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#filhos

A última apresentação da Preta Gil no palco e ao lado do pai, Gilberto Gil, cantando "Drão", música que o pai fez para Sandra Gadelha, sua terceira esposa e mãe de três de seus filhos (Pedro, Preta e Maria). Depois Preta foi pro hospital. #PretanaGlobo https://t.co/hpQZZllyWx #PretaGil #GilbertoGil #Música

Um ministro do STF chamou de “patética” a alegação de que Bolsonaro está sendo isolado. Para justificar, somaram consultas médicas, sessões de fisioterapia e reuniões com advogados até chegar ao número de 185 visitas. Mas atendimento de saúde e direito de defesa não substituem o convívio familiar. Das 185 visitas, apenas 31 foram dos filhos. A cada nova decisão, fica ainda mais evidente a perseguição contra Bolsonaro e a tentativa de afastá-lo da própria família. #Bolsonaro #STF #Justiça

Jamesons 18h

TÃO DEIXANDO A GENTE SONHAR!!! Os fãs da Wanda repararam que o Dr. Destino parece usar magia rúnica, semelhante a Wanda, na sua armadura. Isso me lembra que dia 14 de outubro vai estrear a série VisionQuest no Disney+. É o capítulo final da trilogia iniciada com WandaVision. E se o programa tiver os mesmos 9 episódios de WandaVision e Agatha Desde Sempre, a série vai terminar EXATAMENTE uma semana antes da estreia de Vingadores: Dr. Destino. Será que a Wanda pode retornar ao MCU nesse episódio final? Seria épico. Imagina só se a Wanda retorna nesse episódio. E na semana seguinte já aparece nos Vingadores. E mais do que isso, pensem que a Wanda pode retornar e encontrar o marido e os filhos, antes dados como mortos, todos agora vivos, bem e esperando por ela. A série termina e aparece na tela: Scarlet Witch, Vision, Wiccan and Speed will return in Avengers: Doomsday 🤯 #Marvel #ScarletWitch #DisneyPlus

Como em toda eleição, o sistema, que sempre teve no consórcio da imprensa seu principal porta-voz e que, a cada ciclo eleitoral, apenas muda de disfarce, seja passando pelos “isentões”, pela “terceira via” e, agora, pelos chamados “permitidos, atua de forma uníssona na tentativa de enterrar vivos Jair Bolsonaro e SEUS FILHOS. Curioso é que sem Bolsonaro, nenhum grupo destes hoje teriam chegado onde chegaram. O preço que ele paga hoje é o esquecimento proposital, censura, tortura, prisão ilegal e até possível morte. Quanto aos perseguidos políticos do 8 de janeiro, esqueçam. Eles são usados pelos citados como exemplo para que o povo obedeça seus direcionamentos econômicos e sociais. #Eleições2024 #LiberdadeDePressa #PolíticaBrasileira

Como em toda eleição, o sistema, que sempre teve no consórcio da imprensa seu principal porta-voz e que, a cada ciclo eleitoral, apenas muda de disfarce, seja passando pelos “isentões”, pela “terceira via” e, agora, pelos chamados “permitidos, atua de forma uníssona na tentativa de enterrar vivos Jair Bolsonaro e SEUS FILHOS. #Eleição2024 #JairBolsonaro #Imprensa

FIIIIIM DE JOGO NA FAZENDINHA! 🏴🏳 Goleada dos #FilhosDoTerrão Sub-20, que assumem a liderança do grupo 01 do Paulistão da categoria! 👊🏽 Corinthians 7 🆚️ 1 Ponte Preta ⚽️⚽️⚽️ Luizinho ⚽️⚽️ Caraguá ⚽️ Nicollas ⚽️ Araújo #VaiCorinthians https://t.co/haQ0wNCaAi #Futebol #Paulistão #Corinthians

direi aos meus filhos que eu vi o jogo de disputa de 3º lugar da Copa do Mundo de 2026 https://t.co/jw1kXkgpbN #CopaDoMundo #futebol #esporte

Se os filhos do preso são políticos, o intuito de vedar atividade política NÃO justifica proibir os filhos de ver o pai. Não há respaldo jurídico para tal decisão. #DireitosHumanos #Justiça #Liberdade

Meu pai está preso injustamente e agora proibiram até que os próprios filhos o visitem. Trinta dias sem poder ver o meu pai, meu irmão Flávio, noventa. Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome. Pai, estarei sempre com o senhor. #Justiça #Liberdade #DireitosHumanos

Pelo que tive ciência, alexandre proibiu, em questão de segundos após a PGR, visitas de TODOS os FILHOS ao PAI. Eu creio, tenho fé e força… #Família #Esperança #Justiça

Lula 4d

Hoje visitei no Rio de Janeiro uma das unidades da Carreta da Saúde da Mulher, que oferece uma série de exames e serviços, como mamografia, consultas ginecológicas e ultrassonografias, além de acolhimento. O foco é na prevenção e no diagnóstico precoce. Já são 92 desses veículos rodando o país. Até o fim do ano, a estimativa é de que sejam 150. Os caminhões já alcançaram mais de 3 mil municípios e realizaram mais de 600 mil atendimentos gratuitos pelo SUS. A prioridade ao cuidado com as mulheres é mais do que essencial. Elas são maioria da nossa população. São as que mais usam o sistema de saúde. As que mais se cuidam. E as que em regra acompanham filhos, pais e avós nas consultas. São guardiãs da saúde da população brasileira. 📸 @ricardostuckert #SaúdeDaMulher #Prevenção #SUS

A Seção 9 do Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF trata da propriedade de multiclubes. O próprio título da seção já deixa isso evidente. Se ainda restasse alguma dúvida, o artigo 85 reforça de forma expressa: "Esta seção estabelece as regras e vedações aplicáveis à multipropriedade de clubes." Como é público que Leila Pereira não é proprietária do Palmeiras, e que Palmeiras e Vasco não configuram uma estrutura de multipropriedade, esse ponto, por si só, já seria suficiente para afastar qualquer conflito com o regulamento. Mas vamos além. O artigo 86 define os critérios para caracterização de controle e influência e considera também parentes de até segundo grau, citando expressamente, entre parênteses: pais, filhos e irmãos. Enteado não aparece nessa relação. Ainda assim, vamos forçar a interpretação e admitir, apenas para fins de argumentação, que enteado pudesse ser equiparado a filho, embora isso não esteja previsto no regulamento. Mesmo nesse cenário, o próprio artigo 86, em seu § 3º, prevê mecanismos para sanar eventual conflito de interesses. Entre eles está o blind trust. O que é um blind trust? Trata-se da transferência temporária da gestão dos ativos para um administrador independente enquanto durar o potencial conflito de interesses. Esse, inclusive, é um mecanismo utilizado pela UEFA em situações de multipropriedade quando clubes ligados ao mesmo grupo disputam a mesma competição. Portanto, mesmo adotando uma interpretação extremamente ampla — primeiro ao considerar que o caso se enquadraria como multipropriedade e, depois, ao equiparar enteado a filho —, ainda assim não haveria impedimento para a compra da SAF do Vasco por Lamachia. Bastaria a adoção de um blind trust até o fim do mandato de Leila Pereira na presidência do Palmeiras, em dezembro de 2027. Ou seja, é preciso forçar a interpretação duas vezes para sequer cogitar a existência de um conflito. E, mesmo assim, o próprio regulamento oferece uma solução expressa. Apesar disso, o presidente do clube rival insiste em tratar o assunto como se houvesse um impedimento intransponível. É uma postura de quem frequentemente extrapola os limites da própria gestão para opinar e tentar ditar regras sobre temas que nem lhe dizem respeito. Neste caso, porém, a narrativa não se sustenta diante do texto do regulamento. Não há qualquer dispositivo que impeça a venda da SAF do Vasco nessas circunstâncias. #Futebol #Multipropriedade #Regulamento

.@BolsonaroSP, um filho que foi para os Estados Unidos em uma viagem com a família e não pode mais voltar, inclusive tendo suas contas e as de sua esposa bloqueadas sem embasamento algum, mesmo tendo duas crianças para alimentar. Hoje, mais um absurdo jurídico é inventado, e outro filho é impedido de falar com o próprio pai (@FlavioBolsonaro ). Quem é complacente com o que vem ocorrendo no Brasil há alguns anos sabe o que está acontecendo e quer se colocar como uma oposição permitida. Pouco se importam com a liberdade, preocupando-se apenas com um projeto infantil e pessoal de poder de um grupelho. Quem pensa no Brasil sabe o que deve fazer e como fazer. Estamos juntos pelo resgate da democracia no Brasil, independentemente do que acontecer com nossas vidas. Elas já não pertencem apenas a nós. Temos que pensar no que acontecerá com nossos filhos. #Brasil #Democracia #Liberdade

Zahara e Maddox, filhos de Angelina Jolie e Brad Pitt, AVANÇARAM no processo para RETIRAR oficialmente o sobrenome “Pitt” de seus nomes legais. https://t.co/kwN7M8IdbQ #AngelinaJolie #BradPitt #celebritynews

Hoje é dia de #TBT de respeito! 🔙 Vamos reviver a emoção de um grande momento: o lançamento da collab Fiel de Origem Louco, na #CasaDoPovo, ao lado da Fiel Torcida. 🏴🏳️ Foi um dia de celebração, memória e legado. Os filhos do Maestro, Sabotage Jr. e Tamires, foram homenageados, reforçando que o legado segue vivo! Os produtos estão disponíveis novamente 👉🏾 Rede Poderoso Timão, Fiel De Origem Louco e Shoptimão. #Sabotage #FielDeOrigemLouco #VaiCorinthians #TBT #Fiel #Corinthians

São 500 milhões em cinco anos para investimentos no time, 120 milhas no CT em 10 anos, 30 milha na base em dois anos. Além disso cobrir o fluxo de caixa por cinco anos (quando necessario), pagar toda a recuperação judicial. Quer mais o que, filhos? Melhor que isso não aparece não #Investimento #Futebol #Desempenho

Eis o que vai virar a lei da misoginia: chamar uma primeira-dama (ou qualquer mulher) de 'gastadeira' poderá ser enquadrado como misoginia, um "crime" imprescritível e inafiançável. É gastadeira mesmo. E irresponsável com dinheiro público, exibicionista, egocêntrica e deslumbrada. E ainda acha que é única primeira-dama que "trabalhou". Patética. Parabéns, congressistas imbecis. Aprovem a lei mesmo, para que vocês mesmos, seus filhos e seus netos se f*dam. Emasculados políticos. https://t.co/nT1qo7tMc5 #Misoginia #Legislação #Política

Mas, para o Alexandre de Moraes, o problema é o Bolsonaro escrever uma carta e ver os seus próprios filhos. Impossivel não ver o quão no fundo do poço da inversão de valores o Brasil está… https://t.co/UjIKnWYUvo #Brasil #Política #Liberdade

Você que é pai/mãe. Imaginem um juíz NUMA CANETADA te proibir de ver e conversar com seus filhos. Exceto medidas protetivas em casos de agressão/abuso, isto não tem absolutamente NENHUM fundamento jurídico. É selvageria e revanche legal. #DireitosFamiliares #Justiça #PaiEMãe

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta