ele foi “agressivo demais” no debate. Eu penso exatamente o contrário: diante da situação do Brasil, Renan ainda foi pouco. Estamos falando de um país em que milhões de brasileiros saem de casa para trabalhar sem a tranquilidade de saber se voltarão em segurança. Um país sufocado pelo crime organizado, pela corrupção, pelo populismo e por uma polarização que há anos tenta convencer a população de que só existem dois caminhos. E justamente os dois candidatos que lideram essa polarização resolveram não aparecer. Lula não foi. Flávio Bolsonaro não foi, e ainda teve a arrogância de dizer que os candidatos que estavam no palco “não são meus adversários”, deixando claro que seu interesse é debater apenas com Lula. Isso diz muito sobre o problema que enfrentamos. Presidência da República não é uma luta particular entre duas famílias, dois partidos ou dois projetos de poder. O Brasil não pertence a Lula. O Brasil não pertence aos Bolsonaro. Pertence a mais de 200 milhões de brasileiros. Quem pretende governar essas pessoas tem obrigação de subir naquele palco, olhar os adversários nos olhos, apresentar propostas e responder às perguntas difíceis. Querem nosso voto, mas querem escolher quem pode questioná-los. Falam em democracia, mas fogem do contraditório. Pedem confiança para comandar um país inteiro, mas evitam um debate de uma hora e meia. E ainda querem que os demais candidatos se comportem educadamente diante disso? Não. Há momentos em que indignação não é falta de educação. É a reação natural de quem olha para o estado do país e se recusa a tratar tudo isso como normal. Renan foi duro? Foi. Exagerou em alguns termos? Cada um pode fazer essa avaliação. Mas prefiro mil vezes um candidato que entra naquele palco com sangue nos olhos para discutir o futuro do país a políticos que calculam pesquisas, escolhem adversários convenientes e deixam um púlpito vazio quando chega a hora de prestar contas ao eleitor. A polarização sequestrou uma parcela enorme do Brasil e tenta nos fazer acreditar que somos obrigados a escolher eternamente entre os mesmos dois lados. Não somos. Essa gente precisa acordar. O Brasil é muito maior do que Lula versus Bolsonaro. E talvez seja justamente por isso que a presença de alguém disposto a entrar naquele palco e chacoalhar essa eleição incomode tanto. #Democracia #Política #DebateEleitoral
"Essa evolução tática do Pedro foi após a crítica pública do Filipe Luís. Ele evoluiu muito taticamente e tem uma qualidade técnica absurda. É zero exagero dizer que hoje ele é o melhor jogador do futebol brasileiro. Arrisco a dizer que é o 'prime' do Pedro." 🎙️ Venê Casagrande, no SBT. 🎥 @sbtrio https://t.co/OmZHaA5lAS #Futebol #Pedro #Evolução
E foda-se. Pra quem compactua com isso, eu vou estar sempre errada, e denunciar o racismo será sempre visto como exagero. Mas eu não sou ativista de bio de Instagram. Eu sou uma mulher negra, esposa, filha, neta, irmã e tia de homens e mulheres negras. Eu vivo isso na pele, e o meu posicionamento jamais será para deixar confortável quem se beneficia do silêncio, quem relativiza o racismo ou quem prefere proteger pessoas e reputações em vez de enfrentar a violência. #Racismo #Empoderamento #JustiçaSocial
Crónica — Ao Sabor da Maré Há lugares que não se explicam — contam‑se devagar, como quem se senta à sombra de uma amendoeira e deixa o tempo correr. O Algarve é um desses lugares. A gente chega e logo percebe que ali o relógio anda noutro compasso, mais lento, mais redondo, como se cada minuto tivesse o direito de ser vivido sem pressas. Afinal, como dizem por lá, “quem corre é o vento”.De manhã, quando o sol ainda está a acordar, o mar parece um espelho onde o céu se penteia. Os pescadores, esses, já vão longe. Passam na rua com o passo firme e o olhar de quem sabe ler o horizonte. Se lhes perguntamos como está o tempo, respondem com aquele sorriso meio maroto: “Isto hoje está um calor do demo, mas o mar está jeitoso.” E seguem, porque o mar não espera.Nas vilas, o dia começa com portas abertas e vizinhos à conversa. O algarvio não fala alto — fala cantado. Diz “tás bom, home?” como quem oferece um pedaço de terra e de amizade. E se alguém se queixa da vida, há sempre uma resposta pronta: “Não te apoquentes, logo se vê.” É uma filosofia simples, mas eficaz: viver ao sabor da maré, sem forçar o rumo.Ao meio‑dia, o calor aperta e a sombra torna‑se bem‑dita. As ruas ficam mais silenciosas, como se toda a gente tivesse combinado uma pausa. Só os turistas continuam a andar, encantados com tudo, enquanto os locais observam, divertidos, e murmuram: “Eles não sabem o que os espera…” Porque o Algarve, no verão, é uma prova de resistência ao sol.Mas é ao fim da tarde que a magia acontece. O céu pinta‑se de cores que não vêm nos livros — laranja queimado, rosa suave, azul que parece inventado. As esplanadas enchem‑se, os copos tilintam, e alguém comenta: “A luz hoje está mesmo jeitosa.” E está. No Algarve, o pôr‑do‑sol não é um momento: é um espetáculo diário, gratuito e obrigatório.À noite, o ar refresca e a vida volta às ruas. Há quem vá “dar uma voltinha”, só para ver quem passa. Há quem fique sentado a ouvir o mar, que ali fala sempre. E há quem diga, com orgulho tranquilo: “Isto é que é vida.” Não é exagero. O Algarve tem essa capacidade rara de nos lembrar que viver pode ser simples.E quando finalmente regressamos a casa, levamos connosco uma certeza: o Algarve não é só um lugar — é um modo de estar. Um modo que nos ensina que a pressa é inimiga da alma, que o mar cura quase tudo e que, no fim, o que importa é ter tempo para sentir o sol na pele e ouvir o mundo devagar.
Bom eu tô em todas as redes e isso aqui é um exagero. As pessoas tem discutido e consumido bastante conteúdos referentes a soberania e fim da escala 6x1. Cuidado com o alarmismo #Soberania #RedesSociais #Alarmismo
Para a tristeza de muitos, o Brasil resolveu enfrentar a crise diplomática com os Estados Unidos de cabeça erguida. Vai ter reciprocidade de tratamento, sim - e não há nenhum exagero em apontar a historicidade do gesto do atual governo. https://t.co/5YM489uynh #Brasil #Diplomacia #Crise
"O Negócio do Século de Vieira: Como se Livrou de 160 Milhões em Dívidas" O antigo presidente do Benfica ficou livre da dívida. O banco ficou com as acções — e a fugir delas."" Uma história antes da história A avó de uma amiga minha ficou viúva há uns anos e, com ela, herdou uma dor de cabeça: o marido tinha deixado dívidas de que ninguém na família sabia bem a dimensão. Antes de assinar seja o que for, a minha amiga levou-a ao advogado. E o advogado explicou-lhe uma coisa que a lei portuguesa prevê há mais de século e meio: uma herança pode ser aceite de duas maneiras. Pode aceitar-se "pura e simplesmente" — nesse caso, fica-se com tudo, o bom e o mau, e se as dívidas forem maiores do que os bens, paga-se a diferença do próprio bolso. Ou pode aceitar-se "a benefício de inventário" — fica-se com o que a herança tiver de bom, mas nunca se responde por mais do que aquilo que ela vale. Se a dívida for maior do que a casa e as poupanças do falecido, essa diferença simplesmente desaparece; não sai do bolso do herdeiro. A avó da minha amiga escolheu esta segunda opção, e dormiu descansada. Guardo esta história porque é, sem exagero nenhum, a chave para perceber o que aconteceu este mês com o Novobanco e as empresas de Luís Filipe Vieira. Só que, em vez de uma família a lidar com um advogado, temos um banco a lidar com uma norma internacional de contabilidade chamada IFRS 10. E o resultado, tecnicamente, é o mesmo: ficar com o que interessa, sem ficar com o resto. Vamos por partes, e por ordem cronológica, porque esta história começa muito antes da notícia desta semana. 2017 e antes — como nasceu a dívida Luís Filipe Vieira, na altura presidente do Sport Lisboa e Benfica, tinha um grupo de empresas imobiliárias — entre elas a Promovalor e a Inland. Estas empresas foram, ao longo de anos, financiadas pelo Banco Espírito Santo (BES) com centenas de milhões de euros. Em 2017, a dívida total deste grupo económico rondava os 400 milhões de euros. Essa dívida tinha duas partes bem diferentes, e é essencial perceber a diferença desde já: Primeira parte — 160 milhões de euros em VMOC. VMOC quer dizer "Valores Mobiliários Obrigatoriamente Conversíveis". Explicando sem jargão: é um instrumento financeiro em que se empresta dinheiro com uma condição escrita no contrato — se a dívida não for paga até determinado prazo, ela transforma-se automaticamente em acções da empresa devedora. Ou seja, deixa de ser dinheiro que a empresa deve, e passa a ser propriedade (capital) da empresa que o credor passa a deter. Destes 160 milhões, 90 milhões pertenciam à Promovalor e 70 milhões à Inland. Segunda parte — cerca de 240 milhões de euros em crédito bancário e hipotecário directo. Este era financiamento normal, sem a cláusula de conversão em acções — dinheiro emprestado para construção e promoção imobiliária, com hipotecas sobre os terrenos e edifícios como garantia. Em 2017, para tentar resolver a situação sem décadas de tribunais, o BES/Novobanco e Vieira chegaram a um acordo relativamente à segunda parcela (os 240 milhões de crédito directo): o património imobiliário real do grupo — terrenos e edifícios em Tavira, Loures, Vila Franca de Xira, um hotel Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, entre outros — foi retirado das empresas Promovalor e Inland e colocado dentro de um fundo de investimento, gerido por uma entidade independente chamada C2 Capital Partners. Este fundo passou a vender os imóveis, ao ritmo do mercado, e a entregar o dinheiro das vendas ao banco, para ir abatendo a dívida. Em troca de terem cedido este património, o Novobanco ficou a deter cerca de 96% das "unidades de participação" (uma espécie de acções) deste fundo, e Vieira/Promovalor manteve os restantes 4%. O resultado prático desta operação de 2017 foi crucial: a partir daqui os imóveis reais e valiosos deixaram de pertencer à Promovalor e à Inland. Passaram a pertencer ao fundo. As duas empresas ficaram, na prática, sem património de peso — apenas com a dívida que ainda não tinha sido "resolvida" desta forma, ou seja, os 160 milhões de VMOC. 2017–2021 — o Acordo de Capital Contingente e o dinheiro público Quando o Novobanco foi criado a partir dos destroços do BES e vendido ao fundo americano Lone Star, foi assinado um mecanismo chamado Acordo de Capital Contingente (CCA). Este acordo obrigava o Estado português, através do Fundo de Resolução, a injectar capital no Novobanco sempre que este registasse perdas em créditos "podres" herdados do BES que fizessem descer os seus rácios de capital abaixo de um determinado limite. As perdas relacionadas com o grupo Vieira entraram exactamente neste mecanismo. À medida que os créditos e os VMOC deste grupo perdiam valor, o Novobanco ia registando "imparidades" — o termo técnico para dizer "estou a admitir que não vou receber este dinheiro, e vou apontar essa perda nas minhas contas". Essas imparidades geravam prejuízos, e esses prejuízos accionavam pedidos de capital ao Fundo de Resolução, que por sua vez ia buscar esse dinheiro a empréstimos do Estado — ou seja, em última instância, ao contribuinte. Neste período, o Novobanco chegou a provisionar a 100% os 160 milhões de euros dos VMOC — quer dizer, deu esse valor como perdido por completo, nas contas do banco, muito antes de a questão jurídica estar decidida. Uma fatia esmagadora desta perda de 160 milhões acabou por ser coberta, indirectamente, pelas injecções de capital público que o Acordo de Capital Contingente obrigava a fazer. É por isto que é justo dizer que os contribuintes portugueses já pagaram, de facto, uma parte substancial desta história — não porque tenham assinado um cheque com o nome de Vieira escrito, mas porque o mecanismo de resolução bancária funcionou precisamente como uma rede de protecção para as perdas do Novobanco, e estas perdas incluíam esta dívida. Este Acordo de Capital Contingente já terminou. Tinha um prazo e um tecto máximo de injecções, ambos esgotados. É um ponto importante a reter para o fim desta história. O litígio jurídico — o Novobanco tenta travar a conversão Apesar de os VMOC preverem, por contrato, a conversão automática em acções caso a dívida não fosse paga, o Novobanco não aceitou esta conversão de bom grado. Durante anos, o banco contestou-a em tribunal, tentando fazer cancelar essa conversão nos aumentos de capital da Promovalor e da Inland. Porquê resistir a ficar dono de duas empresas, em vez de simplesmente aceitar? Porque, como veremos, "ficar dono" de empresas cheias de dívidas por pagar é um problema, não um prémio. Fevereiro de 2026 — o Supremo Tribunal dá razão a Vieira Em Fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu esta disputa a favor de Luís Filipe Vieira. A decisão final obrigou o Novobanco a reconhecer aquilo que o contrato dos VMOC sempre tinha previsto: a conversão da dívida em acções. Na prática, o banco tornou-se, de um dia para o outro, o accionista maioritário das duas sociedades — com 66% do capital da Promovalor e 63,3% do capital da Inland. Para Vieira, este foi o desfecho que procurava: os 160 milhões de euros de dívida pessoal e do grupo, contraídos ainda no tempo do BES, ficaram legalmente extintos. Em troca, entregou ao banco a propriedade maioritária de duas empresas — que, como já vimos, tinham sido esvaziadas do seu património real em 2017. Do lado das contas do Novobanco, esta conversão não trouxe surpresas de maior a este nível específico: como a dívida de 160 milhões já estava provisionada a 100% havia anos, a decisão do Supremo não teve impacto adicional relativamente a este valor. O dinheiro, por assim dizer, já tinha sido dado como perdido antes mesmo de o tribunal decidir. O tamanho real do problema — de onde vêm os 278 milhões Aqui está o ponto que costuma confundir mais gente: se os 160 milhões de VMOC foram "limpos" através da conversão em acções, porque é que a notícia fala de um buraco de 278 milhões de euros nestas empresas? A resposta está na diferença entre a dívida total do grupo e a parcela que foi coberta pelos VMOC. Recorde-se: a dívida total em 2017 era de cerca de 400 milhões. Destes, apenas 160 milhões estavam ligados aos VMOC. Os restantes cerca de 240 milhões eram crédito bancário directo — a dívida que, em 2017, ficou associada ao fundo de imóveis, mas que continuou, tecnicamente, registada como passivo das próprias empresas Promovalor e Inland, à espera de ser paga pelas vendas dos imóveis. Ao longo de quase uma década de incumprimento, esta segunda parcela foi acumulando juros de mora e encargos — cerca de 38 milhões de euros adicionais. A conta soma-se assim: • Dívida global do grupo em 2017: aproximadamente 400 milhões de euros • Menos os 160 milhões de VMOC, extintos pela conversão em acções: fica um remanescente de cerca de 240 milhões • Mais os juros de mora e encargos acumulados ao longo dos anos: mais cerca de 38 milhões • Total do passivo actual das duas sociedades: 278 milhões de euros Este é, portanto, o "buraco" que hoje consta das contas da Promovalor e da Inland, e que nada tem a ver com os VMOC já resolvidos — é o que sobrou da outra fatia da dívida, a que nunca foi convertida em capital. E que garantias existem para pagar estes 278 milhões? Apenas o que resta do património no fundo gerido pela C2 Capital Partners. Quando os imóveis lá foram colocados em 2017, foram avaliados, na altura, num valor bruto de cerca de 244 milhões de euros — uma avaliação que se veio a revelar largamente inflacionada. À medida que os terrenos e edifícios foram sendo colocados à venda no mercado real (por exemplo, o Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, vendido há cerca de um mês ao grupo hoteleiro português Vila Galé), os valores obtidos ficaram muito abaixo dessas avaliações antigas. Hoje, estima-se que o que resta por vender no fundo — que inclui ainda terrenos como os Páteos da Luz em Tavira, a Quinta dos Salgados em Santa Iria da Azóia, o Parque Oriente em Loures e a Quinta do Cochão em Vila Franca de Xira — valha entre 80 e 100 milhões de euros. Ou seja: mesmo que o banco consiga vender tudo o que resta no fundo pelo melhor preço possível, recuperará apenas entre 80 e 100 milhões para abater um passivo de 278 milhões. Mais de 170 milhões de euros deste "buraco" nunca serão pagos a ninguém — simplesmente deixarão de existir, por impossibilidade de cobrança, quando as empresas vazias forem, mais cedo ou mais tarde, extintas. Porque é que o banco não soma este buraco às suas próprias contas Chegamos aqui ao ponto mais técnico, mas também ao mais importante — e é aqui que a história da avó da minha amiga volta a fazer sentido. O Novobanco tem 66% e 63,3% do capital destas duas empresas. Bastaria isso, em contabilidade tradicional, para ser obrigado a somar às suas contas todos os activos e passivos delas — incluindo o "buraco" de 278 milhões. Mas a contabilidade moderna, através da norma internacional IFRS 10, deixou de olhar apenas para quem tem a maioria das acções. Passou a olhar para quem tem controlo efectivo — ou seja, quem manda de facto na empresa. A IFRS 10 exige três condições, todas em simultâneo, para que uma empresa seja obrigada a "consolidar" outra nas suas contas: 1. Ter poder — o direito e a capacidade real de dirigir as decisões operacionais e financeiras relevantes da empresa. 2. Ter exposição a resultados variáveis — ter direito aos lucros, ou estar exposto aos prejuízos, dessa empresa. 3. Ter capacidade de usar esse poder para influenciar esses resultados. O Novobanco fez uma escolha deliberada: apesar de ter a maioria do capital, recusou-se a nomear administradores próprios para os órgãos sociais da Promovalor e da Inland. Sem gente sua na gestão, o banco não assina cheques, não aprova orçamentos, não decide contratações nem vendas do dia a dia dessas empresas. A gestão formal continua, hoje, nas mãos do próprio Luís Filipe Vieira. Ao provar aos auditores externos e ao Banco Central Europeu que é, de facto, um accionista passivo e bloqueado — dono do papel, mas sem mão na engrenagem —, o Novobanco cumpre os critérios técnicos para não ser obrigado a consolidar estas duas sociedades. É exactamente a lógica do "benefício de inventário": aceitar a propriedade formal, sem aceitar a responsabilidade integral pelas dívidas associadas a essa propriedade. Como é que isto aparece, então, nas contas do banco? Se as empresas não entram "linha a linha" nas contas do Novobanco, como é que o banco as regista? A resposta divide-se em duas partes bem distintas, e vale a pena perceber esta divisão com clareza, porque é aqui que está o "coração" financeiro de toda a operação: As empresas (Promovalor e Inland) — ficam de fora do balanço. O banco regista as suas acções nestas duas empresas como um activo financeiro avaliado ao "justo valor" — e esse justo valor, dado o estado das empresas, é de 0 euros. O passivo de 278 milhões que está dentro delas não entra nas contas do banco. O fundo de investimento (gerido pela C2 Capital Partners) — entra no balanço. Como o Novobanco detém cerca de 96% das unidades de participação deste fundo — que é uma entidade separada, gerida de forma independente, sem as dívidas das empresas de Vieira — regista o valor desta participação ao seu justo valor de mercado: os já mencionados 80 a 100 milhões de euros em imóveis por vender. Explicando de outra forma: o banco leva para dentro de casa o que ainda vale dinheiro (a fatia dos imóveis no fundo), e deixa cá fora o que só tem dívidas (as próprias empresas). É esta divisão, tecnicamente permitida pelas regras internacionais, que suscita a pergunta moral com que qualquer leigo fica ao ler esta notícia. Porque não reergue as empresas, e porque não as fecha já Uma pergunta óbvia surge aqui: se o Novobanco tem mais de 60% do capital destas empresas, porque não usa esse poder para as reerguer, ou, em alternativa, para simplesmente as liquidar de vez, já que valem zero? Reerguer não é opção. Fazê-lo exigiria ao banco injectar dezenas ou centenas de milhões de euros novos nestas sociedades para pagar credores e tentar pôr um negócio a funcionar — só que não há negócio nenhum para pôr a funcionar. A Promovalor e a Inland não produzem nada, não têm fábricas nem prestam serviços; eram apenas holdings imobiliárias, e o património imobiliário real já foi retirado delas em 2017. Não há nada para salvar. Além disso, o Banco Central Europeu proíbe, em termos gerais, que bancos comerciais funcionem como promotores imobiliários ou injectem capital novo em empresas insolventes de clientes, precisamente porque isso destruiria os seus próprios rácios de capital. Liquidar também não é simples. Para pedir a liquidação ou insolvência de uma empresa da qual se é accionista maioritário, é normalmente necessário assumir primeiro o seu controlo formal: convocar uma assembleia geral, destituir a gerência actual (neste caso, a de Vieira), nomear administradores próprios, e só depois avançar com o processo de insolvência. O problema é que, no preciso momento em que o Novobanco nomeasse os seus próprios administradores e assumisse a gestão, activaria exactamente o critério de "controlo" da norma IFRS 10 que até aqui evitou cuidadosamente. Nesse instante, o buraco de 278 milhões entraria directamente para o balanço do banco, contaminando os seus rácios financeiros — antes mesmo de um tribunal decretar a liquidação, processo que pode demorar anos na justiça portuguesa. Além disso, quem assume a gestão de uma empresa em situação de insolvência iminente pode ficar exposto a responsabilidades legais e fiscais sobre dívidas passadas, incluindo eventuais dívidas à Autoridade Tributária ou à Segurança Social — mais um motivo para o banco preferir manter-se à distância. Por fim, uma liquidação das empresas em si não traria dinheiro nenhum ao banco, porque elas já não têm bens — o dinheiro que ainda há para recuperar está todo dentro do fundo de imóveis, e esse processo de venda já está em curso, independentemente do destino formal das duas sociedades. O resultado é uma espécie de "coma induzido": o banco não reergue as empresas, porque seria deitar dinheiro bom em cima de dinheiro perdido; não as líquida directamente, para não arrastar o passivo para o seu próprio balanço; e tenta, isso sim, vender a sua posição acionista — mesmo que seja por um euro simbólico — a terceiros ou ao próprio Vieira, "empurrando" o problema jurídico para quem o quiser aceitar. Foi exactamente isso que o banco tentou fazer em Março de 2026, através do exercício de uma opção de venda das suas acções na Promovalor e na Inland — tentativa que falhou "por incumprimento da contraparte", suspeitando-se, sem que a notícia o confirme expressamente, que essa contraparte seja o próprio Vieira. No relatório e contas, o Novobanco garante que vai continuar a procurar formas de se desfazer desta posição. Porque é que alguém quereria comprar acções que valem zero? Aqui vale a pena parar num pormenor que costuma intrigar quem segue este caso pela primeira vez. Se o Novobanco avalia as suas acções da Promovalor e da Inland em zero euros, porque é que, em Março de 2026, havia aparentemente alguém do outro lado disposto a comprá-las — numa operação que só não avançou por, segundo a notícia, "incumprimento da contraparte"? Antes de continuar, uma ressalva importante: a notícia não identifica quem era essa contraparte. A suspeita, levantada por órgãos de comunicação social e não confirmada pelo banco, é que possa ter sido o próprio Luís Filipe Vieira. É uma hipótese plausível — ele é, afinal, quem continua a gerir estas empresas, e seria o comprador mais óbvio de uma posição que, no fundo, já controla na prática — mas continua a ser apenas isso: uma hipótese. O raciocínio que se segue explora este cenário por ser o mais instrutivo, não porque esteja estabelecido como facto. Dito isto, a pergunta mantém-se válida mesmo em abstracto: porque é que alguém compraria "nada"? A resposta está em perceber que "zero" é o valor de liquidação — o que sobraria para um accionista se a empresa fosse fechada hoje e todas as dívidas pagas primeiro. Não é o valor de uso. Imagine-se uma casa arruinada, com uma hipoteca maior do que aquilo que ela vale — o banco, sabendo que nunca vai recuperar todo o dinheiro através dela, muitas vezes nem se dá ao trabalho de a executar, porque dá mais despesa do que proveito. A casa "vale zero" no papel, mas continua a ser um tecto, uma morada, uma estrutura que alguém pode ocupar e usar, sem nunca ser obrigado a pagar a hipoteca por inteiro. É exactamente esta lógica que se aplica à Promovalor e à Inland. Quem quer que controle estas empresas — hoje Vieira, enquanto gestor de facto — decide os contratos que assinam, o uso que fazem da estrutura jurídica, o destino do que ainda resta. E nunca é obrigado, só por deter ou controlar as acções, a pagar do seu próprio bolso a dívida de 278 milhões que lá dentro dorme, porque essa dívida é da empresa, uma pessoa colectiva distinta, e não da pessoa que a gere ou possui. É este o activo real que se procura quando se procura comprar "nada": não património, mas controlo, protegido pela responsabilidade limitada. Portugal já viu este mecanismo em acção antes, embora noutro contexto. Em 2008, o Estado português nacionalizou o falido Banco Português de Negócios (BPN) por um valor simbólico de um euro. Não porque o banco valesse, literalmente, um euro, mas porque o seu valor de liquidação era negativo — tal como o das empresas de Vieira hoje —, e o preço simbólico serviu apenas para formalizar a transferência do controlo. A diferença crucial é que o Estado, ao nacionalizar, aceitou também as dívidas do BPN, por ter um interesse público a defender. Um comprador privado das acções da Promovalor ou da Inland não teria essa obrigação: herdaria o controlo, sem herdar a exigência de pagar as dívidas com património pessoal. O economista Adam Smith já tinha avisado, há mais de dois séculos, sobre este tipo de separação entre quem controla e quem responde: observou que quem gere dinheiro alheio raramente lhe dedica o mesmo cuidado vigilante que dedicaria ao seu próprio. A ideia aplica-se aqui de forma quase inversa, mas com a mesma raiz — se ninguém está exposto ao custo total das más decisões do passado (nem o Novobanco, que não quer gerir, nem quem quer que venha a controlar as empresas, que não paga pessoalmente a dívida), o incentivo para alguém resolver de vez o problema de fundo — os 278 milhões por cobrar — torna-se praticamente nulo. A "casa arruinada" fica na rua, meio abandonada, precisamente porque a ninguém compensa assumir o custo de a demolir. Quem pagou, e quem vai pagar, no final de contas Chegados aqui, faz sentido separar duas perguntas que costumam confundir-se: uma é técnica ("isto é legal?"), a outra é moral ("isto é justo?"). Do ponto de vista técnico e regulatório, a resposta é relativamente simples: sim, o Novobanco está a aplicar correctamente as regras internacionais de contabilidade, e o Banco Central Europeu prefere mesmo que assim seja — obrigar o banco a consolidar um passivo de 278 milhões de euros que não escolheu, e sobre o qual não tem controlo de gestão, fragilizaria desnecessariamente a sua posição de capital. A questão moral é mais incómoda, e tem duas camadas. A primeira camada é sobre quem já pagou. Os 160 milhões de euros de dívida ligados aos VMOC foram, na prática, absorvidos pelo sistema de resolução bancária português ao longo dos anos em que o Acordo de Capital Contingente esteve activo — o que quer dizer, em bom português, que uma fatia esmagadora deste valor acabou coberta por injecções de capital público no Novobanco, financiadas por empréstimos do Estado. Some-se a isto uma fatia adicional de perdas relacionadas com a insuficiência das garantias do crédito de 240 milhões — estima-se que o impacto total, directo e indirecto, do grupo económico de Vieira sobre as contas cobertas pelo mecanismo de resolução tenha rondado os 200 a 300 milhões de euros. Dizer que "os portugueses pagaram para limpar parte da dívida de Vieira" é, por isto, uma descrição materialmente correcta. A segunda camada é sobre a assimetria entre o cidadão comum e o grande devedor. Se uma família comum deixar de pagar a prestação da casa, o banco fica com a casa, a família perde o imóvel, e continua a dever a diferença — com o risco de penhora de salário e de bens futuros. No caso de um grande devedor do sistema, existem instrumentos como os VMOC, fundos de reestruturação e mecanismos de capital contingente que permitem "limpar" formalmente o passivo pessoal, isolar o património ainda valioso para o credor, e distribuir o prejuízo residual pelo sistema financeiro e, em última instância, pelo contribuinte. É um duplo padrão real, mesmo que nenhuma das partes envolvidas esteja, tecnicamente, a infringir a lei. E agora? O risco para o contribuinte, hoje, é zero Há, no entanto, uma boa notícia nesta história, que raramente é dita com a mesma clareza com que se conta o resto: relativamente aos 278 milhões de euros que ainda restam nestas duas empresas, o risco para o contribuinte português é, hoje, nulo. Há três razões concretas para isto. Primeira: o Acordo de Capital Contingente que ligava as perdas do Novobanco ao Fundo de Resolução já terminou, com o seu prazo e tecto máximo esgotados. O Novobanco é hoje um banco privado, rentável, maioritariamente detido pelo grupo financeiro francês BPCE. Qualquer perda futura relacionada com este processo terá de ser absorvida pelos accionistas privados do banco, não pelo Estado. Segunda: esta dívida específica de 278 milhões já está, segundo a própria notícia, provisionada a 100% pelo banco — ou seja, o Novobanco já deu este valor como perdido nas suas próprias contas, com impacto já assumido no passado. A recusa em consolidar as duas empresas em 2026 serve, precisamente, para impedir que esta dívida antiga "ressuscite" e volte a afectar o balanço actual da instituição — mas o impacto financeiro, no que toca ao banco, já foi contabilizado. Terceira: os 278 milhões continuam registados como passivo dentro da Promovalor e da Inland, e, como o Novobanco nunca deu qualquer garantia pessoal por estas dívidas nem assumiu a gestão das empresas, esse passivo está "fechado" dentro delas. Se as empresas entrarem, no futuro, em liquidação ou insolvência final, o processo simplesmente encerra sem que os credores consigam cobrar — porque não há património para o fazer. A dívida extingue-se por impossibilidade de cobrança, sem que o Estado ou o contribuinte sejam chamados a pagar mais um cêntimo. Para terminar Voltemos, para fechar, à avó da minha amiga. Quando ela aceitou aquela herança "a benefício de inventário", ninguém achou que estivesse a fazer batota — estava apenas a usar uma protecção legal que existe, precisamente, para que um cidadão comum não seja arrastado para dívidas que nunca escolheu contrair. O Novobanco fez, tecnicamente, a mesma escolha. A diferença é que o "falecido", neste caso, é um grupo de empresas cujo colapso teve origem em créditos concedidos com pouco critério ainda no tempo do BES, cujas perdas já foram, em larga medida, cobertas por dinheiro público ao longo de quase uma década, e cujo devedor original viu a sua responsabilidade pessoal extinta por um instrumento contratual que ele próprio assinou décadas antes de este desfecho estar decidido. A lei está a ser cumprida, ponto por ponto. Fica apenas a pergunta que a lei, por definição, não responde: se o pequeno herdeiro e o grande banco têm ambos o direito de dizer "não aceito mais do que aquilo que a herança vale", porque é que, olhando para trás, é sempre o mesmo lado da sociedade que acaba a pagar a diferença primeiro? #Novobanco, #Luís Filipe Vieira, #Promovalor, #Inland, #VMOC, #IFRS10, #Fundo de Resolução, #BES, #Lone Star, #banca portuguesa, #contabilidade, #imparidades, #dívida, #explicador
É exagero dizer que essa é a melhor temporada do Matheus Pereira desde que ele chegou ao clube? - Sendo extremamente decisivo em todos os campeonatos - Vem de 4 jogos seguidos fazendo gols (todos golaços) - Botou o grupo da morte da Libertadores no bolso - É o único meia do país com 15 G/A na temporada - Carregando totalmente o time desde a era Tite Sinceramente, não acho exagero dizer que essa é a versão mais completa e decisiva dele. Está comendo a bola todos os jogos. Atuações de um nível altíssimo. #MatheusPereira #Futebol #Libertadores
talvez eu esteja meio bêbada de sono e só amanhã eu consiga me expressar bem mas não é exagero dizer que o que o bts fez agora é algo imensurável não só por respeito a eles mesmos mas também em dar visibilidade mundial pra maneira esdrúxula que lidam com a arte asiática no geral #BTS #ArteAsiática #Cultura
O diário de Fauci: ele enganou o Congresso e contava manchetes enquanto os americanos morriam A militância de redação brasileira não deu uma linha sobre o escândalo que tomou as redes nos EUA no fim de semana. No sábado, 25 de julho, o senador Rand Paul, presidente da Comissão de Segurança Interna do Senado americano, tornou público o diário pessoal de Anthony Fauci: 1.140 páginas, de dezembro de 2019 a dezembro de 2022. Fauci foi o homem por trás dos lockdowns, do fechamento de escolas e da pressão pela vacinação obrigatória nos Estados Unidos. O diário foi descoberto pela investigação do Congresso sobre a resposta americana à pandemia, e agora Fauci está intimado a depor sob juramento na quarta-feira. O que as páginas mostram, primeiro, é um homem mais interessado na própria fama do que nos mortos. Ele registra as capas que ganhou, os perfis elogiosos, as bonecas com o seu rosto, a cerveja com o seu nome. Em 21 de maio de 2020, escreveu que não era exagero dizer que era a pessoa mais famosa e comentada do país. Americanos morriam sozinhos em hospitais, idosos morriam sem ver a família. E ele contava manchetes. Mas o narcisismo é o menor dos problemas. O diário mostra que Fauci mentiu. Ao público e ao Congresso. Em 26 de janeiro de 2020, ele já anotava que o mercado de Wuhan não era a fonte do vírus, apenas o amplificador. Em 1º de fevereiro, numa conferência com doze cientistas, apenas dois defenderam a origem natural do vírus. Nas palavras do próprio Fauci, o restante achava que a inserção deliberada era possível (ou seja, a manipulação do vírus em laboratório, para deixá-lo mais transmissível). Ele registrou que Zheng-Li Shi trabalhava havia anos com ganho de função em coronavírus em Wuhan e escreveu: "não podíamos simplesmente ignorar aquilo". Três dias depois, quatro daqueles cientistas circulavam o rascunho do "Proximal Origin", o paper que declarou implausível qualquer cenário de origem laboratorial. O mesmo paper que Fauci passou anos citando publicamente como ciência independente, e que serviu de carimbo para tratar a hipótese laboratorial como "teoria da conspiração". O motivo não é mistério. O laboratório de Wuhan recebeu dinheiro americano por meio de um subcontrato da EcoHealth Alliance, financiada pelo instituto que o próprio Fauci presidia. Quem investiga a origem do vírus acaba investigando quem pagou a conta. E mentiu também sobre a letalidade. Em 8 de fevereiro de 2020, anotou no diário que a taxa de mortalidade era mais próxima de 0,2% a 0,3% do que de 2%. Vinte dias depois, em editorial assinado com Lane e Redfield no New England Journal of Medicine, escreveu que a taxa poderia ser "considerably less than 1%". Em 11 de março, diante do Congresso, disse que a mortalidade ficaria em torno de 1%, dez vezes a da gripe sazonal. Três a cinco vezes o número que ele mesmo tinha escrito em particular. Foi com esse número inflado que se fechou escola, se fechou comércio e se destruiu a vida de milhões de pessoas. Paul acusa ainda Fauci de ter orientado subordinados a destruir registros federais. A imprensa continua tratando Fauci como divindade inquestionável. O diário o coloca em terreno criminal. Biden entendeu isso antes de todo mundo. Em 20 de janeiro de 2025, nos minutos finais do mandato, assinou um perdão preventivo cobrindo qualquer crime federal cometido por Fauci de 1º de janeiro de 2014 até aquela data. Ninguém perdoa preventivamente quem não tem o que esconder, e o diário deixa isso claro. #Fauci #Pandemia #Transparência
🚨 Duas versões sobre o "CASO NEYMAR": • Informação do @geglobo: dirigentes do Santos foram ao CT Rei Pelé para entender o motivo de Neymar ter ido embora do local ontem sem autorização. Todos os titulares do jogo contra a Chapecoense foram ao CT para um trabalho regenerativo, enquanto Neymar ficou poucos minutos no local, tomou café, tirou fotos e foi embora, sem participar da atividade e sem ter sido liberado. Além disso, segundo relatos, o camisa 10 exagerou no tom da cobrança sobre Gabriel Bontempo e João Ananias no jogo, usando um tom desrespeitoso, o que pegou mal com grande parte do elenco. Neymar nega. • Informação do @diariodopeixe: a cobrança foi considerada comum para um ambiente de futebol após um resultado ruim, sem discussão fora do comum. Um dos motivos que levaram Neymar a deixar o CT antes do treino de ontem foi um novo vazamento envolvendo seu nome. O craque ficou incomodado ao ser exposto e entende que esse tipo de cobrança sempre fez parte do futebol. Na visão de Neymar, seu nome foi usado mais uma vez para desviar o foco de problemas do Santos. Neymar tem uma relação boa com a maior parte do elenco e sempre foi visto como ídolo por grande parte dos atletas, mas não é unanimidade. Alguns jogadores se incomodam com as cobranças e com a rotina especial do camisa 10. Com a diretoria, a relação é desgastada com um dos integrantes do Comitê de Gestão, Daniel Alves, e com Marcelo Teixeira Filho, conselheiro do clube e filho do presidente Marcelo Teixeira. Neymar chegou a cobrar a dupla no vestiário e a presença de ambos incomoda outros jogadores. 📸 Raul Baretta/SFC #Neymar #SantosFC #Futebol
@Santicius12 Acabo de ver esto justo en un tren rumbo a Barcelona. La vida no tiene sentido. Qué locura loco, aguante el fútbol, es lo más grande que hay. Yo amo la pelota igual que amo la comida, no exagero. #fútbol #vida #Barcelona
☢️ Reflexão da Cooperativa: nesta, vai ser difícil dizer que a culpa é do Passos. Porquê? Porque ele avisou em fevereiro deste ano que a nomeação de Luís Neves era uma imprudência. Muitos, ou até quase todos, trataram a intervenção de PPC como mais uma birrinha política. Um exagero. Um preciosismo constitucional. Uma implicância de quem já não manda mas quer marcar a agenda política. Afinal, diziam, se o homem é competente, qual é o problema? E agora camaradas, já perceberam o problema? O princípio. A realidade voltou a bater de frente e a dar razão ao Pedro. A democracia não vive apenas de boas gentes e competência, que escasseiam, é verdade. Vive de boas regras. E as boas regras existem precisamente para os dias em que as pessoas falham ou nos enganam. ➡️➡️Quando quem dirige a nossa polícia criminal passa diretamente para o governo, deixa de existir a fronteira que nunca deveria ficar esbatida. Não porque se presuma corrupção. Não porque se suspeite de má fé. Mas porque o poder democrático não pode depender da boa vontade de ninguém. Depende de distâncias. De travões. De separação de poderes. De instituições que se controlam umas às outras em vez de se confundirem. E foi exatamente isso que Passos Coelho disse.⬅️⬅️ E hoje, independentemente do desfecho judicial do caso do atrelado (e o resto, incluindo o tanque apiscinado, ou se preferirem, a piscina mascarada de tanque) a discussão voltou precisamente ao mesmo sítio. Não é por existir uma condenação, não existe. Não é porque esteja provado qualquer crime, não está. É porque bastou surgir uma situação desta gravidade para o país inteiro perceber porque é que aquelas fronteiras existiam. Afinal isto não era só uma formalidade. Era uma proteção. Protegiam o próprio ministro. Protegiam a polícia. Protegiam a investigação. Protegiam a confiança dos cidadãos. Quando um bem apreendido numa megaoperação antidroga aparece nas instalações de um empresário amigo do antigo diretor da PJ, hoje ministro, a pergunta deixa de ser apenas sobre o que aconteceu? A pergunta passa a ser como é que chegámos ao ponto de isto poder sequer acontecer sem destruir a confiança nas instituições? A da PJ, estaria sempre, perante um ato negligente, Luis Neves, enquanto responsável da PJ, também, mas agora, na posição de MAI, que garantias temos de que o tema vai ser tratado adequadamente, com independência, sem receio, sem desvios. O que pode o MAI, que tutela a PJ, fazer perante um caso do qual ele foi protagonista? Percebem a gravidade da coisa? Adiante. É aqui que a política portuguesa revela o seu pior vício. A arrogância de achar que as regras são obstáculos para os outros. Que os avisos são só exageros. Que os princípios só servem para as aulas de direito constitucional e seus derivados. É sempre assim. As democracias não implodem de um dia para o outro. Vão-se desgastando aos bocadinhos. Um precedente aqui. Uma exceção acolá. Um "não faz mal" hoje. Um "o gajo é bom pá" amanhã. Até que ninguém consegue explicar onde acaba o Estado e começam as relações pessoais. ⚠️Depois, um dia, chega o ingrediente que nunca falha numa mudança de regime; uma crise. Uma quebra da qualidade de vida. A sensação de que quem manda já não responde perante ninguém. É nessa altura que o cidadão já não quer reformar o sistema e passa simplesmente a querer substituí-lo. As revoluções raramente começam por causa de um atrelado. Começam quando milhares de pequenos atrelados vão convencendo um povo de que as regras já só existem para quem não manda. A maior irresponsabilidade de uma democracia nunca vem dos seus inimigos. Vem dos seus próprios protagonistas quando, por conveniência ou excesso de confiança, começam a destratar os princípios. Protagonistas que abrem fissuras nas paredes não podem depois pedir ao povo que admire o edifício quando ele está a estalar por todos os lados. Pedro, tu tens sempre tanta razão. Até eu começo a achar que a culpa é tua, a culpa de não voltares quando o povo exige que o faças.🥸 o dono da cooperativa 🎶🎵Passos, vai em frente, tens aqui a tua gente🎶🎵 Nota: não que eu tenha qualquer tipo de relevância, não tenho, nem nunca estive envolvido na política. Se Pedro Passos Coelho voltasse, era dos primeiros a juntar-me à causa. #Democracia #Política #Instituições
Percebam que, desde que Alexandre de Moraes tornou o Presidente @jairbolsonaro ainda mais incomunicável em seu cativeiro político, a chamada “direita permitida” abandonou qualquer preocupação em disfarçar seus movimentos. A mais nova investida de sucessão de acontecimentos não deixa dúvidas que não há inocentes, burros, gagás e nem coincidências. As estratégias são cuidadosamente coordenadas. Toda a orquestra está empenhado em eleger lula para então enterrar Bolsonaro e os presos políticos do 8 de janeiro vivos e então se colocarem como a “oposição autorizada” em 2030. Só que eles sabem que mais 4 anos de lula não haverá 2030. O ponto de honra é enterrar de vez a voz do povo e seguirem inabalavelmente sendo os suprassumos da “verdade alternada autorizada” na República Democrática do Braziquistão, não importando o custo para a nação. Não há mais o que por nem tirar. É o fato! Diante do evidente movimento cabe ao povo observar os fatos, refletir, tirar suas próprias conclusões e não se eximir de votar em outubro. Esta, sem exagero algum, é a última chance que o Brasil tem de resgatar os presos políticos e o que sobrou de nossa democracia. Vide Maduro, Ortega e demais aliados do filho da organização. #Brasil #Democracia #DireitosHumanos
📌 Até um dia, Bigode Criativo! 👨🏻 Francisco Trincão é um daqueles jogadores que, ou se ama de imediato, ou tem de se aprender a amar progressivamente. Para os que sabem realmente o que é o futebol, é amor à primeira vista. Para os mais impacientes, pessimistas e enrugados, só a sua magia os pôde seduzir. E a história de Trincão no Sporting é a prova de que o tempo será sempre amigo de quem sabe o que é o futebol e de quem trata a bola por tu. Uma chegada que foi muito cobrada com o exagero leonino habitual de querer outro Sarabia, como se alguma vez existissem 2 jogadores iguais. A juntar a isso, a ideia de ter chegado ao Sporting pelo jeitinho dado ao seu empresário, e não porque o Treinador, à época, não tivesse tanto para lhe oferecer e conhecesse o seu potencial como ninguém. Afinal de contas, mesmo não correndo bem essa experiência, quem chega ao Barcelona com 20 anos vindo de Braga não pode ser apenas um pára-quedista com a bola nos pés. O primeiro ano e meio de Trincão com a listada verde e branca foi uma montanha russa, mesmo com bons números, mas faltava dar aquele click, faltava espevitar o jogador para outro patamar psicológico naquilo que, acima de tudo, é o que mais diferença faz: a confiança. O próprio Trincão quis muito agarrar toda a sua qualidade e a oportunidade que o seu Clube do coração lhe ofereceu, dando um salto físico e competitivo impressionante. E quando, em Janeiro de 2024, teve de assumir as rédeas, nunca mais largou o lugar que havia conquistado. A magia de Francisco fez-se sentir, em toda a escala, pelos relvados portugueses e pelos campos da UEFA. O futebol tricotado e rendilhado, o pé esquerdo que abraçava a bola como se de um parente querido se tratasse, o remate seco e colocado, o cruzamento preciso e o último passe refinado. Um jogador que muitas vozes acusavam de desaparecer nos grandes jogos mas que se tornou no melhor marcador em derbies desde Liedson. Um abre-latas na sua essência, um atleta que chegou com um rótulo descritivo de ser apenas mais um extremo moderno canhoto, e saiu como um verdadeiro “10” à antiga, um protótipo de jogador em vias de extinção! Falar de Trincão é falar do genial golo a meio do meio-campo contra o Nacional para desmontar um autocarro. É falar do tricotado sobre a defesa do Casa Pia para servir Bragança. É falar da cueca magistral a António Silva que consagrou a dobradinha. É falar da arrancada contra o City que deu no 3-1. É falar da jogada Maradoniana contra o Estoril. É falar do jogo interior coletivo que levou ao golo do empate em Bilbao. É falar do golaço do empate em Guimarães que ofereceu um ponto crucial. É falar do madrugador golo que gelou a Luz e abriu o caminho do Bi. É falar de como se leva uma equipa toda para a frente e de como jogar entrelinhas. Mas nem tudo se resume ao que é ser criativo, porque o talento não se vê só com a bolinha no pé. É falar do primeiro defensor em campo que mostrou que era possível conjugar a magia com o sacrifício em prol de um bem maior. É ver um jogador a correr 60 metros no Jamor perante um cenário catastrófico, e já com 120 minutos nas pernas, para roubar a bola ao adversário que seguia para o golo. É ver a recuperação gigantesca contra o Bodo Glimt na primeira parte para evitar o perigo. É testemunhar como, numa equipa assombrada por lesões, se assumiu como um totalista em minutos, sem qualquer problema físico, o que o tornou num dos principais heróis do Bi e o deixou entre os Imortais. Dificilmente haverá jogador na história do Sporting que tenha corrido e jogado tanto como Trincão no drama de 24/25 que terminou em final feliz. A história de Trincão no Sporting acabou, possivelmente, mais cedo do que devia. Ainda havia mais para dar. Ainda havia mais para conquistar e recuperar. E a porta está sempre aberta para aquele que conquistou o coração de Alvalade vir concluir a sua história com a glória que lhe merece estar associada. 2 nomes que merecem construir o seu próprio final feliz. #Futebol #Sporting #Trincão