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#Análise

Caros, sobre essa questão, quero deixar claro que não sairei do X. Ao longo dos anos, criou-se uma comunidade de mais de 840 mil pessoas em torno do canal e, em respeito a vocês, não abandonarei a plataforma, por mais frustrado e decepcionado que esteja com a forma como a administração do X tem tratado os perfis de análise e de notícias. Mas haverá algumas mudanças. A principal será o fim da criação de conteúdo exclusivo para a plataforma. Como eu disse no post original, na última quinzena investi pesado na produção de conteúdo autoral e exclusivo para o X, com mais de 40 vídeos, dezenas de legendas e análises. Mas diante da recusa da plataforma em monetizar esse tipo de conteúdo, a partir de agora usarei este espaço para compartilhar links para as plataformas que realmente valorizam e remuneram esse tipo de trabalho, como é o caso do meu site e, principalmente, do meu canal no YouTube. Nesse sentido, a frequência de publicações aqui no meu perfil até vai aumentar, como, aliás, já devem ter reparado desde ontem, com notícias atualizadas a todo momento. A diferença é que agora os links apontam para plataformas que valorizam aquilo que eu faço. As decisões que estão sendo tomadas pelo Nikita e pelo Elon, com relação à forma como lidam com as páginas de análise e de notícias, são, na minha opinião, um grave erro e até mesmo uma traição aos perfis que, no passado, contribuíram ativamente para tornar o X a principal fonte de informação para muitas pessoas. Em que a plataforma irá se transformar no futuro? Não sei. Mas, enquanto for possível, continuarei aqui compartilhando e atualizando notícias, como sempre fiz. E, é claro, um muito obrigado a todos vocês que me acompanham aqui no X, no site, no YouTube, no Telegram e no Insta! 🙏 #Comunidade #Mudanças #ConteúdoAutoral

Escândalo mundial: Moraes proíbe Milei de visitar Bolsonaro! Assista a análise completa no meu canal no YouTube. https://t.co/zoLWeaWQZA #Política #Mundo #Análise

O que está por trás da decisão de Moraes de proibir visitas a Bolsonaro. Assista a análise completa no meu canal no YouTube. https://t.co/HKf8KPibDv #Bolsonaro #Moraes #Análise

De La Cruz volta a ter problema físico e não tem prazo para voltar a jogar. “Sobre o Nico (De La Cruz): nós tivemos um problema nas nossas análises médicas de força e também está com um problema que não sei por quanto tempo o deixará de fora”, disse o técnico Leonardo Jardim. 🗞️ @venecasagrande 📸 Adriano Fontes/CRF #DeLaCruz #Lesão #Futebol

De acordo com análise da BBC, a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, amanhã, pode definir o vencedor da Bola de Ouro. Messi pode conquistar a sua 9ª Bola de Ouro, o que ampliaria ainda mais o seu recorde histórico. Para a BBC, a Espanha provavelmente precisará ser campeã para que Lamine Yamal apareça como favorito ao prêmio, já que o Barcelona foi eliminado nas quartas de final da Champions League. 🗞️ BBC | @JornalOGlobo 📸 AFA/Seleção Argentina | Seleção Espanhola #CopaDoMundo #BolaDeOuro #Futebol

🚨 De La Cruz volta a ter problema físico e não tem prazo para voltar ao Flamengo. “Sobre o Nico (De La Cruz): nós tivemos um problema nas nossas análises médicas de força e também está com um problema que não sei por quanto tempo o deixará de fora”, disse o técnico Leonardo Jardim. 🗞️ @venecasagrande 📸 Adriano Fontes/CRF #DeLaCruz #Flamengo #Futebol

Tinha ouvido falar que o X só estava pagando por “conteúdo autoral”, de preferência vídeo, então, nas últimas 2 semanas, fiz 42 vídeos e os publiquei aqui, somando cerca de 400 minutos de conteúdo autoral. Também fiz cerca de 40 traduções e legendas e compartilhei dezenas de análises inéditas e autorais de notícias. Resultado? 4 quinzenas (2 meses) abaixo dos lucros mínimos Quase 30 milhões de engajamentos, dezenas de vídeos e material inédito, mas ainda não gero “lucro suficiente”. A única explicação que encontro é que o X não quer ser mais uma plataforma de notícias, que foi aquilo que a diferenciou no passado. O resultado disso será o abandono gradual, ou a diminuição na frequência das postagens, de contas dedicadas à divulgação e análise de notícias. Continuarei aqui no X, mas não farei mais vídeos exclusivos e a usarei principalmente como plataforma para a divulgação de links de análises e material feitos em outras plataformas. Nunca contei com o pouco que pingava no X quinzenalmente, mas é inevitável sentir um pouco de frustração depois de gerar dezenas de milhões de engajamentos, gerar muito dinheiro em publicidade para a plataforma, tentar inovar com conteúdo exclusivo e, mesmo assim, “ficar abaixo dos lucros mínimos” por 2 meses. Para quem ainda está recebendo algum dinheirinho da plataforma, parabéns! Mas, no meu caso, está claro que para o @nikitabier este tipo de conteúdo não é aquele que a plataforma quer, independentemente de gerar dinheiro para eles sob a forma de publicidade. #ConteúdoAutorais #Engajamento #Frustração

Lula fala grosso com o Trump por causa do tarifaço e recua no dia seguinte! Assista a análise completa no meu canal no YouTube. https://t.co/NvNUaAEWcD #Lula #Trump #Análise

Por que Moraes decretou o sigilo do inquérito da PF, aberto em 2018 pela presidente do TSE, Rosa Weber, após @jairbolsonaro e @filipebarrost fazerem uma live expondo este tema em 2021, durante análise da PEC 315 do voto impresso, de autoria da Dep. @Biakicis? Além do sigilo, Moraes abriu inquérito contra @jairbolsonaro por suposto crime de vazamento de informação sigilosa. É o “sigilo retroativo”! Bizarro! #Justiça #Política #Brasil

Análise dos arquivos da CIA, expostos por Trump, está sendo feita agora AO VIVO na @RevistaTL TimeLine Vale a pena assistir tudo. É sem dúvida A MAIOR FRAUDE ELEITORAL DE TODOS OS TEMPOS, pois atinge diversos países Pressão sobre a urna eletrônica brasileira deve aumentar https://t.co/8RfRU9T9UL #CIA #FraudeEleitoral #UrnaEletrônica

Negócio fechado nos 5M€. Por este valor é um No-Brainer. Mesmo que com algumas lesões, trará um perfil diferenciado com bola sem esquecer a predisposição e agressividade defensiva. Inteligência em prol do coletivo para 3/4 anos de rendimento. Análise já disponível! ⤵️🇰🇷 https://t.co/ip1cb0mLHS #Negócios #Futebol #Análise

🚨 AGORA! Flamengo aciona agência da CBF por análise e possível veto à venda da SAF do Vasco para Marcos Lamacchia. Antes de acionar a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), o Fla notificou o Vasco. A ANRESF pediu esclarecimentos ao Vasco sobre a negociação. O Cruzmaltino tem prazo aberto para responder. O Rubro-Negro cita artigos da Lei Geral do Esporte e do Fair Play Financeiro da CBF. A reclamação do Flamengo é pelo fato de Marcos Lamacchia ser filho de José Lamacchia, que é casado com Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O artigo 86 do Fair Play Financeiro da CBF veda que "qualquer pessoa, física ou jurídica, detenha, direta ou indiretamente, controle ou influência significativa sobre mais de um clube". • O QUE DIZ A LEI GERAL DO ESPORTE: A Lei Geral do Esporte diz que “nenhuma pessoa natural ou jurídica que, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de qualquer organização esportiva que promova a prática esportiva profissional poderá ter participação simultânea no capital social ou na gestão de outra organização esportiva congênere disputante da mesma competição que envolva a prática esportiva profissional”. “Duas ou mais organizações esportivas que promovam a prática esportiva profissional disputem a mesma competição ou a mesma série ou divisão de uma competição, quando for o caso, das diversas modalidades esportivas disputadas profissionalmente quando: I - uma mesma pessoa natural ou jurídica, direta ou indiretamente, por meio de relação contratual, explore, controle ou administre direitos que integrem seus patrimônios; ou II - uma mesma pessoa natural ou jurídica, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de mais de uma sociedade ou associação que explore, controle ou administre direitos que integrem os seus patrimônios. § 2º A vedação de que trata este artigo aplica-se: I - ao cônjuge e aos parentes até o segundo grau das pessoas naturais; e II - às sociedades controladoras, às controladas e às coligadas das mencionadas pessoas jurídicas, bem como a fundo de investimento, a condomínio de investidores ou outra forma assemelhada que resulte na participação concomitante vedada neste artigo.” 🗞️ @geglobo | @raphazarko #Flamengo #Vasco #Futebol

O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para análise e eventual veto da negociação entre Vasco e Marcos Lamacchia. A seção 9 do Regulamento de Sustentabilidade Financeira, que trata de Multiclubes, é citada pelo Flamengo, como operação que deveria ser vetada pela agência. O Flamengo também cita o artigo 62 da Lei Geral do Esporte. A ANRESF pediu esclarecimentos ao Vasco sobre a negociação e os moldes de uma possível venda a Marcos Lamacchia. O Vasco tem prazo aberto para responder à ANRESF. A Lei Geral do Esporte afirma que “nenhuma pessoa natural ou jurídica que, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de qualquer organização esportiva que promova a prática esportiva profissional poderá ter participação simultânea no capital social ou na gestão de outra organização esportiva congênere disputante da mesma competição que envolva a prática esportiva profissional”. O texto da Lei Geral do Esporte também completa: “duas ou mais organizações esportivas que promovam a prática esportiva profissional disputem a mesma competição ou a mesma série ou divisão de uma competição, quando for o caso, das diversas modalidades esportivas disputadas profissionalmente quando: I - uma mesma pessoa natural ou jurídica, direta ou indiretamente, por meio de relação contratual, explore, controle ou administre direitos que integrem seus patrimônios; ou II - uma mesma pessoa natural ou jurídica, direta ou indiretamente, seja detentora de parcela do capital com direito a voto ou, de qualquer forma, participe da administração de mais de uma sociedade ou associação que explore, controle ou administre direitos que integrem os seus patrimônios. § 2º A vedação de que trata este artigo aplica-se: I - ao cônjuge e aos parentes até o segundo grau das pessoas naturais; e II - às sociedades controladoras, às controladas e às coligadas das mencionadas pessoas jurídicas, bem como a fundo de investimento, a condomínio de investidores ou outra forma assemelhada que resulte na participação concomitante vedada neste artigo.” 📰 @raphazarko #Futebol #Regulamentação #ANRESF

A Assembleia Nacional francesa aprovou definitivamente uma lei que legaliza a eutanásia e o suicídio assistido para doentes com condições graves e irreversíveis, com o primeiro-ministro anunciando a remessa dos aspectos controversos da lei ao Tribunal Constitucional para análise. #Eutanásia #Suicídio #França

Parlamento francês legaliza eutanásia e suicídio assistido

A onda de calor que atingiu a Europa no final de junho de 2026 é estimada ter causado pelo menos 14 mil mortes em excesso nos seis países mais afetados, segundo uma análise do jornal Politico, com temperaturas que superaram os 40ºC e impactos atribuídos às alterações climáticas. #OndaDeCalor #AlteraçõesClimáticas #Meteorologia

Onda de calor provocou pelo menos 14 mil mortos na Europa

🕵️‍♂️ Rumor: Hwang In-Beom (MC, Feyernoord, 7M VM, 1996, 🇰🇷) Mais recente nome havendo já relatos de um acordo muito próximo entre FC Porto e Feyernoord/jogador. Médio centro muito capaz nos vários momentos do jogo. Típico asiático muitíssimo inteligente na interpretação do jogo, leitura dos espaços e gestão dos ritmos em posse. Tecnicamente bastante evoluído para ser elemento importante em terrenos interiores, associativo e calmo sob pressão. Dotado de uma ambidestria que aumenta consideravelmente as suas ferramentas com bola. Defensivamente, apesar da elegância ofensiva, é também capaz de recuperar bolas, antecipar a ação e sem receio do choque. Não sendo muito robusto, compensa com antecipação e predisposição alta para a tarefa. Pela combinação de todas as suas características, surge naturalmente como 8 mas é capaz de fazer qualquer das posições do meio-campo. Super completo e, tal como vim a falar durante a época, vem colmatar uma lacuna presente no miolo (de um jogador mais cerebral e associativo por dentro). Não havendo ainda noticias em relação ao valor final da transferência fica difícil observar na totalidade. De qualquer forma, é uma aposta forte em rendimento imediato num jogador pronto para 4/5 épocas de alto nível de azul e branco. Por fim, abre (finalmente!) o mercado asiático ao FC Porto podendo ser ainda mais explorado no futuro. Como sempre, haverá análise. Fiquem atentos! 🇰🇷💫 #HwangInBeom #Futebol #Transferências

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta

Análise: Lula dá com uma mão, Dino tira com a outra https://t.co/xMKSIS7sAZ Governar com o STF é gostoso demais! #Lula #STF #Política

Colunista do Estadão diz que situacão de Flávio e Moraes no Master é igual! Assista a análise completa no meu canal no YouTube. https://t.co/anZbLs5p81 #Flávio #Moraes #Análise

Análise da expulsão do Embolo, após forçar o amarelo para o Paredes. O VAR pode revisar? Argentina 3x1 Suiça 🗣️ João Pinheiro - POR/FIFA 🖥️ VAR: Guillermo Pacheco - MEX/FIFA https://t.co/yfQVgxnL4h #Futebol #VAR #Análise