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#Resistência

A história mostra que muitos líderes e figuras públicas que enfrentaram perseguições, prisões ou restrições políticas acabaram fortalecendo sua imagem. Nomes como Nelson Mandela, Václav Havel e Lech Wałęsa transformaram períodos de adversidade em símbolos de resistência. O tratamento dado a Jair Bolsonaro tem ultrapassado os limites da razoabilidade e levantado preocupações sobre garantias fundamentais, liberdade de expressão e o devido processo legal. As sucessivas medidas restritivas apenas reforçam sua imagem política, em vez de enfraquecê-la. A história ensina que, em democracias, os acontecimentos são julgados não apenas no calor do momento, mas também pelo tempo. Nenhum poder dura para sempre. Quem hoje se vale dele para perseguir adversários pode até vencer por um tempo, mas a história costuma ser severa com aqueles que confundem autoridade com abuso. #LiberdadeDeExpressão #Resistência #Democracia

Ante la nueva monstruosidad cometida por la Fiscalía y el TCE de Noboa, debemos estar más unidos y organizados que nunca. Por eso le pedimos a toda nuestra militancia y simpatizantes bajar la appRC5 para una comunicación eficaz. ¡Hasta la victoria siempre!✊🏼 #NosGobiernanDelincuentes #Unidad #Comunicación #Resistencia

Un nuevo ensayo realizado por Real Ice en Nunavut ha demostrado que la aplicación de agua marina sobre la nieve durante el invierno puede engrosar el hielo del Ártico hasta 32 centímetros, lo que podría mejorar la resistencia de la capa helada y ofrecer beneficios a las comunidades inuit en sus desplazamientos y actividades de caza. #CambioClimático #HieloÁrtico #InnovaciónCientífica

¿Puede una nueva técnica hacer más resistente el hielo del Ártico? Un ensayo logra engrosarlo hasta 32 centímetros en un solo verano

José Carlos Gómez Viera, un panadero anarquista asesinado el 19 de julio de 1936 durante la resistencia de Arucas al golpe de Estado en España, es recordado por su familia como un defensor de la libertad y la justicia, y su historia será homenajeada en un evento que busca mantener viva la memoria de quienes lucharon por la democracia. #RepresiónFranquista #MemoriaHistórica #Arucas

José Carlos Gómez Viera, el panadero asesinado durante la defensa de Arucas frente al golpe de Estado de 1936

Donald Trump está implementando una estrategia de paz mediante la fuerza para doblegar a Irán, intensificando los ataques militares y buscando forzar su capitulación, pero hasta ahora no ha logrado los resultados esperados, lo que ha llevado al Pentágono a considerar nuevas opciones agresivas, incluyendo bombardeos a gran escala y una posible invasión de la isla de Jarg, mientras Irán mantiene su resistencia y capacidad de respuesta. #Trump #Irán #Guerra

Trump busca (y no encuentra) la vía para doblegar a Irán

El petrismo está tan mal de liderazgos por no decir literalmente en el fango, que ahora tratan de vender a un bodeguero deportado de los EEUU como símbolo de resistencia. Señores, no pasen más verguenzas, se consiguen mejores productos en televentas. #petrismo #liderazgo #resistencia

CONSEGUIIIMOOOS! SHEILA CAMPEÃ 🏆 MINHAS PEDRAS 💎 Histórico, emocionante e de chorar de orgulho! Aos 52 anos, Sheila Barbosa — mulher preta, nordestina, capitã da PM, psicóloga, professora de matemática e orgulhosamente cria da periferia de Salvador — consagrou-se a primeira mulher campeã da Casa do Patrão. Essa coroa não é apenas um prêmio; ela carrega o peso das lágrimas, da resistência e da alma de quem a vida inteira teve que lutar o dobro para ser ouvida. Sheila não apenas venceu um reality; ela lavou a alma de milhões de pessoas que hoje se enxergam no topo com ela. ​Essa vitória monumental foi desenhada com o suor e a entrega de uma torcida que nunca a deixou cair. Cada vez que a nossa Capitã "tava na reta", o peito do fandom apertava e a internet virava um campo de batalha. Foram madrugadas em claro com dedos calejados em votações incansáveis, comentários blindando sua honra contra as injustiças e postagens desesperadas de amor que ecoavam a nossa fé. Vocês não apenas torceram; vocês lutaram pela Sheila como quem luta pela própria mãe, irmã ou por si mesmo. ​Obrigado por nos mostrar que é possível, Capitã. A periferia venceu, o Nordeste chora de alegria e o Brasil inteiro se curva diante da sua força! 😭❤️🏆 ​#CampeãSheilaBarbosa #TeamSheila #CasaDoPatrao #MulherPretaEmpoderada #CampeãSheilaBarbosa #MulherPretaEmpoderada #TeamSheila

O artigo de José António Rodrigues do Carmo discute a escalada de tensões entre o Irão e os EUA, comparando conflitos à porta de uma discoteca e argumentando que a estratégia de pressão americana pode falhar devido à resistência ideológica e à disposição da Guarda Revolucionária iraniana em suportar sacrifícios em nome da sua revolução. #Irão #EUA #EstratégiaAnaconda

Killing me softly
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El Proyecto Astarté, coordinado por el Hospital Virgen Macarena, ha demostrado la eficacia de la temocilina, un antibiótico desarrollado en los años 80, como alternativa efectiva y segura para tratar infecciones por enterobacterias multirresistentes, ofreciendo una solución en un contexto de creciente resistencia a los antibióticos actuales. #temocilina #superbacterias #antibióticos

Un antibiótico 'vintage' para luchar contra las infecciones por enterobacterias multirresistentes
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La venta de viviendas exprés ha terminado debido a la resistencia de los compradores ante los altos precios, lo que ha triplicado el tiempo promedio de cierre de ventas hasta alcanzar las nueve semanas, mientras que el ritmo de operaciones de compra ha caído un 7,3% en mayo, marcando su quinto mes consecutivo de descenso y reflejando una mayor cautela entre los compradores frente a la elevada inflación y el encarecimiento de la vivienda. #Vivienda #MercadoInmobiliario #Compraventa

Se acabó la venta de vivienda exprés: la resistencia de los compradores a los precios triplica los plazos hasta las nueve semanas

Diretores escolares criticaram as declarações do primeiro-ministro Luís Montenegro sobre a resistência dos professores à digitalização da correção dos exames nacionais, classificando-as como um murro no estômago que gerou desalento e revolta entre os docentes. #ExamesNacionais #Educação #Professores

Exames. Declarações de Montenegro foram "murro no estômago"

Montenegro, os Exames Nacionais e os Bodes Expiatórios do Governo Em que um primeiro-ministro descobre, meses depois de todos os outros, que nem toda a gente concordava com o projecto que ele próprio lançou Há uns anos, quando ainda vivia a fase de organizar mudanças de casa com a ajuda de primos e cunhados, aprendi uma lição que nenhum manual de gestão ensina com a mesma clareza que um dia de caixotes e escadas: não se distribui trabalho a quem discorda do plano sem que isso volte, mais cedo ou mais tarde, sob a forma de uma caixa mal fechada ou de um móvel arranhado. Não é malícia. É apenas o que acontece quando se pede a alguém que execute uma ideia em que não acredita — a coisa acaba sempre por se notar nas juntas. Foi mais ou menos essa a cena que Luís Montenegro nos ofereceu esta semana, em Setúbal, nas jornadas do PSD/CDS. A poucas horas do fim das correcções dos exames nacionais, com professores a trabalhar contra-relógio e famílias em suspenso há semanas, o primeiro-ministro decidiu que era a altura certa para apontar o dedo: "aqui e ali tem havido alguma resistência" à digitalização das provas, disse, sublinhando que os professores "não têm todos a mesma opinião sobre este processo" e que isso "perturba o processo em si". Fê-lo, garantiu, "não para sacudir responsabilidades, nem para acusar ninguém" — a frase mais desmentida pela própria frase que se segue de que há memória recente. A reacção não se fez esperar. Filinto Lima, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, chamou às declarações o que elas são: imprudentes, infelizes, e inúteis para resolver o que quer que fosse — "inflamou os ânimos", disse, numa altura em que os classificadores fazem "tudo por tudo" para que as pautas saiam a tempo. E aqui está o busílis: o que falhou, segundo quem esteve no terreno, não foi a boa vontade dos professores, foi a digitalização de milhões de páginas e uma plataforma que "não foi amiga" de quem tinha de a usar todos os dias. Ora, Montenegro não inventou este género de argumento — apenas herdou-o e agravou-o. Desde Junho que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, vinha ensaiando a mesma partitura, sempre com um culpado novo à mão. Primeiro foram as escolas, acusadas de convocar para a correcção professores já falecidos, ou de não entregarem todos os exames às forças de segurança para transporte até à Casa da Moeda. Depois vieram os próprios professores, criticados por agrafarem a prova em cima do código QR, complicando a leitura digital das folhas. Mais tarde, já com o calendário atrasado, a bola passou para os pais, "imprudentes" por terem marcado férias justamente nesta época. Só esta semana, e pela primeira vez, o ministro reconheceu publicamente o trabalho dos classificadores e pediu desculpa pelos erros sucessivos. Um mês, um bode expiatório — e a acusação de Montenegro não é senão o mais recente episódio de uma série que já vai longa. É como culpar sucessivamente o condutor, depois o sinal de trânsito, depois o passageiro, pelo mesmo engarrafamento — quando a estrada, desde o início, só tinha uma faixa para o volume de carros que ali passou a circular. Peter Drucker dizia que "a cultura come a estratégia ao pequeno-almoço" — e não haverá frase mais aplicável a este episódio. Podia o Governo ter a melhor estratégia de digitalização da Europa; se não levou consigo, desde o primeiro dia, quem teria de a operar — nem verificou se a plataforma aguentava o volume real de páginas, nem se os professores tinham sido devidamente preparados — a estratégia fica reduzida a um powerpoint bonito e a uma sucessão de culpados trocados a cada mês que passa. E aqui chegamos ao verdadeiro problema, que não é de comunicação nem de tacto — é de sequência. Um gestor competente não descobre a resistência da sua equipa quando já não há tempo para a resolver. Descobre-a no dia zero, quando ainda pode ajustar o plano, reforçar a formação, ou simplesmente ouvir porque é que uma parte dos seus colaboradores não está convencida. Descobrir a discórdia às portas do prazo final, e responder-lhe com uma acusação pública — depois de meses a repetir o mesmo gesto com escolas, professores e pais, sucessivamente — não é liderança. É o gestor que chega à missa depois de esta ter terminado, e ainda assim se queixa de que os fiéis já não estão sentados. Se há uma coisa que este episódio nos ensina, caro leitor, é que a resistência de quem executa raramente é o problema — é o sintoma. E os sintomas, ao contrário do que por vezes convém a quem está no poder, não se corrigem com um discurso, nem com um culpado novo a cada semana. Corrigem-se olhando para a doença que os produziu, mesmo que essa doença tenha sido, desde o início, uma decisão mal preparada lá em cima. #Política Portuguesa, #Educação, #Exames Nacionais, #Luís Montenegro, #Gestão Pública, #Governo, #reforma educativa, #Exames, #correcção de provas

Ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou na cerimônia de abertura do encontro Ciência e Inovação que 99% das respostas dos exames nacionais já foram corrigidas e garantiu que as classificações serão divulgadas na próxima sexta-feira, enquanto Luís Montenegro enfrenta críticas por suas declarações sobre a resistência dos professores à digitalização dos exames. #Noticiário #Educação #Governo

As notícias das 12h
Milena 5d

Obrigada Pauleteh ❤️✊🏾não é fácil está na nossa pele muito se prega país livre mas sabemos que está longe de ser …ainda tenho que ler que estou me vitimizando 😂só rindo mesmo ,nem valend 5 milhões eu fiz isso acham mesmo que aqui fora vou fazer?não tem lógica .vou mostrar para esses racistas quê internet não é terra sem lei #JustiçaSocial #Igualdade #Resistência

Eu coloco a minha cabeça no cepo. Eu digo aos meus colegas no Governo que não tenham receio de modernizar os serviços que tutelam, que não tenham receio de enfrentar as resistências que há dentro dos seus serviços

Montenegro garante reformas apesar das "resistências"
observador.pt

O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que continuará com as reformas na educação e saúde, e reforçou o compromisso do governo em reduzir a burocracia e modernizar os serviços públicos, em meio a resistências, antes do debate do Estado da Nação. #EstadoDaNação #LuísMontenegro #Reformas

Montenegro garante reformas apesar das "resistências"

O medo que o sistema demonstra em relação a Jair Bolsonaro é algo que talvez não se veja desde os tempos de Getúlio Vargas. O desespero diante da possibilidade de que qualquer gesto ou atitude dele possa beneficiar Flávio Bolsonaro chega a ser até engraçado. O pior é que Alexandre e os liberais parecem não perceber que estão fortalecendo o bolsonarismo. Ao agir dessa forma, transformam ser bolsonarista um símbolo de resistência: somos exilados, perseguidos, torturados, censurados e vítimas de arbitrariedades sem fim. A história mostra que esse tipo de processo deixa marcas profundas e continua ecoando por gerações. Marquem minhas palavras: vamos vencer esta eleição. Com sangue, suor e lágrimas, mas nada diferente do que sempre foi para a gente. Vamos retomar o nosso país e libertar o nosso povo. #Bolsonaro #Eleições2024 #PolíticaBrasileira

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta

Desde allí arriba, en la cima, miraba a los demás tenistas y sabía que era superior, pero temía mi flaqueza: la resistencia. El desfallecimiento en Roland Garros me obligó a centrarme en lo físico y ahora soy otro, un jugador más duro.

Sinner evoluciona para derrotar al mejor Zverev y levanta su segundo Wimbledon consecutivo
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E

Jannik Sinner ha demostrado su evolución al superar su debilidad en la resistencia, al derrotar al mejor Alexander Zverev en una emocionante final de Wimbledon de casi cuatro horas y así conquistar su segundo título consecutivo y el quinto Grand Slam de su carrera. #Wimbledon #Sinner #GrandSlam

Sinner evoluciona para derrotar al mejor Zverev y levanta su segundo Wimbledon consecutivo