No último sábado, 25 de julho, o senador Rand Paul, presidente da Comissão de Segurança Interna do Senado dos Estados Unidos, tornou públicas 1.140 páginas do diário pessoal de Anthony Fauci, escritas entre dezembro de 2019 e dezembro de 2022. Os documentos passam a integrar a investigação do Senado e serão o foco do depoimento que Fauci prestará sob juramento nesta quarta-feira, 29 de julho. Durante anos, Fauci foi tratado como a personificação da ciência. Quem questionava suas decisões era rapidamente rotulado de negacionista ou conspiracionista. A imprensa transformou um agente público em uma autoridade incontestável, quase uma divindade. Quem acompanha meu trabalho sabe que, desde a pandemia, publiquei reportagens e análises sobre os e-mails de Fauci, o financiamento de pesquisas em Wuhan por meio da EcoHealth Alliance, a censura ao debate sobre a origem do vírus, as mudanças de discurso sobre máscaras, o fechamento de escolas, os lockdowns, a vacinação compulsória e o uso da ciência como instrumento de poder. As anotações de Fauci mostram que, ainda em janeiro de 2020, ele registrava que o mercado de Wuhan não era a origem da Covid-19, mas apenas um amplificador da transmissão. O então diretor do NIAID também documentou discussões internas sobre uma possível origem laboratorial, hipótese que depois seria tratada publicamente como “teoria da conspiração”. Os diários ainda revelam um Anthony Fauci profundamente obcecado pela própria imagem. Enquanto milhões de pessoas perdiam seus empregos, empresas fechavam as portas e milhares de idosos morriam isolados, impedidos de receber um último abraço dos filhos, Fauci colecionava capas de revistas, homenagens e alimentava um verdadeiro culto à própria imagem. O maior legado da pandemia não foi apenas o vírus, mas a transformação da ciência em dogma, do debate em censura e da discordância em “desinformação”. Durante anos, o mundo foi levado a confiar na palavra de Anthony Fauci. Agora, ele terá de responder pelas próprias palavras. Pela primeira vez, não serão seus porta-vozes nem a imprensa a construir a narrativa, mas os registros que ele próprio escreveu. #Fauci #Covid19 #Transparência



