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#ingenuidade
Mariana Brito Garschagen 2w

Mariana Brito Garschagen stated that it would be naive or intellectually limited to believe that the breaking of telephone and bank secrecy proved someone's integrity. She also questioned whether those people were unaware of the use of "fronts." #ingenuidade #transparência #fraude (translated)

2989
The Investor 3w

The Investor stated that the nomination of Bessias would not have been rejected by an independent decision of the Senate, but by the opposition of the Alexandrina faction. He also said that the Senate was merely doing what the STF wanted and warned that if Lula nominated four more people, the Executive would be finished. #Senado #Política #Lula (translated)

3004
Jones Manoel 3w

Jones Manoel stated that Flávio Bolsonaro was the most voted candidate in polling places located in areas of Rio de Janeiro dominated by militias, which, according to him, represented a serious warning. He described the militias as criminal organizations that extorted residents, controlled services, and infiltrated the State to profit and impose fear in the peripheries and communities. Manoel said that electoral results in areas under the control of organized crime could not be treated as coincidence. In his assessment, the preference for candidates in these regions strengthened crime in power and protected mafias that harmed Rio de Janeiro. He argued that Flávio Bolsonaro's candidacy should be blocked and that President Lula should be reelected. #Milícia #CrimeOrganizado #Eleições2023 (translated)

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O Fura-Redes 4w

Fura-Redes questioned the idea that André Villas-Boas, president of FC Porto, was upset with a meme and described that interpretation as naive and revealing of a lack of ability to read between the lines. He said that the conflict between the allies of Sporttv and LiveMode was inevitable and had started later than he expected. He added that Sporttv had not been associated without reason with the "tentacles of Pinto da Costa's octopus." #FCPorto #AndréVillasBoas #Sporttv (translated)

3017
Chris 4w

Chris told a joke about a criminal hearing in which, according to the account, a witness said she was a girl and had left work at 3 a.m. to meet the defendant. The judge asked what her profession was, and the witness replied that she was a sex worker. Chris said he liked the naivety of the situation. #humor #justiça #testemunha (translated)

3025
Pensar a História Sep 16

Esse discursinho da Carmen Lúcia, piegas, pseudo-moralista, cheio de falsa humildade e ingenuidade fingida, se colocando como foco do próprio discurso, se autopromovendo, subindo em pedestal de superioridade pra receber atenção e atrair holofotes, é só mais um dos sintomas da síndrome de protagonismo que tem destruído a Justiça brasileira. É péssimo ver como a esquerda ainda cai fácil em lábia de lavajatista querendo confete. #Justiça # Política #Lavajatismo

18435
Andre Marsiglia Sep 10

🚨Acreditar que Fachin retirar de Moraes o inquérito das fake news o impedirá de criar amanhã o “inquérito das fake news 2”, com o apoio dos ministros aliados, é muita ingenuidade. #FakeNews #Ministros #Inquérito

22003
Karina Michelin Sep 10

A retirada de Alexandre de Moraes da condução do Inquérito 4.781 não significa o fim do inquérito, muito menos uma ruptura de Edson Fachin com o modelo criado dentro do próprio Supremo. Ao contrário; torna ainda mais necessário olhar para quem agora assume o controle da crise. O inquérito foi instaurado por Dias Toffoli em 2019, sem distribuição ordinária, e Moraes foi designado relator. Mas foi Fachin, como relator da ADPF 572, quem defendeu juridicamente sua constitucionalidade. Em 2020, seu entendimento prevaleceu por 10 a 1. Ou seja: quem hoje retira Moraes da condução ajudou a legitimar a engrenagem que permitiu sua expansão durante sete anos. Em plena crise, Lula mobilizou aliados para conter o desgaste e tentar isolar André Mendonça. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, e ministro do Supremo derrubou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Horas depois, Fachin interveio - acreditar que todos esses movimentos aconteceram de forma absolutamente independente, em poucas horas, dentro da mesma crise e produzindo efeitos convergentes, exige mais do que ingenuidade. Juridicamente, Fachin não anulou os atos de Moraes, não declarou ilegal o inquérito e não extinguiu as ações penais dele derivadas. Fez o contrário: preservou o passado e trouxe para a Presidência do STF o controle das investigações ainda abertas. A troca vale daqui para frente. Portanto, cuidado com a narrativa de que “o sistema caiu”. Não caiu, apenas mudou o timão de mãos. Nada garante que Moraes será investigado, responsabilizado ou afastado. E esse é o ponto mais grave; o Supremo chegou à situação em que deveria investigar e eventualmente julgar os próprios ministros. Quem garante que haverá julgamento de verdade? Quem garante independência para julgar os próprios pares? Sem controle externo efetivo, transparência e responsabilização, a solução pode virar apenas uma troca de cadeiras para preservar o mesmo status quo. #Justiça #SupremoTribunal #Política brasileira

19298
Felipe Moura Brasil Sep 9
Brazilian journalist

A ganância de ministros de tribunais superiores está na raiz da crise. Suas famílias faturam alto em escritórios de advocacia com o chamariz de seu cargo no Judiciário e de seu poder político na República do Escambo. Além dos contratos milionários fechados com familiares, os próprios magistrados aceitam mimos (como charutos, whisky Macallan, transporte em aeronaves, estadias em hotéis de luxo e cachês sigilosos em eventos nacionais e internacionais) de empresários interessados em seus votos, decisões e influências. O que já era insustentável do ponto de vista moral e inaceitável do ponto de vista institucional agravou-se com a revelação de mensagens entre banqueiro mafioso e magistrado tratado como potencial interventor para travar investigações e consultor para a possibilidade de fuga do país antes de sua prisão. Mas essa foi apenas a cereja do bolo de um longo processo de corrosão da ética no Judiciário, com o qual o Senado Federal compactuou por rabo preso e setores do mercado da comunicação igualmente compactuaram, seja pela mais atroz das ingenuidades, seja porque o alinhamento com o poder é altamente rentável. A patrulha contra a divulgação de verdades inconvenientes foi indecorosa ao longo da última década, com telefonemas exploratórios para redações e demais pressões pela retirada de microfones e cargos daqueles que apontaram na raiz as escaladas da indecência e do autoritarismo, a segunda delas implementada para acobertar e preservar impune a primeira. Agora se viola até sigilo da fonte jornalística para blindar a casta do sistema contra a revelação de fetos incômodos. E os caminhos para responsabilizar e punir os intocáveis são fechados por eles próprios, com decisões esdrúxulas e autoritárias ainda defendidas por porta-vozes zelosos em parte da imprensa e do mundo jurídico. Em ano de eleição, natural seria o eleitorado escolher um candidato que jamais teve relações financeiras com empresários interessados em seu cargo e no poder, ou na perspectiva de poder, de seu grupo político. Mas boa parte do eleitorado pretende manter o país como está, com uma guerra permanente de facções que, no fim, acabam fechando acordo pela impunidade geral. #Justiça #Ética #Corrupção

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Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 Sep 4

Chamar isso de democracia já não é apenas ingenuidade. É ignorar o que está diante dos nossos olhos. A pergunta agora é outra: ainda existe democracia de fato neste país? https://t.co/uyhWEqONzy #Democracia #Política #DireitosHumanos

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Alfred Newmann 🇧🇷 Aug 28

Assistir à sabatina do Ladrão no JN e, depois de tudo, ainda se declarar eleitor dele é mais que obtusidade. Diante de tantos fatos e contradições, insistir no voto deixa de ser ingenuidade e passa a ser mau-caratismo. #LulaInimigoDoBrasil #Política #Eleições2024 #Brasil

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Karina Michelin Aug 13

Na noite desta quarta-feira, 12 de agosto, o sistema da Justiça Eleitoral registrou a desfiliação de Flávio Bolsonaro do PL e sua filiação ao Missão - partido ligado ao MBL que já lançou Renan Santos à Presidência. O acontecimento não pode ser tratado como simples “inconsistência cadastral”. Flávio estava filiado ao PL desde novembro de 2021. Participou da convenção nacional e teve sua candidatura presidencial aprovada em 25 de julho. Mas, quando o PL tentou protocolar o registro no TSE, surgiu a surpresa - ele aparecia vinculado à legenda de um adversário, impedindo o procedimento. A campanha denuncia fraude e considera a hipótese de ataque hacker. Ainda não existe perícia que permita afirmar como ocorreu a alteração. Mas o fato objetivo já é gravíssimo; alguém conseguiu inserir no sistema oficial duas movimentações partidárias capazes de atingir diretamente o candidato da oposição, a menos de três dias do fim do prazo eleitoral. Quem solicitou a desfiliação? Quem registrou a nova filiação? Quais credenciais foram utilizadas? De onde partiu o acesso? O Missão recebeu ou validou essa operação? E como um candidato à Presidência pôde ser transferido de legenda sem sequer ser informado? O TSE afirma que os dados do Filia são lançados sob responsabilidade dos partidos. Portanto, não basta corrigir silenciosamente o cadastro. É indispensável preservar os registros de acesso, realizar perícia, identificar os responsáveis e apresentar ao país uma explicação pública e documentada. Se foi invasão, estamos diante de uma violação gravíssima do sistema eleitoral. Se houve uso interno de credenciais partidárias, o caso pode ser ainda mais perturbador. Em qualquer hipótese, não se trata apenas de Flávio Bolsonaro; trata-se da integridade da eleição presidencial. Às vésperas do prazo final, o sistema oficial criou um obstáculo artificial ao registro do candidato da oposição. Chamar isso apenas de “erro” seria ingenuidade. O episódio cheira a sabotagem eleitoral - e, enquanto não houver transparência absoluta, a suspeita de golpe continuará pairando sobre a eleição brasileira. #Eleições2023 #JustiçaEleitoral #Transparência

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Kiritkumar Gentilal Aug 6

O Portão Secreto que Marrocos Usa Contra a Europa Em Ceuta ninguém arrombou nada — só se esqueceram de fechar a fechadura Há uns anos, um amigo meu trocou o portão de casa por um automático. Um comando, um sensor, um motor eléctrico escondido no muro. Nunca mais empurrou ferro nenhum. E ele próprio me confessou ter aprendido uma coisa óbvia, mas que só se percebe depois: um portão automático não falha por acidente. Se abre, é porque alguém carregou no botão. Se fica fechado, é porque ninguém quis abri-lo. Não há meio-termo, não há avaria misteriosa. Há decisão. Guardei essa lição para o dia em que vi as imagens de Ceuta. No dia 30 de Julho, entre 50 e 70 mil pessoas avançaram para a fronteira marroquina em poucas horas. Ceuta tem 83 mil habitantes — ou seja, num único dia, a cidade recebeu um número de pessoas equivalente a mais de metade da sua população. Entre 20 e 30 afogaram-se nas águas de Tarajal, consoante a fonte. E os números do primeiro semestre de 2026 desmentem qualquer teoria de “efeito de chamada” generalizado: as entradas irregulares em Espanha, no seu conjunto, caíram de 17 990 para 12 138 face ao ano anterior. Só em Ceuta subiram — de 978 para 2 582, mais 164%. A pressão migratória diminuiu em toda a Espanha, excepto exactamente no ponto em que Marrocos controla a torneira. Porque é isso que aconteceu: fecharam-se torneiras, ou abriram-se portões. Marrocos guarda a fronteira de Ceuta com muros, vedações, drones, gendarmaria e forças auxiliares permanentes. Nada nessa fronteira falha por engano. Quando as barreiras ficaram abertas e os agentes marroquinos se retiraram à passagem dos jovens — como relataram vários meios internacionais —, isso não foi desorganização. Foi o motor eléctrico do portão do meu amigo, em versão geopolítica: alguém carregou no comando. Ceuta, aliás, sabe do que fala quando se fala de portas que mudam de dono por conveniência política. Foi ali que, em 1415, D. João I e o Infante D. Henrique lançaram Portugal ao primeiro território conquistado fora da Península — o berço, dizem os manuais, da expansão portuguesa. Ceuta foi portuguesa até à Restauração; em 1668, no tratado que reconheceu a independência de Portugal face a Espanha, ficou do lado espanhol, e ali continua. A cidade nasceu, para nós, como símbolo de conquista; sobrevive, seiscentos anos depois, como símbolo de disputa. A fronteira muda de mãos, o instrumento é sempre o mesmo: quem controla o portão, controla a narrativa. A politóloga norte-americana Kelly Greenhill tem um nome para isto: migração coercitiva projectada — usar o movimento de pessoas como arma de pressão diplomática, tal como a Bielorrússia fez com a Polónia ou a Turquia com a União Europeia. Não é preciso um exército. Basta um vizinho capaz de abrir uma fronteira, uma potência amiga interessada em redesenhar mapas, parceiros europeus que lucrem politicamente ao não defender o Estado atacado, e uma oposição interna mais preocupada em minar o governo do que em nomear o agressor. Todos esses ingredientes estiveram presentes em Ceuta. E aqui chegamos à parte que devia envergonhar-nos como europeus: a reacção. Itália suspendeu Schengen com Espanha. Finlândia, Dinamarca e Chéquia pressionaram Madrid. Ursula von der Leyen chamou “inaceitáveis” às imagens e exigiu retornos rápidos, ignorando que Ceuta tem regime de controlo reforçado desde sempre. O nosso primeiro-ministro, Luís Montenegro, escolheu um caminho mais comedido — recusou suspender Schengen, mas avisou que os Estados-membros não devem transmitir a ideia de que “a porta está escancarada”, ao mesmo tempo que reforçava a vigilância nas fronteiras marítimas do Sul de Portugal. A frase é defensável em casa; soa a lição dada ao vizinho quando dita lá fora. Espanha tem constitucionalistas tão competentes como os nossos, e o problema em Ceuta nunca foi a lei espanhola — foi a fronteira alheia. O mais revelador, porém, foi o que ninguém disse. A oposição espanhola falou em invasão, em incompetência, em crise de soberania — sem nunca nomear Marrocos. O Governo espanhol, por seu lado, aceitou a narrativa da máfia de tráfico e evitou qualquer crítica pública a Rabat, por uma razão compreensível: a contenção da fronteira sul depende dessa cooperação. Mas o silêncio tem preço. Se ninguém no sistema político nomeia quem retirou os gendarmes, a história que fica é a de um Estado incapaz — exactamente a fotografia que Marrocos queria vender ao mundo, na mesma semana em que um relatório do Congresso norte-americano sugeria que Ceuta e Melila “permanecem sujeitas à reivindicação de Rabat”. Não é preciso escolher entre histeria e ingenuidade. É preciso é olhar para o portão inteiro, não só para o instante em que ele se abriu. Segundo a Frontex, entre 2021 e 2026, as entradas irregulares acumuladas em Itália somaram 478 600; nos Balcãs Ocidentais, 340 600; na Grécia, 259 800; em Espanha, 234 760 — a menor das quatro. Um pico de alguns dias em Ceuta, por mais dramático que tenha sido, não apaga seis anos de tendência. Apaga, isso sim, a nossa paciência para ler números — e é precisamente essa impaciência que quem controla o comando do portão está a explorar. Da próxima vez que uma fronteira “se abrir sozinha” nos ecrãs, vale a pena perguntar, antes de mais: quem tinha a chave? #Ceuta, #Marrocos, #Espanha, #migração, #geopolítica, #Portugal, #Schengen, #história

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Kiritkumar Gentilal Jul 30

Oh Sr. Ministro, Assim Também Eu… Em Portugal há sempre uma explicação para tudo — mesmo para uma piscina que nasceu sozinha, sem ninguém a construir. Oh Sr. Ministro, não havia necessidade. Uma vizinha minha, reformada, com uma pensão que mal dá para os remédios, quis fechar o quintal com um muro de um metro e vinte. Foi à câmara, preencheu o requerimento, esperou três meses e ainda assim levaram uma fita métrica a medir a obra, porque o projecto dizia um metro e quinze e ela, distraída, deixou o pedreiro subir mais cinco centímetros. Multa. Aprendemos, quem não tem contactos na Judiciária, que a lei em Portugal é como as filas do hospital: rigorosa com quem já lá está há horas, e invisível para quem entra pela porta das urgências com um cartão certo. O senhor andou por universidades de direito; a minha vizinha andou pela universidade da fila da câmara. Repassemos os factos, que são tediosos, mas instrutivos, e que não são opiniões minhas, são datas e diplomas. Primeiro: como director nacional da Polícia Judiciária desde 2018, e mais tarde como ministro, estava obrigado, ao abrigo da Lei n.º 4/83 e da Lei n.º 52/2019, a declarar ao Tribunal Constitucional, e depois à Entidade para a Transparência, o seu património. O próprio Tribunal Constitucional confirmou não existir, entre 2018 e 2024, um único registo em nome do senhor. Em sua defesa, o senhor garante que nunca foi notificado — nem pelo Tribunal, nem, durante oito anos, por ninguém. Talvez seja verdade; a lei obriga essas entidades a notificar, e parece que falharam nisso. Mas o seu antecessor na PJ, Almeida Rodrigues, entregou sempre as suas declarações sem que ninguém precisasse de lhe bater à porta — em 2018, uma actualização em 2013, e a de cessação de funções em 2018. A primeira declaração do senhor tem data de 16 de Fevereiro de 2026: exactamente uma semana antes de tomar posse como ministro. Quando a memória só acorda a uma semana de uma cadeira no Governo, já não é bem falta de notificação — é falta de vontade. E foi precisamente nessa declaração, entregue à pressa, que faltou a empresa da sua mulher — "mero lapso", disse o senhor, ainda que a tal empresa constasse, garante, de "plataformas públicas". Como resumiu João Paulo Batalha, antigo presidente da associação Transparência e Integridade, a imagem que fica é a de alguém que só se lembrou da lei quando soube que ia para o Governo. Segundo: o atrelado. Continha 62 bidões, cerca de 12.400 litros, de amoníaco, acetona e outros precursores de droga sintética, apreendidos pela Polícia Judiciária em Dezembro de 2024, na Operação Pacoba. Dois dias depois, a procuradora do processo ordenou a destruição de todo o material — a lei processual penal manda destruir sem demora "coisas perigosas" apreendidas. Essa ordem nunca foi cumprida: destruir custava cerca de 144 mil euros, e a PJ não os tinha. A Marinha, entretanto, queria o atrelado fora das suas instalações no Seixal, por risco de explosão. Foi nesse aperto que surgiu a solução: João Carvalho, o mesmo empreiteiro que já facturava milhões à PJ e obras ao ministro, ofereceu um armazém seu, em Barcelos, gratuitamente, enquanto se procurava — sem sucesso, durante quase um ano — uma empresa mais barata para a destruição. Em conferência de imprensa, o senhor rejeitou qualquer ligação entre este armazenamento e a prática de ilícitos, garantindo que não houve desvio de bens nem comprometimento de provas. Explicou que a proposta partiu de um alto quadro da PJ em quem deposita, disse, total confiança — e, quase no mesmo fôlego, assumiu a decisão como inteiramente sua, chamando-lhe "um puro acto de boa gestão" assente em critérios de segurança e poupança. Fica isto, então: o Estado tinha uma ordem judicial por cumprir e não tinha 144 mil euros para a cumprir, e a resposta a esse buraco no orçamento foi entregar precursores de droga apreendidos, de graça, ao mesmo empresário que já ganhava milhões com contratos da mesma polícia. Chamar-lhe gestão é optimismo; o Ministério Público, sabendo-o, abriu inquérito por suspeita de abuso de poder e descaminho. Terceiro: a piscina. Nas propriedades de Odemira, dentro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano, qualquer obra urbanística — e uma piscina é, para a lei, exactamente isso — exige licenciamento camarário nos termos do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação. A Câmara de Odemira foi clara: não recebeu pedido nenhum. O que se pediu foi um tanque de apoio; o que se construiu foi, nas palavras do próprio, "uma chamada piscina média familiar". E depois há o dinheiro, que é a parte mais reveladora, porque não precisa de interpretação. O senhor admitiu que a sua mulher pagou obras no monte alentejano "em numerário". Ora a Lei n.º 92/2017 proíbe pagamentos em dinheiro vivo iguais ou superiores a 3.000 euros a quem tem contabilidade organizada, e — este é o ponto que o senhor parece ignorar — a própria lei manda somar pagamentos fraccionados ao mesmo credor precisamente para impedir o truque de ir pagando em prestações pequenas para nunca ultrapassar o limite. Não é uma lacuna que se contorna com bom senso; é uma norma escrita a pensar exactamente nesta manobra. Dizer que se pagou aos poucos, em dinheiro, a um empreiteiro com quem já não havia sequer contrato escrito, não é prudência financeira: é a definição de fraccionamento que a lei antecipou e proibiu. E já agora, sobre o "puro acto de boa gestão" assente em "poupança": a poupança real não estava no estacionamento, estava nos 144 mil euros que o Estado não tinha para cumprir uma ordem de destruição judicial. Perante esse buraco, havia sempre outra alternativa, essa sim gratuita e sem qualquer conflito de interesses: comunicar ao Ministério Público que a PJ não dispunha de verba, e deixar que fosse a instituição — e não um empresário que já facturava milhões ao mesmo departamento — a decidir o que fazer com precursores apreendidos. Entregar precursores de estupefacientes a um amigo com contratos activos na mesma polícia não é gestão, extraordinária ou ordinária: é, na melhor das hipóteses, ingenuidade incompatível com o cargo, e na pior, exactamente aquilo que o Ministério Público está a investigar. Há aqui uma tradição bem portuguesa. Quando D. João V prometeu a Frei António de S. José um modesto convento franciscano em Mafra, o modesto convento cresceu, ano após ano, até se tornar a maior obra barroca da Europa, paga com o ouro do Brasil, sem que ninguém perguntasse onde ficara o orçamento inicial. Também aqui um tanque de apoio prometido se transformou, sem que ninguém desse por isso, numa piscina "média familiar". A diferença é que Mafra levou treze anos a inchar e ficou para a posteridade como maravilha; esta piscina levou meses e ficou como notícia de jornal. Mas o mecanismo é rigorosamente o mesmo: a promessa pequena que se infla sozinha, ao abrigo do poder, sem que ninguém peça contas a tempo. Fernando Pessoa escreveu que o poeta é um fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Em administração pública, fingir tem outro nome. O senhor fingiu que era um tanque, fingiu não saber que o terreno estava em área protegida, fingiu que mover a prova foi gestão extraordinária. A diferença entre o poeta e o ministro é que o poeta finge para revelar uma verdade maior, e o ministro finge para que a verdade desapareça — como o atrelado desapareceu do parque de apreendidos. E o mais estranho não foi sequer o senhor: foi o silêncio à sua volta. A polémica rebentou a 10 de Julho; o senhor só falou, "ponto por ponto", a 29 — quase três semanas depois, três semanas em que o Primeiro-Ministro manteve a confiança "numa quase mudez" e a Entidade para a Transparência não fez uma única declaração pública. Nesse vazio institucional, quem pegou no microfone que devia estar nas mãos de quem fiscaliza foi o líder do Chega, André Ventura, a exigir a sua demissão numa carta ao Primeiro-Ministro, a falar em "captura do Estado" pelo crime organizado, a pedir a intervenção do Presidente da República. Não porque o populismo tenha razão sempre — muitas vezes não tem —, mas porque é extraordinariamente eficiente a ocupar o espaço que as instituições deixam vazio. Quando a fiscalização normal demora três semanas a abrir a boca, não deve espantar-se ninguém que seja a demagogia a falar primeiro, mais alto, e com uma carta já escrita. Fico-me por aqui, Sr. Ministro, mas não sem lhe dizer isto: o problema não é só seu. É de um país que, perante o dono da piscina, prefere perguntar se ela tem água a perguntar quem pagou os azulejos, e que depois se surpreende quando é o populismo a dar voz à indignação que as instituições não souberam dar a tempo. Nós, os do muro de um metro e vinte medido à fita, temos o hábito de baixar a cabeça e cumprir, e depois olhamos para o senhor com aquela indignação morna que dura um ciclo de notícias e se dissolve como cloro ao sol. Talvez a pergunta não seja por que o senhor achou que podia. A pergunta é por que nós continuamos, escândalo após escândalo, a deixar que sejam sempre os mesmos — ou os mais gritantes — a ocupar o silêncio que devíamos ter preenchido nós primeiro. Sr. Ministro, assim também eu — mas ao contrário: sem necessidade nenhuma de fingir que não vi. #política portuguesa, #Luís Neves, #transparência, #Odemira, #Administração Interna, #corrupção, #opinião,# João Carvalho, # Operação Pacoba,

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O típico esquerdista intolerante: acusa o adversário exatamente daquilo que pratica. Nando Reis, ao canal UOL nesta quarta, diz que perdeu shows por causa da própria posição política. "Me f*di muito." E completa: "Eu consigo compreender pensamentos distintos. O que eu não consigo compreender é essa intolerância da convivência de pensamentos distintos e essa tendência de querer ser opressor e calar, querer impor." Pois bem. Teste de realidade. Quem no Brasil teve o perfil derrubado por ordem judicial? Quem responde a processo por opinião? Quem está preso, inelegível ou no exílio? Não foi o Nando Reis, nem nenhum dos comunistinhas que gritam palavra de ordem em cima do palco e descem sem nenhuma consequência. Foram os opositores do regime. Repare no tamanho da tragédia dele: contratante que decidiu não contratar. Público que decidiu não assistir. Isso não é censura, é gente livre escolhendo com quem gasta o próprio dinheiro. O oposto exato do que ele aplaudiu quando o alvo era a direita. Ele perdeu cachê. O adversário do regime perde o direito de falar, perde passaporte, a empresa, o mandato e a liberdade. Chamar a primeira coisa de opressão, calado sobre a segunda, não é ingenuidade. É cumplicidade. Se f*deu foi pouco. #LiberdadeDeExpressão #Intolerância #Censura

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Karina Michelin Jul 18

Na noite desta quinta-feira, 16 de julho, Donald Trump determinou a desclassificação de documentos de inteligência que tratam de fraudes em sistemas de votação eletrônica e de possíveis interferências estrangeiras em processos eleitorais. Os arquivos incluem um relatório atribuído à CIA segundo o qual integrantes do governo da Venezuela desenvolveram interesse contínuo - e provavelmente capacidade operacional - para manipular sistemas de votação eletrônica, incluindo a tecnologia da Smartmatic, utilizada durante anos nas eleições venezuelanas. De acordo com o documento, durante a eleição presidencial de 2012, o plano previa a instalação de máquinas supostamente alteradas em cerca de 300 centros de votação localizados em regiões historicamente favoráveis a Hugo Chávez. O objetivo seria garantir uma vantagem de aproximadamente 1,5 milhão de votos - Chávez venceu aquele pleito por cerca de 1,6 milhão de votos. Trump afirmou que “centenas de milhões de registros de eleitores americanos estão nas mãos de governos estrangeiros”, declarou que os sistemas permanecem vulneráveis a hackers, manipulação e corrupção e acusou a China de tentar interferir nas eleições dos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, classificou as acusações de Trump como “inteiramente fabricadas”, afirmou que a China nunca interferiu nas eleições americanas e pediu que Washington deixe de usar o país como tema de disputa política. Trump também acusou autoridades de esconderem provas de fraude eleitoral, denunciou a permanência de não cidadãos e pessoas mortas nos registros eleitorais e voltou a defender uma ampla reforma do sistema de votação americano. Afinal, quão seguros são os sistemas eleitorais diante da crescente guerra cibernética e das operações de influência conduzidas por Estados estrangeiros? E qual é a probabilidade de que países como a China também estejam tentando influenciar processos eleitorais, inclusive no Brasil? Ignorar essa possibilidade seria ingenuidade. #Eleições2023 #SegurançaCibernética #InteligênciaArtificial

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Pauleteh Araújo ✊🏾 Jul 15

Não existe memória curta. O que também não existe é ingenuidade. A Ana Paula defendeu a Milena, sim, mas isso aconteceu dentro de um jogo de R$ 5,7 milhões, em que ela também estava sendo chamada de “patroa” e seus aliados de “cabeças de lata”, numa narrativa de que ela manipulava o grupo. Defender a Milena também significava responder a uma situação que tinha impacto direto na imagem e no jogo dela. Nao estou dizendo que ela se posicionou naquele momento unicamente por jogo, uma coisa não anula a outra. E ninguém está discutindo o BBB hoje. O assunto é o que está acontecendo agora, aqui fora, com pessoas que usam o nome dela para atacar e reproduzir discursos problemáticos. Se ela demonstrou responsabilidade racial dentro do programa, ótimo. Então essa mesma responsabilidade precisa existir fora dele, quando não há prêmio em jogo, nem câmeras, nem votação. É sobre ser coerente e dar a devida importância ao caso. Então, pfvr, não reduza esse debate ao velho discurso do branco salvador. A discussão é sobre responsabilidade e coerência no presente, n sobre apagar o que aconteceu no programa. #Responsabilidade #Coerência #DebateSocial

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Danteskoo Jun 24

Eu juro, na minha ingenuidade, achei q o Vasco se pronunciara oficialmente ao seu torcedor, após uma decisão que afastou o presidente do Conselho Administrativo da SAF, com várias alegações de irregularidades cometidos na gestão. Mas nada, incrível. Que ocorra no dia de hj #Vasco #Futebol #Transparência

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Renato Vicente Jun 9

Eu sempre viajo na ideia de que é muito difícil explicar (para quem não ama futebol) que tem vários jogadores que podem (e devem) passar o Neymar em premiações individuais e títulos coletivos e, AINDA ASSIM, nunca serão melhores ou maiores que ele na ótica de quem consome de verdade. Esse moleque LEVITAVA. Parecia mágica. Uma capacidade de criação sobrenatural que fazia os outros parecerem crianças. Não sentia jogos grandes, até porque parecia nem ter ideia da grandeza deles. Uma mistura de ousadia com, talvez até, uma ingenuidade que acabava sendo positiva no desempenho. Afinal, ele só queria se divertir. Sei lá. Tendo a acreditar que a falta da Bola de Ouro que todos esperavam e um eventual fim de carreira sem Copa podem maquiar a real carreira dele. Mas só o tempo dirá… #Futebol #Neymar #Legado

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Rick Azevedo Jun 3

Autor da PEC do Patrão, Rogério Marinho diz que é ingênuo quem acha que o fim da escala 6x1 não vai aumentar custo pro empresário. E vender que o povo vai poder negociar livremente com o patrão não é ingenuidade, não, né? É pilantragem mesmo. https://t.co/ZRh2elkOus #Trabalho #Emprego #Economia

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