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#Interpretação

Trecho da matéria do Caderno Ela, de O Globo, com Alinne Moraes falando da educação que dá ao seu filho: Pedro observou muito cedo, por exemplo, o quanto pessoas em situação de rua são majoritariamente negras, o que abriu espaço para uma conversa sobre racismo e escravidão com os pais. Do mesmo jeito, ainda criança, ao notar que um casal formado por dois amigos homens de Alinne dormiria junto, foi capaz de assimilar a relação sem preconceitos. “No dia seguinte, ele perguntou à babá se ela tinha namorado. Ela respondeu que não, e ele continuou: ‘E namorada?’”, recorda-se a atriz. São posturas que remetem à importância dada por ela à busca por conhecimento, algo trazido pelo trabalho. No começo da carreira, fez aulas de interpretação com a atriz e professora Camila Amado (1938-2021), cujos métodos iam além da representação. “Ela me fez assinar jornal e, em algumas ocasiões, era o que precisava ler, em vez de Shakespeare”, conta. #Educação #Racismo #Inclusão

PROTAGONISTA! O diretor do novo filme dos X-Men, Jake Schreier, revelou que a proposta é levar para os cinemas histórias inéditas dos mutantes, e citou nominalmente a fase de Jonathan Hickman, a amada Era Krakoana. E eu achei isso incrível, porque em Krakoa a Emma Frost se consolidou como uma das grandes líderes da espécie mutante, surgindo como uma alternativa real ao Professor X e ao Magneto. Ela não é tão idealista quanto Charles, nem tão radical quanto Erik. Emma é pragmática, mas ao mesmo tempo carrega o espírito de professora, como Xavier, e o orgulho de ser mutante, como Magneto. Estou extremamente ansioso para ver a interpretação da Samara Weaving nesse papel, tem tudo para se tornar uma das favoritas dos fãs. #XMen #EmmaFrost #Krakoa

Bancada do Troca de Passes, do Sportv, analisando a entrada de Matheus Henrique, do Cruzeiro, em Bruno Henrique, do Flamengo: Mansur: “É um lance no limite da interpretação.” Felipe Diniz: “Tem hora que eu acho que é para expulsão, tem hora que acho que era para amarelo mesmo. O PC Oliveira falou que era para vermelho. Acho ok a opinião de que é para vermelho, mas também não acho um absurdo o cartão amarelo, porque não pega em cheio. É um lance de raspão.” 🎥 @sportv | @geglobo https://t.co/9iG9a1KPhn #Futebol #Análise #VAR

O STF virou uma corte política! Em entrevista ao vivo no SBT News, respondi com fatos e dados às tentativas de normalizar os abusos e ilegalidades cometidos por ministros da Suprema Corte. Quando vazamentos revelam pedidos para “criar provas”, advogados têm suas prerrogativas violadas e garantias constitucionais são desrespeitadas, não estamos diante de mera “interpretação da lei”. Ilegalidade não vira legalidade só porque parte de um ministro do Supremo. A democracia brasileira exige a restauração do Estado de Direito e um Senado corajoso, capaz de exercer seu papel constitucional de fiscalização e restabelecer os limites entre os Poderes. #STF #Democracia #EstadoDeDireito

Isso vale ouro: Coleta de dados oficiais, interpretação, e análise Risco vs Benefício p/pais decidirem se valia a pena ou não injetar substância não-testada nos filhos. A melhor ciência na pandemia não veio através de jornalistas, mas de pessoas inteligentes, curiosas e livres #Ciência #Saúde #Pandemia

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déficit de leitura e interpretação de texto, também não conseguem manter a concentração por alguns minutos nem pensar por conta própria. eu cheguei muito recentemente e to correndo contra o tempo pra, pelo menos nesses últimos meses, eles conseguirem aprender algo antes do ano #Educação #Leitura #Aprendizado

Em entrevista exclusiva a Rolling Stone, Karol G revelou que passou uma noite inteira em estúdio com Bruno Mars, das 19h às 9h da manhã, gravando “Still”, e que ele foi o seu mentor. “Viajei, passei dois dias com ele, e ele dirigiu toda a minha gravação no estúdio. Estávamos apenas o engenheiro de som dele, o meu engenheiro, ele e eu. Não havia mais ninguém. Ele ficou me orientando na interpretação vocal e na minha pronúncia. Ele dizia: “Quero que você mantenha o seu sotaque, mas vou garantir que tudo o que você cantar seja compreendido.”.” #KarolG #BrunoMars #Música

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Alguém já viu o Renan Santos em algum debate? Pergunta séria mesmo, eu nunca vi. O gado do MBL tentou me mandar links, mas parece que interpretação não é forte deles. https://t.co/ijocdc0qWn #Debate #Política #RenanSantos

Renata Ruel, comentarista de arbitragem da ESPN, sobre o lance em que o Corinthians reclama de pênalti não marcado em Matheus Bidu, contra o Internacional: “Cabe interpretação, mas não vejo pênalti. O gol do Corinthians contra o Flamengo, na Supercopa, teve lance semelhante, e o gol foi validado, nenhuma falta marcada. Disputa por espaço, onde um ganha no cabeceio.” 🗞️ @ESPNBrasil 📸 Corinthians TV | Reprodução/ESPN #Corinthians #Futebol #Arbitragem

💣 SITE PÚBLICA MATÉRIA SOBRE A NEGOCIAÇÃO, MAS VERSÃO DE MEMPHIS CONTESTA PONTOS DA REPORTAGEM‼️ A reportagem publicada pela Gazeta Esportiva trouxe detalhes sobre as exigências de Memphis para renovar seu contrato com o Corinthians. Entre os principais pontos citados estão um pacote de ações de marketing avaliado em R$ 14 milhões, a realização de dois grandes eventos anuais, auxílio de R$ 250 mil e até uma bonificação relacionada ao Super Mundial. Entretanto, a versão apresentada por pessoas ligadas ao estafe de Memphis é bastante diferente em alguns aspectos centrais da negociação. Segundo essa versão, os R$ 14 milhões não representam um valor extra ao contrato. O montante faria parte do salário total previsto para os dois anos de vínculo. A lógica seria simples: caso Corinthians e Memphis consigam gerar novas receitas por meio de ações de marketing, esse dinheiro serviria para abater parte do salário que seria pago pelo clube. Na prática, o Corinthians não desembolsaria R$ 54 milhões, mas sim R$ 40 milhões e os R$ 14 milhões seriam oriundos dessa verba de marketing, a interpretação da reportagem sugere que seriam o valor total do contrato mais R$ 14 milhões de bônus. A versão do staff, diz que contrato continuaria com o mesmo valor global, mas parte desse custo poderia ser compensada por receitas comerciais geradas pelo próprio jogador. Ainda de acordo com a versão de Memphis, o Corinthians possui uma verba destinada a ações de marketing prevista no contrato com a patrocinadora master, que poderia ser utilizada nessas iniciativas, reduzindo ainda mais o impacto financeiro para o clube. Caso essas receitas não sejam obtidas, o Corinthians apenas pagaria o salário normalmente previsto em contrato. Outro ponto contestado envolve a realização de dois grandes eventos por ano. A reportagem trata essa cláusula como uma exigência do jogador. Já a versão do estafe afirma que o objetivo seria criar novas fontes de receita para o Corinthians, por meio de amistosos internacionais, festivais ou eventos de grande porte organizados com a participação de Memphis. Nesse modelo, parte da arrecadação obtida nesses eventos seria utilizada para abater o próprio salário do atleta, novamente reduzindo o custo para o clube. Também há divergência sobre a ajuda mensal de R$ 250 mil. Segundo a versão apresentada por Memphis, esse valor não seria um benefício adicional, mas apenas uma forma de estruturação contábil e tributária, fazendo parte da remuneração total prevista no contrato. Por fim, o estafe do jogador afirma que a cláusula envolvendo premiação pelo Super Mundial não existe mais. Segundo essa explicação, ela teria sido retirada quando a negociação passou a prever um contrato de dois anos, não fazendo parte da versão final do acordo. Assim, neste momento, existem duas versões sobre a negociação: a publicada pela Gazeta Esportiva e a apresentada por Memphis e seu estafe. Até que o contrato seja divulgado oficialmente ou alguma das partes apresente o documento, permanecem as divergências sobre a estrutura financeira da renovação. #BlogdoMacedo Apoio: #1908CoffeeStation #Corinthians #Memphis #Negociação

Se você acredita, como eu, que o regime de censura e perseguição política é o maior problema do Brasil hoje, não faz o menor sentido apoiar o Dirceuzinho do MBL. Porque eles não apenas apoiaram esse regime. Eles participaram da construção dele. Em 2019, o MBL, através do seu guru à época, Luciano Ayan, produziu dossiês mapeando a direita. Listas, nomes, prints. Esse material foi parar nas mãos de parlamentares que atuavam contra Bolsonaro e virou apresentação na CPI das Fake News. O próprio Ayan admitiu, em entrevista, que suas pesquisas serviam de base para a comissão. E a CPI das Fake News é o ovo da serpente. É de lá que sai a narrativa da milícia digital, que depois vira inquérito no Supremo, censura em massa, bloqueio de conta e prisão. Eles ajudaram a construir a arma. Depois, incentivaram o seu uso. Outubro de 2021. Moraes acabava de decretar a prisão preventiva de Allan dos Santos, contra a manifestação da própria Procuradoria-Geral da República. Até a PGR achou que aquela prisão não devia sair. O líder do MBL achou pouco. Gravou um vídeo dizendo que não bastava o Allan. Era preciso prender Olavo de Carvalho junto. Chamou o professor de velho criminoso. Disse que canalhas envelhecem. Incluiu na lista Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. E encerrou desejando que aquela fosse a primeira de muitas. Olavo morreria três meses depois, já acossado pelos inquéritos. E nada disso era novidade. Em 21 de setembro de 2015, Olavo já tinha escrito que tudo o que o MBL fazia era sugar as energias do movimento popular para reforçar a classe política podre e o sistema. E que a única resposta possível era tolerância zero. Setembro de 2015. Antes do impeachment de Dilma. Antes de Bolsonaro. Antes do inquérito das fake news. Olavo os descreveu em 2015. Seis anos depois, eles queriam ele na cadeia. Em 30 de junho de 2021, o MBL assinou o superpedido de impeachment de Bolsonaro ao lado do PT, do PSOL, do PCdoB, da CUT e do MST. Não é interpretação minha. Está no documento, com o nome deles. Alguém realmente acredita que eles teriam conseguido criar um partido sem a autorização do establishment? Eles não têm ideologia. O único norte é o poder pelo poder. E se alcançarem o intento, o nível de repressão contra qualquer opositor será muito maior do o que temos hoje. #Censura #LiberdadeDeExpressão #PolíticaBrasil

🚨 AGORA! Palmeiras emite nota reclamando da denúncia do STJD contra Maurício e cita Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians: “O Palmeiras recebeu com perplexidade a denúncia da Procuradoria do STJD contra Maurício. A iniciativa afronta não só a nossa instituição, mas também a arbitragem brasileira. O árbitro e o VAR analisaram o lance e concluíram que o cartão amarelo era suficiente. Se toda interpretação da arbitragem for substituída pela convicção de um procurador, para que servem o árbitro e o VAR? A denúncia é incompreensível, também, porque a falta nem mesmo gerou opiniões consensuais; pelo contrário, dividiu especialistas de arbitragem, ex-atletas e jornalistas. Mais grave, porém, é a ausência de critérios do Tribunal. Na mesma rodada, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares, como mostram os vídeos a seguir (lances de Pulgar e Raniele). Diferentemente do que fez com Maurício, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Maurício será julgado? Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados. Se Maurício foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os lances a seguir passaram incólumes perante o órgão? (Vídeo de cotovelada de Nardoni em Arias; de Matheuzinho em Khellven; de Luiz Araújo em Ramon; de Saúl em Caíque; e de Wallace Yan em Piquerez). Não é a primeira vez que somos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição ao técnico Abel Ferreira e as suspensões a Allan e Paulinho – somadas agora à denúncia contra Maurício – reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o nosso clube. O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.” 📸 SEP | Reprodução #Palmeiras #STJD #FutebolBrasileiro

Political scientist Diogo Noivo argues that the recent migration crisis in Ceuta is exacerbated by a new interpretation from the Spanish Supreme Court that prevents automatic returns of immigrants arriving by sea, as well as extraordinary regularizations that increase the perception of Spain as an accessible destination for immigrants. (translated)

Imigrantes em Espanha. Nova lei piora a situação?

Oh Sr. Ministro, Assim Também Eu… Em Portugal há sempre uma explicação para tudo — mesmo para uma piscina que nasceu sozinha, sem ninguém a construir. Oh Sr. Ministro, não havia necessidade. Uma vizinha minha, reformada, com uma pensão que mal dá para os remédios, quis fechar o quintal com um muro de um metro e vinte. Foi à câmara, preencheu o requerimento, esperou três meses e ainda assim levaram uma fita métrica a medir a obra, porque o projecto dizia um metro e quinze e ela, distraída, deixou o pedreiro subir mais cinco centímetros. Multa. Aprendemos, quem não tem contactos na Judiciária, que a lei em Portugal é como as filas do hospital: rigorosa com quem já lá está há horas, e invisível para quem entra pela porta das urgências com um cartão certo. O senhor andou por universidades de direito; a minha vizinha andou pela universidade da fila da câmara. Repassemos os factos, que são tediosos, mas instrutivos, e que não são opiniões minhas, são datas e diplomas. Primeiro: como director nacional da Polícia Judiciária desde 2018, e mais tarde como ministro, estava obrigado, ao abrigo da Lei n.º 4/83 e da Lei n.º 52/2019, a declarar ao Tribunal Constitucional, e depois à Entidade para a Transparência, o seu património. O próprio Tribunal Constitucional confirmou não existir, entre 2018 e 2024, um único registo em nome do senhor. Em sua defesa, o senhor garante que nunca foi notificado — nem pelo Tribunal, nem, durante oito anos, por ninguém. Talvez seja verdade; a lei obriga essas entidades a notificar, e parece que falharam nisso. Mas o seu antecessor na PJ, Almeida Rodrigues, entregou sempre as suas declarações sem que ninguém precisasse de lhe bater à porta — em 2018, uma actualização em 2013, e a de cessação de funções em 2018. A primeira declaração do senhor tem data de 16 de Fevereiro de 2026: exactamente uma semana antes de tomar posse como ministro. Quando a memória só acorda a uma semana de uma cadeira no Governo, já não é bem falta de notificação — é falta de vontade. E foi precisamente nessa declaração, entregue à pressa, que faltou a empresa da sua mulher — "mero lapso", disse o senhor, ainda que a tal empresa constasse, garante, de "plataformas públicas". Como resumiu João Paulo Batalha, antigo presidente da associação Transparência e Integridade, a imagem que fica é a de alguém que só se lembrou da lei quando soube que ia para o Governo. Segundo: o atrelado. Continha 62 bidões, cerca de 12.400 litros, de amoníaco, acetona e outros precursores de droga sintética, apreendidos pela Polícia Judiciária em Dezembro de 2024, na Operação Pacoba. Dois dias depois, a procuradora do processo ordenou a destruição de todo o material — a lei processual penal manda destruir sem demora "coisas perigosas" apreendidas. Essa ordem nunca foi cumprida: destruir custava cerca de 144 mil euros, e a PJ não os tinha. A Marinha, entretanto, queria o atrelado fora das suas instalações no Seixal, por risco de explosão. Foi nesse aperto que surgiu a solução: João Carvalho, o mesmo empreiteiro que já facturava milhões à PJ e obras ao ministro, ofereceu um armazém seu, em Barcelos, gratuitamente, enquanto se procurava — sem sucesso, durante quase um ano — uma empresa mais barata para a destruição. Em conferência de imprensa, o senhor rejeitou qualquer ligação entre este armazenamento e a prática de ilícitos, garantindo que não houve desvio de bens nem comprometimento de provas. Explicou que a proposta partiu de um alto quadro da PJ em quem deposita, disse, total confiança — e, quase no mesmo fôlego, assumiu a decisão como inteiramente sua, chamando-lhe "um puro acto de boa gestão" assente em critérios de segurança e poupança. Fica isto, então: o Estado tinha uma ordem judicial por cumprir e não tinha 144 mil euros para a cumprir, e a resposta a esse buraco no orçamento foi entregar precursores de droga apreendidos, de graça, ao mesmo empresário que já ganhava milhões com contratos da mesma polícia. Chamar-lhe gestão é optimismo; o Ministério Público, sabendo-o, abriu inquérito por suspeita de abuso de poder e descaminho. Terceiro: a piscina. Nas propriedades de Odemira, dentro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano, qualquer obra urbanística — e uma piscina é, para a lei, exactamente isso — exige licenciamento camarário nos termos do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação. A Câmara de Odemira foi clara: não recebeu pedido nenhum. O que se pediu foi um tanque de apoio; o que se construiu foi, nas palavras do próprio, "uma chamada piscina média familiar". E depois há o dinheiro, que é a parte mais reveladora, porque não precisa de interpretação. O senhor admitiu que a sua mulher pagou obras no monte alentejano "em numerário". Ora a Lei n.º 92/2017 proíbe pagamentos em dinheiro vivo iguais ou superiores a 3.000 euros a quem tem contabilidade organizada, e — este é o ponto que o senhor parece ignorar — a própria lei manda somar pagamentos fraccionados ao mesmo credor precisamente para impedir o truque de ir pagando em prestações pequenas para nunca ultrapassar o limite. Não é uma lacuna que se contorna com bom senso; é uma norma escrita a pensar exactamente nesta manobra. Dizer que se pagou aos poucos, em dinheiro, a um empreiteiro com quem já não havia sequer contrato escrito, não é prudência financeira: é a definição de fraccionamento que a lei antecipou e proibiu. E já agora, sobre o "puro acto de boa gestão" assente em "poupança": a poupança real não estava no estacionamento, estava nos 144 mil euros que o Estado não tinha para cumprir uma ordem de destruição judicial. Perante esse buraco, havia sempre outra alternativa, essa sim gratuita e sem qualquer conflito de interesses: comunicar ao Ministério Público que a PJ não dispunha de verba, e deixar que fosse a instituição — e não um empresário que já facturava milhões ao mesmo departamento — a decidir o que fazer com precursores apreendidos. Entregar precursores de estupefacientes a um amigo com contratos activos na mesma polícia não é gestão, extraordinária ou ordinária: é, na melhor das hipóteses, ingenuidade incompatível com o cargo, e na pior, exactamente aquilo que o Ministério Público está a investigar. Há aqui uma tradição bem portuguesa. Quando D. João V prometeu a Frei António de S. José um modesto convento franciscano em Mafra, o modesto convento cresceu, ano após ano, até se tornar a maior obra barroca da Europa, paga com o ouro do Brasil, sem que ninguém perguntasse onde ficara o orçamento inicial. Também aqui um tanque de apoio prometido se transformou, sem que ninguém desse por isso, numa piscina "média familiar". A diferença é que Mafra levou treze anos a inchar e ficou para a posteridade como maravilha; esta piscina levou meses e ficou como notícia de jornal. Mas o mecanismo é rigorosamente o mesmo: a promessa pequena que se infla sozinha, ao abrigo do poder, sem que ninguém peça contas a tempo. Fernando Pessoa escreveu que o poeta é um fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Em administração pública, fingir tem outro nome. O senhor fingiu que era um tanque, fingiu não saber que o terreno estava em área protegida, fingiu que mover a prova foi gestão extraordinária. A diferença entre o poeta e o ministro é que o poeta finge para revelar uma verdade maior, e o ministro finge para que a verdade desapareça — como o atrelado desapareceu do parque de apreendidos. E o mais estranho não foi sequer o senhor: foi o silêncio à sua volta. A polémica rebentou a 10 de Julho; o senhor só falou, "ponto por ponto", a 29 — quase três semanas depois, três semanas em que o Primeiro-Ministro manteve a confiança "numa quase mudez" e a Entidade para a Transparência não fez uma única declaração pública. Nesse vazio institucional, quem pegou no microfone que devia estar nas mãos de quem fiscaliza foi o líder do Chega, André Ventura, a exigir a sua demissão numa carta ao Primeiro-Ministro, a falar em "captura do Estado" pelo crime organizado, a pedir a intervenção do Presidente da República. Não porque o populismo tenha razão sempre — muitas vezes não tem —, mas porque é extraordinariamente eficiente a ocupar o espaço que as instituições deixam vazio. Quando a fiscalização normal demora três semanas a abrir a boca, não deve espantar-se ninguém que seja a demagogia a falar primeiro, mais alto, e com uma carta já escrita. Fico-me por aqui, Sr. Ministro, mas não sem lhe dizer isto: o problema não é só seu. É de um país que, perante o dono da piscina, prefere perguntar se ela tem água a perguntar quem pagou os azulejos, e que depois se surpreende quando é o populismo a dar voz à indignação que as instituições não souberam dar a tempo. Nós, os do muro de um metro e vinte medido à fita, temos o hábito de baixar a cabeça e cumprir, e depois olhamos para o senhor com aquela indignação morna que dura um ciclo de notícias e se dissolve como cloro ao sol. Talvez a pergunta não seja por que o senhor achou que podia. A pergunta é por que nós continuamos, escândalo após escândalo, a deixar que sejam sempre os mesmos — ou os mais gritantes — a ocupar o silêncio que devíamos ter preenchido nós primeiro. Sr. Ministro, assim também eu — mas ao contrário: sem necessidade nenhuma de fingir que não vi. #política portuguesa, #Luís Neves, #transparência, #Odemira, #Administração Interna, #corrupção, #opinião,# João Carvalho, # Operação Pacoba,

⚠️Bastidores Áudio do VAR fake foi decisivo para gancho pesado a zagueiro do Inter. Victor Gabriel seria condenado, de todo modo. Mas o saldo seria mais leve para ele — seis jogos de suspensão —, se não fosse o tumulto gerado pelo tal áudio falso. Quando a defesa do Inter passou o áudio falso do VAR na sessão, houve um certo estranhamento silencioso com o tipo de linguagem e os termos adotados pelos personagens da gravação. Em nada se parecia com o protocolo de comunicação adotado pelos árbitros de vídeo. Membros do alto escalão do STJD chegaram a receber prints de postagens no X. O assunto apareceu nos celulares dos auditores da comissão. Ao ser confrontado, o advogado do Internacional, Rogério Pastl, não foi para o embate. O celular dele também já estava movimentado. Os auditores chegaram a debater se seria melhor adiar o julgamento e esperar uma manifestação formal da CBF. Mas o consenso foi continuar com o caso na pauta. E aí ficou explícito o efeito negativo para o zagueiro que a confusão gerou. "Confesso até que estava inclinada a acompanhar o doutor Rodrigo (Bayer), considerando que eu fiz uma rápida pesquisa aqui e vi que o senhor (Victor)Gabriel teve sua primeira expulsão como profissional. Isso mostra que não é um jogador violento. Mas diante de todas as argumentações e desse fato novo (áudio VAR fake)... cada um tem seu juízo de valor, já pediu para excluir, mas cada um tem sua interpretação e autonomia para julgar como bem entende. Vou acompanhar no sentido da aplicação do parágrafo terceiro"- Aline Jatahy. Esse parágrafo fez, então, com que Victor Gabriel fosse condenado em primeira instância. Via: @UOLEsporte / @igorsiqueira 📷Igor Siqueira / 📷Divulgação #Futebol #VAR #JustiçaEsportiva

🚨Submissões da Anitta para o “Latin Grammy 2026”, fonte AG: Álbum do ano (AOTY): EQUILIBRIVM Gravação do ano (ROTY): Pinterest (Spanish) Melhor Interpretação Urbana: Choka Choka || Ela Gosta de Menina (Melly & Anitta) Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa: EQUILIBRIVM Melhor Vídeo Musical (Versão curta): Pinterest (Spanish): COLORS Melhor Vídeo Musical (Versão curta): EQUILIBRIVM (Ao Vivo) #LatinGrammy #Anitta #Música

🚨 De casa de charutos a lojas de grife: Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, gastou mais de R$ 1 MILHÃO com cartão do clube. Os gastos ocorreram de janeiro de 2021 a dezembro de 2025. Em novembro de 2025, o ex-presidente devolveu R$ 560.401,74 ao São Paulo, que seriam referentes a gastos pessoais. Casares usou o cartão corporativo do São Paulo 71 VEZES na casa de charutos Esch Café; 53 VEZES no restaurante Gero, um dos mais badalados de SP; em lojas de grife, como a Prada; durante viagem com a Seleção Brasileira para os Estados Unidos; e até com cuidados pessoais, como consultas num endocrinologista e idas a um salão de beleza. Há até uma compra de R$ 2.272,11 em uma farmácia. • O QUE DIZ O SÃO PAULO: Em nota enviada ao GE, o São Paulo afirmou que o valor devolvido ao clube foi estabelecido por Casares e informou que todas as faturas anteriores estão sendo analisadas. Segundo o clube, caso seja comprovado o uso do cartão para fins pessoais, será buscado o ressarcimento. • O QUE DIZ CASARES: “Mais uma vez, esse assunto está sendo colocado de forma reiterada em pauta. Os valores por ele restituído são aqueles suscetíveis a interpretação do uso do cartão de forma particular, em que pese o cartão tenha sido utilizado, única e exclusivamente, no exercício inerente à função de Julio Casares, enquanto Presidente do São Paulo.” “Quanto aos demais valores, tratam-se de gastos operacionais, do dia a dia, que o setor financeiro tem os registros. Considerando que não existia, no âmbito do São Paulo, normas referentes ao uso do cartão corporativo, Julio Casares propôs norma ao Compliance, que fora aprovada no Conselho de Administração sobre o uso do cartão corporativo e o eventual reembolso. Aliás, por este motivo, inclusive, é que se reitera e solicita ao São Paulo o demonstrativo do uso do cartão por outras gestões anteriores.” “Relembrando que o balanço de 2025, em que houve a quitação dos gastos da Diretoria Financeira, apresentou superávit de 57 milhões, redução da dívida em 110 milhões e o faturamento recorde de 1,07 bilhão.” “Por fim, registra-se que Julio Casares dedicava-se, exclusivamente, ao São Paulo, com pauta e agenda de reuniões e viagens exaustiva, justificando o volume do uso do cartão, no exercício inerente à função.” 🗞️ @geglobo | @bgiufrida 📸 Divulgação #SãoPauloFC #JulioCasares #CartãoCorporativo

⚠️A quantidade de analfabeto funcional que tem nesse Twitter reflete o nosso estado terminal enquanto país? Confesso que eu estou assustada!!! Eu posto meus textos aqui e as pessoas NÃO SABEM INTERPRETAR TEXTO e ainda deixam sermãos nas minhas mentions me dando esporro! Meu perfil é para pessoas maiores de idade e de ideias e isso inclui um QI maior que 80. Se você não possui essa qualificação mínima evite dar bronca em mim. Voltem a estudar urgente e saiam da internet! Agradeço desde já a atenção e tenha um excelente dia. Grata. 🙏🏻❤️ #Educação #AnalfabetismoFuncional #InterpretaçãoDeTexto

Esqueça por um minuto quem é o réu. Fique só com o princípio. Nemo iudex in causa sua. Ninguém pode ser juiz da própria causa. Isso não é doutrina de direita nem de esquerda: é a regra mais antiga do Direito, anterior a qualquer Constituição. Agora aplique o princípio ao caso concreto. Um ministro do Supremo decide, sozinho, quais visitas o principal líder da oposição pode receber e o que ele pode comunicar ao país em ano eleitoral. Até cartas (!) entram na proibição. Esse mesmo ministro opera há ANOS como principal opositor e repressor desse grupo. E isso não é interpretação, é registro público: Desde 2019, é o relator de um "inquérito" aberto pelo próprio Supremo, sem provocação do Ministério Público, para investigar ataques ao próprio Supremo: vítima, investigador e juiz no mesmo processo. Até hoje, esse instrumento funciona como censura em massa da direita brasileira; Em maio de 2022, meses antes de presidir a eleição, ele já classificava a direita como ameaça antidemocrática nas redes; Escreveu tese e livro inteiros sobre o dever de "combater o populismo digital extremista", o nome que ele dá ao campo do réu; Diplomou Lula e, na mesma noite, foi à festa de comemoração do diplomado, na casa de um advogado, ao som de samba; O ex-chefe do setor de combate à desinformação do TSE revelou, em mensagens publicadas pela Folha, que o gabinete encomendava relatórios sob demanda para abastecer inquéritos do próprio ministro. "Só entravam no gabinete coisas para criminalizar a direita", disse ele; Na despedida do TSE, celebrou que o Brasil "saiu vencedor" dessa disputa; Em agosto de 2025, da própria cadeira de ministro, chamou bolsonaristas de "organização criminosa miliciana", de atuação "covarde e traiçoeira"; E até o delator central do caso relatou ter ouvido, do próprio comandante do Exército, que o ministro nutre "raiva e ódio" pelo ex-presidente. Não por acaso, ele se tornou o alvo central das críticas desse mesmo campo e de reiterados pedidos de impeachment. A pergunta não é ideológica, é institucional: esse juiz é imparcial nessa causa? Você aceitaria ser julgado assim? Agora o teste de simetria. Lula, preso em 2018, recebia lideranças na "cela", lançou a candidatura do Haddad por carta lida em ato público e manteve os perfis nas redes, pilotados por assessores. Dirão: "os regimes jurídicos eram diferentes". Exato. E aqui entra outro princípio básico do Direito: Lex uno ore omnes alloquitur. A lei fala a todos com uma só boca. Deve valer igualmente para qualquer réu. Por que o sistema jamais desenhou para Lula as restrições que desenhou para Bolsonaro? A diferença de desenho é a prova da diferença de tratamento. Não é preciso gostar de Bolsonaro para enxergar o problema. Basta aceitar que a regra que vale para um tem que valer para o outro. Como alguém pode falar em eleições livres diante desse estado de coisas? Quando um tribunal abandona pilares seculares do Direito, o nome disso não é "proteção da democracia". É estado de exceção. #Direito #Justiça #Democracia

Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em cárcere privado, proibir por 30 dias todas as visitas - exceto advogados e atendimento médico - e vetar, até o fim das eleições, encontros “com finalidade político-eleitoral” e manifestações políticas feitas diretamente ou por terceiros. A justificativa “ilegal” apresentada foi a divulgação, por Flávio Bolsonaro, de uma carta escrita por seu pai, embora o senador já estivesse impedido de visitá-lo por 90 dias. Não existe no Código de Processo Penal uma cautelar chamada “proibição de visita política”. O Judiciário cria restrições por interpretação própria, sem lei específica aprovada pelo Congresso. Em pleno ano eleitoral, um ministro do STF passa a decidir quem pode encontrar o principal líder da oposição, sobre quais assuntos podem conversar e quais palavras poderão chegar ao público. Até Javier Milei, presidente da Argentina e aliado de Bolsonaro, dependerá de autorização judicial para visitá-lo; a defesa já apresentou o pedido. Isso é ativismo judicial convertido em lawfare - o uso expansivo do aparato jurídico para isolar, silenciar e reduzir a influência política de um adversário. Moraes não restringe apenas redes sociais, ele controla visitas, conversas, manifestações e contatos políticos durante uma campanha presidencial. Isso não vai acabar bem. O Brasil está em meio a uma crise internacional e comercial sem precedentes. O STF amplia a tensão institucional e entrega novos argumentos aos críticos do Brasil no exterior. A conta dessa escalada não será paga pelos ministros, mas pelo país - a história da Venezuela nos mostrou isso. Uma democracia não pode depender da vontade de um único magistrado para definir quem um preso em prisão domiciliar pode receber e o que pode dizer sobre uma eleição. Quando o juiz cria a regra, interpreta a regra e aplica a punição com impacto direto sobre a oposição, já não estamos diante de uma simples cautelar; estamos diante de uma intervenção judicial no processo político. Isso se chama ditadura da toga. #Justiça #Democracia #Liberdade